quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Uma Convocação a Todos os Monarquistas!


Acabamos de receber do Sr. Embaixador Raul Fernando Leite Ribeiro, Coordenador das Relações Internacionais e do Cerimonial Gabinete do Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, o convite para participarmos das comemorações dos 200 anos da transmigração da Família Real Portuguesa. Logo abaixo das palavras de Sandra Ramon, convocando todos os Monarquistas, temos o texto do email do Sr. Embaixador. Vamos todos lá, assistir à bela cerimônia. Mauro Demarchi


POUCAS PALAVRAS


Aos brasileiros que amam nosso Brasil!

Precisamos construir uma nova nação: digna, séria, próspera, respeitável. Um trabalho novo e idéias novas são sinônimo de futuro.

Todos nós, que já passamos por diversas fases, desejamos ter tido antes, a oportunidade que temos hoje.

Mas vivemos sob uma ditadura militar e não tínhamos acesso sequer à informação: a censura à época era muito forte. Qualquer um e todos eram suspeitos de tudo, de qualquer coisa.

Foram tempos difíceis. Nunca proponho que o apaguemos das páginas de nossa História, posto que é Memória.

E o que faltou a nossa Pátria, foi exatamente isto: Memória.

Memória que foi apagada com o uso da força, do golpe, da traição, da manipulação e, num crescente, entre golpres e contra golpes, ditaduras, renúncias, suicídio, mortes inexplicáveis, chegamos ao Brasil de hoje.

O grande recurso que desde a chegada de D. João ao Brasil, no Período Colonial e no advento do Império com D.Pedro I e D.Pedro II, foram a CULTURA, EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO.

Esses três fatores combinados, permitem o que podemos chamar de formação de consciência cidadã.

Aqueles que, por ignorarem a verdade histórica, jogam pedra nestes três grandes homens, de quem devemos aproximar pela bravura, nobreza e amor a este solo brasileiro, a Princesa Isabel, mostram que tiveram suas mentes congeladas pelo cada vez mais inviável sistema educacional brasileiro e, tanto assim, que entendem escolarização como sinônimo de educação.

A educação não se adquire nos bancos escolares. Antes, na participação harmoniosa da família, sociedade, religião, e, nestes tempos velozes, pelos veículos de comunicação de massa.

Este foi talvez, o grande equívoco da república. Brincaram de criar escolas e copiar modelos educacionais de outros países.

Aqui, a grande diferença entre estes e nossos amados João, Pedro I, Pedro II, Isabel.

Lá, no distante século XIX, anteviram a importância da cultura, da formação, da liberdade.
Estão aí suas obras. Citá-las? Podemos. Todas? Não. Porque até o momento, não temos inventado um sistema que permita rastrear, dia a dia, a criação de intituições que permanecem há dois séculos, pois perderíamos a produção, a conseqüência, o fruto que gerou sementes e sementes que inspiraram e permitiram outras obras.

Quem poderá dizer de cada médico formado na primeira Faculdade de Medicina? É apenas um exemplo.

Mas temos aí a Imprensa Régia, fomos o segundo país do mundo a imprimir seu próprio selo, o sistema de telégrafo, que poucos sabem, mas foi o grande aliado da Princesa Isabel naquele longínquo 13 de Maio: graças ao telégrafo, a notícia chegou ao mesmo tempo em todo o país, permitindo a festa da raça negra e, impedindo os latifundiários escravocratas de organizarem uma reação. A Biblioteca Nacional, a Escola de Belas Artes, a Faculdade de Direito. Banco do Brasil e Casa da Moeda. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Para não estender muito, o Colégio D.Pedro II. Ambição de gerações fazer parte do corpo de alunos, até hoje, uma referência dentre as escolas no país.

Eis que 200 anos depois, aquela semente deixada em solo infértil pela ação republicana, parece querer apontar um verde. Verde folha. Verde esperança. Verde Bragança.

Esta é a nossa oportunidade.

Reguem este solo, protejam esta semente que brota, espalhem a notícia.

Abram a guarda. Baixem as armas. Ergam a cabeça. Tragam nas mãos as cores monárquicas e o branco da paz. Dispam-se desta carcaça republicana que violenta. Será o sorriso, o conhecimento, a honra e a ética, que lhes emprestará sabedoria no cumprimento do dever que a Pátria lhes impõe.

MONARQUISTAS EM AÇÃO!

Sandra Ramon Franco


Palavras do Embaixador:


E não se esqueçam de estar todos às 09,00 horas de 07 de março, no Palácio da Cidade (Rua São Clemente, 360, Botafogo), quando, ao som da banda dos Fuzileiros Navais, hastearemos as bandeiras não só do Brasil e de Portugal, mas ainda do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve.

 

Abraço em todos do

 

Embaixador Raul Fernando Leite Ribeiro

Coordenador das Relações Internacionais e do Cerimonial

Gabinete do Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro

História - A carta da Princesa e a reação dos escravocratas.


A manutenção da escravidão no Brasil, bem ao contrário do que as novelinhas “históricas” da Rede Globo apresentam, era desejo dos republicanos e militares. Esta notícia publicada no jornal “Correio Brasiliense” em 2006 é muito atual. Participar desta revisão histórica, é dever de todos os monarquistas e um objetivo do “Monarquia em Ação”. Quer dar seu contributo? Junte-se a nós. Mauro Demarchi 


A carta da princesa

Jornal Correio Braziliense
coluna Opinião
15/05/2006
Sueli Carneiro
Doutora em educação pela USP e diretora do Geledés - Instituto da Mulher Negra
A televisão, em 30 de abril, divulgou o conteúdo de uma carta da princesa Isabel datada de 11 de agosto de 1889 endereçada ao visconde de Santa Victória. Nela se revelam os seus esforços e de seu pai, o imperador D. Pedro II, para prover condições dignas de sobrevivência e inserção da população ex-escrava na sociedade brasileira. O texto da princesa defende a indenização aos ex-escravos, a constituição de um fundo para a compra e doação de terras que lhes permitissem sobreviver e se inserir socialmente pela exploração agrária e pecuniária sustentada.
Mas há coisas que só podem ocorrer no Brasil. A revelação de um documento histórico cujo conteúdo é de grande importância para milhões de brasileiros descendentes de escravos reduziu-se, na matéria produzida pela TV, a mera reatualização dos nossos antigos manuais didáticos que eram prenhes na reiteração do caráter benevolente da princesa por decretar a Abolição. Mais que isso, o documento histórico foi utilizado como oportunidade adicional de crítica velada aos movimentos negros nacionais que ousaram questionar o alcance libertário da lei assinada em 13 de maio. Os questionamentos desses movimentos resultaram na troca da princesa Isabel, como símbolo de libertação da escravidão, pela figura do líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi dos Palmares, em clara sinalização de que a Abolição permanecia projeto inacabado a despeito das intenções da princesa, o que a sua carta revelada apenas referenda.
Longe de servir para iluminar as contradições do presente, o documento histórico é utilizado para conter a própria marcha da história. Ao focar na redenção da imagem da princesa e na sutil condenação dos sujeitos políticos que representam, no presente, a continuidade histórica da luta por libertação tem por sentido deslegitimar as suas reivindicações, as suas falas.
A importância do documento para a tevê e para os estudiosos escolhidos para comentá-lo está nos gestos e intenções generosas da princesa e não no projeto que seu conteúdo aponta. A conseqüência da matéria é sugerir aos espectadores e, em especial, aos movimentos negros, a reposição do reconhecimento histórico da figura benevolente da princesa, agora acrescido por suas propostas indenizatórias aos ex-escravos. Porém, sobre as indenizações que são o conteúdo essencial da carta, a matéria se resume a constatar que elas jamais foram feitas.
No entanto, o melhor reconhecimento a se fazer à princesa seria pautar a discussão sobre o seu sonho malogrado de provimento aos ex-escravos de condições para sobreviverem e prosperar dignamente na sociedade brasileira - carência de que padecem ainda hoje os seus descendentes -, dando inclusive absoluta atualidade à carta. Porém, são precisamente editoriais raivosos de jornais contra as políticas para a redução das desigualdades raciais que conspiram contra os ideais defendidos pela princesa e enaltecidos na matéria.
Compreende-se, então, o foco dado ao documento.
Entre as personalidades convidadas para comentar o documento, houve quem destacasse o fato de que a classe política da época impediu a realização dos desejos emancipatórios da princesa em relação aos ex-escravos. Parece que aquelas forças políticas que impediram o progresso das idéias generosas da princesa continuam inspirando as classes políticas do presente. Estamos diante do mesmo impasse. Os esforços para impedir essa segunda Abolição se materializam, entre outros fatos, na resistência do Congresso em aprovar o Estatuto da Igualdade Racial, que já se encontra desfigurado de sua formulação original. O texto previa a formação de um fundo que daria sustentabilidade a um amplo programa de democratização do acesso dos afrodescendentes às oportunidades sociais, sem o qual o estatuto perde eficácia. No entanto, nem mesmo assim ele pôde ser aprovado.
A necessidade de formação de um fundo para sustentar o projeto político da princesa e os esforços empreendidos pelo imperador para viabilizá-lo aparecem assim descritos na carta:

A CARTA DA PRINCESA

"Fui informada por papai que me collocou a par da intenção e do envio dos fundos de seo Banco em forma de doação como indenização aos ex-escravos libertos em 13 de Maio do anno passado, e o sigilo que o Snr. pidio ao prezidente do gabinete para não provocar maior reacção violenta dos escravocratas. Deus nos proteja si os escravocratas e os militares saibam deste nosso negócio pois seria o fim do actual governo e mesmo do Império e da caza de Bragança no Brazil. (...) Com os fundos doados pelo Snr. teremos oportunidade de collocar estes ex-escravos, agora livres, em terras suas proprias trabalhando na agricultura e na pecuária e dellas tirando seos proprios proventos. Fiquei mais sentida ao saber por papai que esta doação significou mais de 2/3 da venda dos seos bens, o que demonstra o amor devotado do Snr. pelo Brazil. Deus proteja o Snr. e todo a sua família para sempre!"
Três meses após a data dessa carta, a princesa e o Imperador foram depostos e desconhece-se o destinos dos tais fundos. É o Brasil, desde sempre.


Brturbo.com.br - (sem assunto).

História - Lei Áurea e os jornais da época.

A Lei Áurea
O original da Lei Áurea e seu texto

“A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:

Art. 1º – É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.

Art. 2º – Revogam-se as disposições em contrário.”

---------------------------------
* O QUE DISSERAM OS JORNAIS

Veja como a imprensa da antiga capital federal, o Rio de Janeiro, noticiou a assinatura da Lei Áurea e a reação da população:
"Está extinta a escravidão no Brasil. Desde ontem, 13 de maio de 1888, entramos para a comunhão dos povos livres. Está apagada a nódoa da nossa pátria. Já não fazemos exceção no mundo."
O Paiz, 14 de maio de 1888
"Em todos os pontos do império repercutiu agradavelmente a notícia da promulgação e sanção da lei que extingüiu no Brasil a escravidão. Durante a tarde e a noite de ontem fomos obsequiados com telegramas de congratulações em número avultado e é com prazer que publicamos todas essas felicitações, que exprimem o júbilo nacional pela áurea lei que destruiu os velhos moldes da sociedade brasileira e passou a ser a página mais gloriosa da legislação pátria."
O Paiz, 14 de maio de 1888
"O povo que se aglomerava em frente ao Paço, ao saber que já estava sancionada a grande Lei, chamou Sua Alteza, que aparecendo à janela, foi saudada por estrepitosos 'vivas'."
Gazeta da Tarde, 15 de maio de 1888
"Continuaram ontem os festejos em regozijo pela passagem da Lei Áurea da extinção da escravidão. A rua do Ouvidor esteve cheia de povo todo o dia e durante uma grande parte da noite, sendo quase impossível transitar-se por esta rua. Passaram [...] os estudantes da Escola Politécnica, os empregados da câmara municipal e o Club Abrahão Lincoln, composto de empregados da estrada de ferro D. Pedro II, todos acompanhados de bandas de música."
O Paiz, 15 de maio de 1888
"Geral o contentamento, enfim, transbordando da grande alma popular, que andava cantando a epopéia homérica da redenção."
Cidade do Rio, 18 de maio de 1888