sábado, 26 de setembro de 2009

O Chanceler Brasileiro e a ditadura das esquerdas

O blog Monarquia em Ação, ao longo dos meses que se seguiram sua criação, publicou artigos focados na questão Monarquia x República, ações monarquistas no Brasil e no Mundo, e raramente, um ou outro artigo de natureza diversa. Hoje, apresento um artigo retirado do blog http://7diasemrevista.blogspot.com/ e postado por meu amigo Helio Viana, analista político muito objetivo. É importante estarmos alertas, pois, a República poderá se transformar numa ditadura esquerdista em que só haverá liberdade para aqueles que são... de esquerda. Passo a palavra a Helio Dias Viana:


Pérolas do chanceler

Nós, brasileiros, devemos estar alerta para não incorrermos no mesmo processo dos venezuelanos, ou seja, quando menos esperarmos, estarmos imersos num regime virtualmente comunista. Uma das primeiras medidas para evitá-lo é reagir diante das declarações e atitudes inusitadas de nossas autoridades nessa direção.

Tivemos dois exemplos recentes partidos do chanceler Celso Amorim. O primeiro foram seus depoimentos recolhidos por Deborah Berlinck (Brasil defende sanções econômicas como pressão – “O Globo”, 7/7/2009), a propósito de Honduras, quando ele declarou que “não vê contradição com o fato de o Brasil defender o fim do embargo a Cuba, [pois] Cuba ‘foi uma revolução’, enquanto Honduras ‘foi um golpe de Estado típico de uma direita que não tem mais lugar na América Latina’”. E o segundo foi sua entrevista concedida a Eliane Cantanhêde, publicada na “Folha de S. Paulo” do dia 2 do corrente mês de agosto, na qual ele abordou, entre outras coisas, o estabelecimento de uma base americana na Colômbia.

Na primeira entrevista, Amorim prescreve sanções econômicas contra Honduras, apesar de o novo governo deste país ser constitucional – o presidente deposto violou vários dispositivos da Carta Magna – e contar com o apoio da esmagadora maioria de sua população. Mas, para ele, tratou-se de “um golpe de Estado típico de uma direita que não tem mais lugar na América Latina”.

Em outras palavras, para o chanceler Amorim a democracia só vale se beneficiar a esquerda. Assim, quando um presidente com esta orientação assume democraticamente o poder, ele pode fazer o que bem entender, mesmo ao arrepio da Constituição, sem direito a ser removido. Pois se tal acontecer, será um inaceitável golpe de direita. Foi o caso de Zelaya em Honduras.

Contudo, na Bolívia, quando se tratou de derrubar o presidente de centro-direita Sánchez de Lozada para forçar as eleições que cederiam seu lugar a Evo Morales, o governo brasileiro não poupou esforços: exerceu toda sorte de pressões, inclusive enviando o chanceler-paralelo Marco Aurélio Garcia a La Paz para exigir sua saída. Peço aqui ao chanceler Amorim uma qualificação para essa atitude. Golpe, evidentemente, não pode ter sido, já que apesar de não ter violado nenhum dispositivo constitucional, o presidente derrocado era de centro-direita...

Mais grave. Na sua política de dois pesos e duas medidas, o chanceler Amorim justifica o próprio regime tirânico e sanguinário que há cinqüenta anos se assenhoreou de Cuba, disseminou a revolução armada no continente e mantém seus súditos sob a mais estrita vigilância, sem direito sequer a eleições livres. Onde, segundo famosa letra de carnaval dos anos sessenta, quem “andou na contramão, vai descansar no Paredão!”, o terrível lugar de execução sumária dos opositores do regime. Pois, na lógica de Celso Amorim, em se tratando de um regime comunista oriundo de uma revolução e não de um golpe, apesar de seus atropelos e de a população lhe ser contrária, não tem problema: está justificado e deve ser apoiado!

Eis a monstruosa lógica do chanceler petista e da política interna e externa brasileira! Da política interna também, pois não tendo mais lugar na América Latina, a direita deve ser simplesmente banida.

Na sua entrevista com Eliane Cantanhêde, entre outras considerações, o chanceler Amorim arremete-se contra a Colômbia pelo acordo que esta fez com os EUA para o estabelecimento de uma base militar americana no seu território sem prévia consulta ao governo brasileiro! Após conceder a ululante obviedade de que aquele país é livre de escolher seu próprio destino, o chanceler se mostra sumamente irritado, dizendo que Hugo Chávez está muito contrariado com a medida.

E como não poderia estar? Ficam ou não contrariados os narcotraficantes quando a polícia se interpõe no seu caminho? Do mesmo modo Hugo Chávez – que comprou da Rússia um enorme arsenal militar; que convidou e obteve, no início deste ano, que navios atômicos daquele país realizassem manobras em nossas águas continentais; que está sendo acusado de dirigir um narco-estado e de fornecer potentes armas de fabricação sueca à guerrilha das FARC; e que reiteradas vezes ameaçou a Bolívia, a Colômbia e a Honduras de invasão – só pode ficar contrariado em face da proximidade de uma força capaz de lhe opor!

Nesta entrevista, o chanceler Amorim não faz qualquer alusão à referida presença dos navios atômicos russos – que provavelmente não lhe tirou o sono –, nem ao nexo dessa presença com a orientação e o crescente armamentismo do governo venezuelano chavista; nem tampouco às alarmantes acusações de narco-estado e de aliado das FARC feitas a Chávez. Entretanto preocupa-o o simples fato de a Colômbia abrir seu território para uma base norte-americana. E depois ainda aponta esse fato como sendo contraditório com as declarações do presidente Uribe de que as FARC estão praticamente extintas. Se elas se acham nessa situação, tal se deve aos ingentes esforços do governo e do povo colombianos, nem sempre compreendidos, que entre outras coisas enfrentaram a oposição de quase todos os governos latino-americanos – inclusive do brasileiro – quando do golpe mortal assestado contra o guerrilheiro Raúl Reyes.

Mas as FARC estão sendo substituídas na sua ação revolucionária e desestabilizadora por um poderio muito superior: o atual regime venezuelano, armado até os dentes, amordaçando a oposição e ameaçando invadir outros países que contrariem seus ditames.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Monarquistas, Uni-vos!

O Jornal O Estado de S. Paulo publicou a nota abaixo.

24.09.09

Monarquistas, uni-vos!
por diretodafonte

Em pleno debate pré-sal e compra de caças, soou no Rio um grito retumbante da monarquia brasileira. Coube ao príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, herdeiro de um regime que sumiu há 120 anos, brindar o País com um ideário atualizado da casa imperial - oito parágrafos nos quais adverte o País contra “múltiplos fatores” que ameaçam “corroer no seu âmago a nossa vida como nação independente”.

Foi no 20º Encontro Monárquico, semana passada. Encimado pela coroa imperial, o manifesto Brasil, 2009: Para Onde Vamos? denuncia “vozes políticas... que apelam a uma refundação do País”. Menciona “estranhas doutrinas sociológicas, antropológicas, ambientalistas e até religiosas” capazes de “desagregar nossa organização político-social”.

Uma das preocupações dos monarquistas: o “extremado apartheid cultural”, que confina os índios “a uma estagnação deteriorante”. Outra, a “revolução quilombola”, que desrespeita a propriedade. E ainda a política de “classificação de raças, que tenta subverter a identidade nacional”.

Na diplomacia, avisa dom Luiz, a adesão ao “eixo bolivariano” tem trazido “duríssimos golpes” ao Brasil.
A saída? “Trabalhar ativamente, dentro dos limites da legalidade, para evitar tais descaminhos.”

Sem perder a nobreza jamais, é claro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Blog Monarquia Já publica fotos do XX Encontro Monárquico

Já temos publicado aqui em Monarquia em Ação algumas colaborações de



O XX Encontro Monárquico (12 de setembro de 2009) teve lugar no Hotel Mundo Novo e contou com a presença de muitos monarquistas. Discorreu-se sobre assuntos de interesses históricos, culturais e políticos.







No Domingo, dia 13 de setembro, ocorreu a Missa em homenagem ao Centenário de nascimento de Dom Pedro Henrique (falecido em 1981) e pelo trancurso dos 95 anos de Dona Maria, de jure Imperador e Imperatriz do Brasil.

Cortejo: à frente D. Luiz e D. Bertrand; no lado esquerdo da fotografia: D. Antonio Alberto e D. Pedro Alberto (filhos de D. Alberto), D. Fernando, D. Alberto, D. Rafael; ao fundo: D. Gabriel (filho de D. Pedro de Alcântara); no lado direito: D. Antonio João e D. Maria Gabriela. Foto: Mário Sérgio.


Público presente na Missa na Antiga Sé Catedral, no Rio de Janeiro. Foto: Mário Sérgio.


Dom Rafael, Dona Maria Gabriela, Dom Antonio, Dom Bertrand e Dom Luiz, juntamente com grupo de religiosos da Santa Missa. Foto: Mário Sérgio.



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Agradecemos Mário Sérgio (Presidente da FMB), Rafael Cruz e demais amigos que mandaram informações e imagens.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A educação de Dom Pedro II

É inegável que um dos melhores motores de busca é o google. Uma tecnologia apurada sempre oferece resultados próximos do que se realmente busca. Recentemente descobri que tenho os melhores resultados nas minhas pesquisas se em vez de buscar por páginas da web, buscar por imagens. Os resultados sempre me encaminham para blogs muito interessantes, como este que abaixo transcrevo.
É preocupação de todo pai ou mãe a educação de seus filhos. Como educar? Para que educar? Por que educar? Por que e para que, tem respostas simples e fáceis, mas o grande problema é como educar. O próprio Estado que assumiu praticamente a educação de base no Brasil deveria se por esta pergunta e fazer uma análise sobre os efeitos catastróficos da educação que vem oferecendo aos brasileiros. Esta análise jamais será feita pois os representantes da República não desejam elites morais e honestas, mas uma massa de manobra que seja fácil de dirigir por políticos demagogos.
Um homem, porém, não pensou assim, e quando foi escolhido para tutor da família real, deu instruções de como deveria ser a educação de seu pupilo o pequeno D. Pedro II.
Assim termina o artigo:
Bem, não é necessária dizer que estas instruções estão atualizadíssimas, e que deveriam ser passadas para cada mestre de nosso País, e que cada criança deveria ser educada para ser um homem de bem, ou melhor, um monarca do bem. Seria pedir muito?
Ainda publicaremos outros artigos deste excelente blog da Família Tiscornia Selaibe


Em nosso cronograma de viagem estava estabelecido que, no mês de março de 2007, iniciaríamos a produção de nosso primeiro documentário direcionado para as escolas públicas do ensino fundamental e médio.
Iniciamos então em dezembro, a busca de um tema ou personagem de nossa historia (Brasil), para podermos rascunhar um roteiro, e assim, iniciarmos a gravação de nosso tão sonhado primeiro documentário.
Nossa idéia inicial era encontrar em nossas pesquisas, fatos da navegação de relevância dos séculos XIV e XVIII, que demonstrasse o desenvolvimento de nosso país.
Quando pesquisávamos o século XIV, um personagem começou a aparecer com muita insistência, onde, ou qual tema iríamos pesquisar, lá estavam suas mãos, Educação, Ecologia, Astronomia, Fotografia, Egiptologia, cultura.
Um personagem tão importante em nossa historia, um visionário e, acima de tudo, um genuíno apaixonado pelo Brasil, tão esquecido pela historia, principalmente nos livros escolares.
Então resolvemos não só produzir o documentário, como dividir com vocês todas as nossas pesquisas nas próximas semanas.
Saibam que, se entenderem bem a historia deste tão ilustre personagem, entenderão muito melhor nossa historia presente, pois tudo que está acontecendo hoje em nosso país, é puro reflexo dos acontecimentos do fim do século XIV, e saberemos por que tentam esconder o grande líder que esta nação já teve.
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4. Dom Pedro II
(Período regencial: 1841 a 1889)
PARTE III
A Educação de Dom Pedro II
Pedro II foi uma figura ímpar, o rei-filósofo era um monarca fora dos padrões daquela época. Amado e elogiado, criticado e censurado, o imperador do Brasil era um homem extremamente culto, uma personalidade singular que merece um lugar de destaque na galeria dos grandes vultos do século XIX. Gostaria de ilustrar esta afirmação com algumas frases proferidas por ilustres contemporâneos de Dom Pedro.

Na opinião do escritor Victor Hugo, Dom Pedro era "o neto de Marco Aurélio", ou seja, a perfeição dos imperadores; e para o primeiro-ministro da Inglaterra vitoriana, sir William Gladstone: "Dom Pedro II é um modelo para todos os soberanos do mundo, pelo seu zelo no cumprimento dos seus altos deveres..., é o que definiríamos como um bom soberano, um exemplo e uma bênção para sua nação". O compositor Carlos Gomes, autor da ópera O Guarani (1870), certa vez admitiu publicamente: "se não fosse o imperador, eu não seria Carlos Gomes".

A lista de personalidades que o reverenciaram é realmente extensa, e acho difícil (até injusto), escolher um único personagem, e por meio dele tentar sintetizar a eloqüente figura de Dom Pedro II. Basta apenas citar os nomes do biólogo Charles Darwin, do escritor americano Henry Longfellow, do cientista Louis Pasteur, do músico e compositor Richard Wagner e do poeta italiano Alexandre Manzoni, entre os que o elogiaram.
Para entender melhor quem foi este homem, achamos por bem irmos à base de tudo na vida de uma pessoa, que entendemos, será a estrutura familiar e a sua educação. Hoje iremos abordar a educação de Dom Pedro II, onde encontramos em nossas pesquisas as instruções que foram determinadas a seus professores.
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Veja as determinações do Marques de Itanhaém para a educação de Dom Pedro II:
"Instruções para serem observadas pelos Mestres do Imperador
em sua Educação Literária e Moral
"
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Artigo 1
Conhece-te a ti mesmo. Esta máxima... Servirá de base ao sistema de educação do Imperador, e uma base da qual os Mestres deverão tirar precisamente todos os corolários que formem um corpo completo de doutrinas, cujo estudo possa dar ao Imperador idéias exatas de todas as coisas, a fim de que Ele, discernindo sempre do falso o verdadeiro, venha em último resultado a compreender bem o que é a dignidade da espécie humana, ante a qual o Monarca é sempre homem, sem diferença natural de qualquer outro indivíduo humano, posto que sua categoria civil o eleve acima de todas as condições sociais.
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Artigo 2
Em seguimento, os Mestres, apresentando ao Seu Augusto Discípulo este planeta que se chama terra, onde nasce, vive e morre o homem, lhe irão indicando ao mesmo tempo as relações que existem entre a humanidade e a natureza em geral, para que o Imperador, conhecendo perfeitamente a força da natureza social, venha a sentir, sem o querer mesmo, aquela necessidade absoluta de ser um Monarca bom, sábio e justo, fazendo-se garbo de ser o amigo fiel dos Representantes da Nação e o companheiro de todas as influências e homens de bem do País.
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Artigo 3
Farão igualmente os Mestres ver ao Imperador que a tirania, a violência da espada e o derramamento de sangue nunca fizeram bem a pessoa alguma...
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Artigo 4
Aqui deverão os Mestres se desvelar para mostrarem ao Imperador palpavelmente o acordo e harmonia da Religião com a Política, e de ambas com todas as ciências; porquanto, se a física estabelece a famosa lei da resistência na impenetrabilidade dos corpos, é verdade também que a moral funda ao mesmo tempo a tolerância e o mútuo perdão das injúrias, defeitos e erros; essa tolerância ou mútuo perdão, sobre revelar a perfeição do Cristianismo, revela também os quilates das almas boas nas relações de civilidade entre todos os povos, seja qual for sua religião e a forma do seu governo...
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Artigo 5
Lembrem-se, pois os Mestres que o Imperador é homem; e partindo sempre dessa idéia fixa, tratem de lhe dar conhecimentos exatos e reais das coisas, sem gastarem o tempo com palavras e palavrões que ostentam uma erudição estéril e prejudicial, pois de outra forma virá o seu discípulo a cair no vicio que o Nosso Divino Redentor tanto combateu no Evangelho, quando clamava contra os doutores que invertiam e desfiguravam a lei, enganando as viúvas e aos homens ignorantes com discursos compridos e longas orações, e se impondo de sábios, embora sendo apenas uns pedantes faladores.
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Artigo 6
Em conseqüência os Mestres não façam o Imperador decorar um montão de palavras ou um dicionário de vocábulos sem significação, porque a educação literária não consiste decerto nas regras da gramática nem na arte de saber por meio das letras; em conseqüência os Mestres devem limitar-se a fazer com que o Imperador conheça perfeitamente cada objeto de qualquer idéia enunciada na pronunciação de cada vocábulo...
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Artigo 7
Julgo, portanto inútil dizer que as preliminares de qualquer ciência devem conter-se em muito poucas regras, assim como as evidencias e doutrinas gerais. Os Mestres não gastem o tempo com teses nem mortifiquem a memória do seu discípulo com sentenças abstratas; mas descendo logo às hipóteses, classifiquem as coisas e idéias, de maneira que o Imperador, sem abraçar nunca a nuvem por sonho, compreenda bem que o pão é pão e o queijo é queijo.
Assim, por exemplo, tratando das virtudes e vícios, o Mestre de Ciências Morais deverá classificar todas as ações filhas da soberba distinguindo-as sempre de todas as ações opostas que são filhas da humildade. E não basta ensinar ao Imperador que o homem não deve ser soberbo, mas é preciso indicar-lhe cada ação, onda exista a soberba, pois se assim não o fizer, bem pode acontecer que o Monarca venha para o futuro a praticar muitos atos de arrogância e altivez, supondo mesmo que tenha feito ações meritórias e dignas de louvor, e isto por não ter, em tempo, sabido conhecer a diferença entre a soberba e a humildade.
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Artigo 8
Da mesma sorte, tratando-se das potências e das forças delas, o Mestre de ciências físicas fará uma resenha de todos os corpos computando os grãos de força que tem cada um deles, para que venha o Imperador a compreender que o poder monárquico se limita ao estudo e observância das leis da Natureza... e que o Monarca é sempre homem e um homem tão sujeito, que nada pode contra as leis da Natureza feitas por Deus em todos os corpos, e em todos os espíritos.
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Artigo 9
Em seguimento ensinarão os Mestres ao Imperador que todos os deveres do Monarca se reduzem a sempre animar a Indústria, a Agricultura, o Comércio, as Artes e a Educação; e que tudo isto só se pode conseguir estudando o mesmo Imperador, de dia e de noite, as ciências todas, das quais o primeiro e principal objeto é sempre o corpo e a alma do homem; vindo, portanto a achar-se a Política e a Religião no amor dos homens. E o amor dos homens é que é o fim de todas as ciências; pois sem elas, em vez de promoverem a existência feliz da humanidade, ao contrário promovem a morte.
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Artigo 10
Entendam-me, porém os Mestres do Imperador. Eu quero que o meu Augusto Pupilo seja um sábio consumado e profundamente versado em todas as ciências e artes e até mesmo nos ofícios mecânicos, para que ele saiba amar o trabalho como principio de todas as virtudes, e saiba igualmente honrar os homens laboriosos e úteis ao Estado. Mas não quererei decerto que Ele se faça um literato supersticioso para não gastar o tempo em discussões teológicas como o Imperador Justiniano; nem que seja um político frenético para não prodigalizar o dinheiro e o sangue dos brasileiros em conquistas e guerras e construção de edifícios de luxo, como fazia Luís XIV na França, todo absorvido nas idéias de grandeza; pois bem pode ser um grande Monarca o Senhor D. Pedro II sendo justo, sábio, honrado e virtuoso e amante da felicidade de seus súditos, sem ter precisão alguma de vexar os povos com tiranias e violentas extorsões de dinheiro e sangue.
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Artigo 11
Sobretudo, recomendo muito aos Mestres do Imperador, hajam de observar quanto Ele é talentoso e dócil de gênio e de muita boa índole. Assim não custa nada encaminhar-lhe o entendimento sempre para o bem e verdade, uma vez que os Mestres em suas classes respectivas tenham, com efeito, idéias exatas da verdade e do bem, para que as possam transmitir e inspirar ao seu Augusto Discípulo.
Eu não cessarei de repetir aos Mestres que não olhem para os livros das Escolas, mas tão somente para o livro da Natureza, corpo e alma do homem; porque fora disto só pode haver ciência de papagaio ou de menino de escola, mas não verdade nem conhecimento exato das coisas, dos homens, e de Deus.
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Artigo 12
Finalmente, não deixarão os Mestres do Imperador de lhe repetir todos os dias que um Monarca, toda a vez que não cuida seriamente dos deveres do trono, vem sempre a ser vitima dos erros, caprichos e iniqüidades dos seus ministros, cujos erros, caprichos e iniqüidades são sempre a origem das revoluções e guerras civis; e então paga o justo pelos pecadores, e o Monarca é que padece, enquanto que seus ministros sempre ficam rindo-se e cheios de dinheiro e de toda sorte de comodidades. Por isso cumpre absolutamente ao Monarca ler com atenção todos os jornais e periódicos da Corte e das Províncias e, além disto, receber com atenção todas as queixas e representações que qualquer pessoa lhe fizer contra os ministros de Estado, pois só tendo conhecimento da vida pública e privada de cada um dos seus ministros e Agentes é que cuidará da Nação. Eu cuido que não é necessário desenvolver mais amplamente estas Instruções na certeza de que cada um dos Mestres do Imperador lhe adicionará tudo quanto lhe ditarem as circunstâncias à proporção das doutrinas que no momento ensinarem. E confio grandemente na sabedoria e prudência do Muito Respeitável Senhor Padre Mestre Frei Pedro de Santa Mariana, que devendo ele presidir sempre a todos os atos letivos de Imperador como seu Primeiro Preceptor, seja o encarregado de pôr em prática estas Instruções, uniformizando o sistema da educação do Senhor Dom Pedro II, de acordo com todos os outros Mestres do Mesmo Augusto Senhor".
Paço da Boa Vista no Rio de Janeiro, 2 de dezembro de 1838.
Marquês de Itanhaém
Tutor da Família Imperial
Foi senador do Império do Brasil de 1844 a 1867 e tutor da família imperial brasileira, tendo sido o responsável pela educação de Dom Pedro II desde o início de sua adolescência.
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Bem, não é necessária dizer que estas instruções estão atualizadíssimas, e que deveriam ser passadas para cada mestre de nosso País, e que cada criança deveria ser educada para ser um homem de bem, ou melhor, um monarca do bem. Seria pedir muito?

Bons Ventos!
Família Tiscornia Selaibe
Projeto @mar
Integração de Tecnologia à Educação

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Principe Dom Luiz visita porto de Paranaguá

Família real comemora 200 anos da Abertura dos Portos no Porto de Paranaguá

No ano em que o Brasil comemora os 200 anos da Abertura dos Portos às Nações Amigas, os Portos do Paraná unem-se às festividades alusivas à data prestando suas homenagens aos príncipes Dom Luiz e Dom Bertrand de Orleans e Bragança, trinetos de Dom Pedro II. Eles visitaram o Porto de Paranaguá “Dom Pedro II” neste domingo (12), onde foram recebidos por diretores da Appa.

Esta foi a primeira vez que Dom Luiz visitou Paranaguá. “Para nós é uma honra estarmos aqui hoje para essas comemorações. Este é um porto muito importante, porque é o segundo em movimentação de produtos no Brasil e que vai crescer muito mais. É um grande privilégio visitar a cidade e seu Porto que leva o nome de Dom Pedro II. Este é mais um motivo para estarmos felizes em estarmos aqui”, disse Dom Luiz.

Dom Bertrand, irmão de Dom Luiz, já esteve várias vezes na cidade, mas pela primeira vez visitou o Porto. “Essas comemorações reconhecem a obra grandiosa que Dom João VI nos deixou. Não fosse a vinda de Dom João VI ao Brasil hoje não seríamos um país de dimensões continentais com grande potencial. Sua chegada ao Brasil proporcionou todos os fundamentos de nossa nacionalidade. Nunca se comemorou tanto uma data como agora. Visitar o Porto que leva o nome de Dom Pedro II nos toca de uma maneira especial e afetiva. Temos uma ligação especial com o Porto de Paranaguá por causa disso”, declarou Dom Bertrand.

Oficialmente, o Porto de Paranaguá é denominado Dom Pedro II, em homenagem ao imperador que esteve na cidade em 1880 para o lançamento da pedra fundamental do edifício da Estação Ferroviária, inaugurada em 1885. “Considero essa obra uma proeza da engenharia brasileira, porque contrariou o que os engenheiros ingleses, franceses e alemães diziam sobre essa obra, que era impossível fazer uma ferrovia entre tantas montanhas. Isso mostra o quanto o Brasil na época estava na primeira linha da cultura da civilização”, destacou Dom Luiz.

Homenagem
“Estamos honrados com essa visita porque lembramos o legado que Dom João VI deixou sobre a pujança do Brasil. É um compromisso que temos com o presente, com o resgate do passado e com o futuro do nosso Estado e do nosso Porto. Estamos orgulhosos ao prestarmos essas homenagens aqui, porque assim encurtarmos as distâncias entre o passado e o futuro do nosso Porto”, disse o diretor de Desenvolvimento Empresarial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Alberto César.

“Hoje estamos vivendo um momento histórico. Estamos muito honrados em receber a comitiva da Casa Imperial do Brasil. Depois de 200 anos da Abertura dos Portos às Nações Amigas cabe-nos dar continuidade a essa obra, mantendo nossa movimentação recorde de produtos e os portos públicos”, comentou o diretor Administrativo-Financeiro da Appa, Daniel Lúcio Oliveira de Souza.


Brasil, 2009: para onde vamos?


Pronunciamento do Chefe da Casa Imperial

O transcurso recente do 7 de setembro e das comemorações da Semana da Pátria conduzem minhas reflexões para um dos mais importantes marcos de nossa História. Ao fazê-lo tenho em mente todos os brasileiros que, independentemente de seu credo político e de sua simpatia ou não pelo regime monárquico, de coração sincero buscam o bem do Brasil e se preocupam com seu destino.

O grande talento de Pedro Américo soube registrar para a posteridade o momento em que, às margens do Ipiranga, Dom Pedro I consumou nossa Independência.

O conjunto da cena pintada pelo eminente artista, o movimento que anima os diversos personagens, o colorido de toda a tela, transmitem-nos a relevância do momento e as promessas que pairavam sobre a nação que ali se firmava.

Esse momento histórico não esteve envolto nos estertores revolucionários que caracterizaram outros processos independentistas, nem pode ser visto como um momento de ruptura com nosso passado.

A Independência do Brasil, ainda que marcada mais proximamente por certas influências políticas controversas, foi, a bem dizer, o culminar de um longo processo de emancipação, conduzido com sabedoria por nossos monarcas, sem um planejamento dirigista, mas ao sabor das circunstâncias históricas.

Processo esse que, acelerado pelas guerras e revoluções que abalaram o Continente europeu, teve na transferência de D. João, Príncipe Regente e da Corte portuguesa para nossa terra, um momento decisivo para a definição da nacionalidade.

O Brasil independente que surgiu a 7 de setembro de 1822 era, pois, a continuação desse germinar social, cultural, político e econômico, iniciado mais de três séculos antes, fruto da operosidade e da fé da nação lusa.

A permanência da própria Dinastia, sua não derrocada ou substituição violenta, foram disso prova e, ao mesmo tempo, fator de estabilidade.

Um dos legados mais preciosos desse processo histórico foi, por certo, nossa integridade territorial e nossa unidade social, em um tão vasto e tão diversificado território.

O Brasil tornou-se um Império, mas jamais almejou a dominação das nações vizinhas. Pelo contrário, procurou sempre manter com elas relações fraternas e até em suas disputas diplomáticas soube agir com dignidade, com altivez, com senso de justiça e com habilidade, jamais com agressividade ou prepotência.

Se em determinada altura se envolveu em um conflito bélico, de consideráveis proporções, não foi a ele movido pelo desejo da conquista ou da dominação, mas para repelir a agressão injusta.

Aliás, o Brasil – onde um frutífero e vasto processo de miscigenação, entre portugueses, indígenas e negros, havia plasmado um povo com características únicas – soube aqui acolher gentes provenientes das mais variadas regiões do mundo. Europeus de todas as latitudes e origens étnicas, até orientais das mais remotas paragens, muitas vezes fustigados por circunstâncias políticas ou sociais dolorosas, aqui se radicaram e prosperaram, acolhidos com benevolência, sob a solicitude de nossos Imperadores, usufruindo dessa atmosfera de cordialidade, sem rancores nem tensões, que constitui um dos encantos da convivência brasileira.

Ao celebrarmos a semana da Pátria é, pois, com júbilo que considero tal passado, a tantos títulos inspirador. Mas é também com inegável apreensão que me volto para um presente convulsionado e para um futuro cada vez mais incerto.

* * *

Não é minha intenção debruçar-me aqui sobre os inúmeros desmandos do regime republicano, que estão à vista de todos, e que não fazem senão ressaltar a inorganicidade de um regime político que, pela violência abrupta, veio truncar essa continuidade benéfica. Desmandos esses que levam a opinião pública a não ver na classe política a expressão autêntica do que o Brasil pensa e quer.

Minha atenção é atraída para um processo mais subtil e, entretanto, mais nocivo, que atinge nossa vida pública.

Em um ambiente de aparente normalidade, sem que o Brasil seja alvo de uma agressão militar externa, múltiplos fatores vão contribuindo para corroer no seu âmago esta continuidade histórica, tão intrínseca a nossa vida como Nação independente.

Vozes políticas apelam a uma “refundação” do País, prometendo fazer aos brasileiros – sobretudo aos menos favorecidos – uma justiça que lhes teria sido sistematicamente negada. Para tal fim, jogam na vala comum da História todo o nosso passado, considerado, numa distorção falaciosa, fonte de todos os males que o País atravessa.

Apelando a estranhas doutrinas sociológicas, antropológicas, ambientalistas e até religiosas, paladinos de ideologias merecidamente sepultadas pela história recente maquiam-nas com novos contornos revolucionários e tentam introduzir na vida do País fatores próprios a desagregar nossa organização político-social.

* * *

Partidários de um verdadeiro e extremado apartheid cultural, desejam confinar nossos irmãos indígenas a uma estagnação deteriorante, negando-lhes as vantagens de um sadio progresso e, sobretudo, os benefícios indizíveis da Verdade revelada, e reclamam para eles imensas extensões de terras, que, a médio ou longo prazo, se tornarão enclaves independentes, de onde, desde já, brasileiros são violenta e arbitrariamente expulsos, como se deu recentemente em Roraima e se anuncia para breve em Mato Grosso do Sul.

Processo idêntico se dá com a chamada “revolução quilombola”, pela qual comunidades ou indivíduos que se auto-intitulam remanescentes de quilombos, habilmente manipulados por agitadores, reivindicam para si largas áreas do território nacional, em inteiro desrespeito ao legítimo e estabelecido direito de propriedade.

Aliás, em todo este processo, o legítimo proprietário, sobretudo o rural, que com seu esforço e dedicação tantos benefícios tem trazido ao País, inclusive na mais recente crise econômico-financeira mundial, é o grande vilão a ser perseguido e, se possível, eliminado.

Vai igualmente sendo introduzida no Brasil uma política de classificação de raças, que tenta negar e subverter a identidade nacional, claramente construída sobre a miscigenação, com todos os seus corolários psico-sociais de harmonia e bom entendimento.

Eivado de preconceitos ideológicos, esse multiculturalismo segregacionista tenta impor a política de “discriminação positiva” – com as chamadas cotas raciais – em nome da qual se pretende criar o clima de conflito próprio a dilacerar nossa unidade.

Nossa diplomacia, famosa por seus grandes vultos, pela excelência e discrição de sua atuação, percorre hoje, lamentavelmente, descaminhos perigosos, tão avessos a nossa índole como nação independente.

O Brasil, que naturalmente alcança uma projeção internacional condizente à sua importância, tem optado por alianças e posturas políticas no âmbito externo que podem acarretar graves conseqüências para todos nós.

Em sua política exterior o governo brasileiro tem multiplicado suas alianças e seu apoio a regimes ditatoriais, e utilizado fóruns internacionais para acobertar práticas tirânicas, o que lhe tem valido severas críticas, provenientes dos mais variados quadrantes.

Além disso, no âmbito da América Latina, é cada vez mais aberta e reconhecida a subserviência de nossa política externa a um projeto ideológico do chamado eixo bolivariano, em nome do qual o governo tem abdicado de direitos e aceitado duríssimos golpes aos interesses nacionais. Isso sem falar das estranhas alianças com regimes acobertadores ou até promotores do terrorismo internacional.

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Este elenco não tem a pretensão de ser exaustivo, mas apenas um enunciado dos fatores que considero como graves ameaças a nossa autêntica independência, proclamada por Dom Pedro I, a 7 de setembro de 1822, às margens do Ipiranga.

Creio ser dever de todos os brasileiros – e me dirijo, neste momento, com particular solicitude aos que trazem vivas em seus corações as esperanças monárquicas – ter noção clara de tais ameaças, estimular ativamente o debate a respeito das mesmas, evitando assim uma apatia ou um comodismo que poderiam ser fatais, e trabalhar ativamente, sempre dentro dos limites da legalidade, para evitar ao Brasil tais descaminhos.

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Ao encerrar estas reflexões sobre nossa Independência e sobre os riscos que a envolvem, volto meu olhar saudoso e filial para a figura de meu Pai, o Príncipe Dom Pedro Henrique, cujo centenário de nascimento nestes dias comemoramos.

Modelo de príncipe católico, tinha ele a convicção de que uma singular predestinação cercou desde os primeiros instantes nosso querido Brasil, e que nosso progresso teve desde seu início sentido marcadamente missionário.

Era para o ideal dessa trajetória histórica que – sem saudosismos estéreis – convidava a se voltarem os que com ele mantinham contacto ou aqueles a quem dirigia seus escritos, para que nesse passado encontrassem orientação, conselho e roteiro.

Por tal motivo, tinha, pois, meu Pai a entranhada convicção de que à Família Imperial cabia representar um conjunto de tradições e valores morais cuja ação modeladora se exerce de maneira profunda e eficaz na sociedade. E não considerava a restauração monárquica como uma ambição pessoal, de onde pudesse auferir vantagens, mas encarava tal perspectiva como missão perene a cumprir, para a qual estava pronto – e para a qual preparou seus filhos – sempre em vista do bem do Brasil.

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Dom Pedro I, proclamador de nossa independência, houve por bem consagrar nosso País a Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Nos passos de meu antepassado, é para Ela que me volto, rogando-Lhe que deite sobre o Brasil um olhar de benevolência misericordiosa, e com suas bênçãos assegure ao Brasil a plenitude de sua independência, bem como o cumprimento de sua providencial missão entre as nações.

Rio de Janeiro, 13 de setembro de 2009

Dom Luiz de Orleans e Bragança

Chefe da Casa Imperial do Brasil

sábado, 12 de setembro de 2009

A Monarquia no Brasil, uma visão política

Sempre visito o blog Império Brasileiro pois o jovem monarquista Dionatan da Silveira sempre apresenta excelentes matérias. Na última quinta-feira, dia 10 de setembro republicou o excelente artigo do Dr. Carlos E. Artagão. Não preciso salientar a importancia do artigo. Apenas comento que a Monarquia é um sinal de esperança em meio ao caos da corrupção republicana.


Nas vésperas do XX Encontro Monárquico, postamos um artigo do renomado monarquista Sr. Dr. Carlos Eduardo de Artagão, extraído do Correio Imperial nº 65, de 10 de julho de 2005. O artigo foi assunto da palestra do XI Encontro Monárquico, possuindo especificações únicas, e que apesar de ter sido escrito há alguns anos, ainda se faz muito atual.


Correio Imperial





A MONARQUIA NO BRASIL
UMA VISÃO POLÍTICA




Carlos Eduardo de Artagão




A visão política da monarquia restaurada implica na abertura de uma janela para o futuro.

Sem a pretensão de esgotar o assunto, por si só amplo e abrangente, propomos um debate onde se agreguem outras idéias e outros conceitos, sempre sob o comando do chefe da nossa Casa Imperial.

O retrato do Brasil, nos dias de hoje, é desalentador.

A república destruiu o País e transformo-o em terra devastada: estradas, não as temos (nem algo que possa ter esse nome); não temos ferrovias; não temos portos nem aeroportos; a saúde pública está totalmente desaparelhada; o ensino não dispõe de verbas e vive o seu pior momento; a segurança pública desapareceu e o Povo está entregue à própria sorte; a previdência social é uma triste farsa; a Justiça está atolada na ineficiência e na morosidade, quando não na iniqüidade; as Forças Armadas estão totalmente desequipadas, operando nos limites de suas possibilidades, sem estimulo e sem remuneração adequada.

Desalentador é o estado das finanças públicas.

Estas – padrão de equilíbrio no Império – estão entregues à sanha de especuladores sibaritas e jogadores. A dívida interna alcança números estratosféricos e para manter-se sob algum controle, paga os juros mais altos do planeta, beneficiando apenas banqueiros e financistas em prejuízo de toda a nação. Vivemos em uma república de agiotas onde juros de 15 a 20 % ao mês são perpetrados e permitidos.

A dívida externa tem origem obscura, provavelmente ilegítima ou ilegal.

Modificações pontuais na legislação em vigor são necessárias e inevitáveis.

Tomemos apenas como exemplo a Segurança Pública: os Códigos Penal e de Processo Penal, bem como a lei de execuções penais, privilegiam apenas o infrator e o criminoso.

É, portanto, indispensável que uma nova legislação seja aprovada, no sentido da proteção da sociedade e não da pessoa do delinqüente e o Governo Imperial se empenhará firmemente nesse sentido.

Chegou o momento das forças vivas da Nação se unirem sob o ideal monarquista para dar um basta ao estado de calamidade que a todos aflige.

Tenhamos, pois, a coragem de assumir as nossas responsabilidades e expor à Nação o nosso pensamento.

A Monarquia é antes de tudo, um Projeto Nacional.

A Casa de Bragança, durante o período colonial, teve para o Brasil a política de mantê-lo unido, não permitindo o seu fracionamento, ao contrário do que viria a acontecer na América Espanhola.

Após a independência, a conservação da unidade nacional foi preocupação constante no Primeiro Reinado, lutando Dom Pedro I contra os diversos movimentos autonomistas que eclodiram.

Na primeira metade do Segundo Reinado, tiveram as forças monarquistas que se haver contra uma verdadeira guerra civil, separatista e republicana. Aludimos aqui à revolução farroupilha.

Vencidos e anistiados os revoltosos, fez-se a paz, mantidas as províncias do sul, sem quebra da unidade nacional.

Pacificado o País, dá inicio o Governo Imperial, ao único projeto de nação que já tivemos.

Sem alarde e sem confronto com as forças da época começamos o nosso projeto de potencia mundial, do qual fazia parte a abolição da escravatura, a modernização do país como um todo e a melhoria constante de suas instituições, projeto esse interrompendo pelo golpe de ’89 e nunca mais retomado.

Desde então, com uma república envergonhada, baseada nas tolices do positivismo e sem qualquer perspectiva de futuro, o Brasil atola-se nas contradições do novo regime.

Passamos de quase potencia mundial a um simples país periférico, dependente da monocultura cafeeira, sem bússola e sem destino.

Assim se passaram mais de 100 anos e até aqui chegamos aos tropeços.

Fiquem certos: o Projeto de Brasil potencia mundial, será corajosamente retomado e implementado pela Monarquia Restaurada.

A restauração da monarquia significa retomar o Brasil o seu destino histórico, iniciado com o descobrimento e interrompido no final do século XIX.

Não há qualquer merecimento intelectual em confrontar o que foi a nossa Monarquia com o regime vigente após 1889. E não há pelo simples fato de que a república instalada pelo golpe de alguns militares foi, na sua origem, uma cópia mal feita e pior executada do regime americano e há mais de 100 anos parasita e entorpece a Nação com sucessivas crises que empobrecem o Povo e desviam o país da sua rota na busca do progresso.

A república foi, e continua sendo, uma usina de crises e desmandos: crises cambiais, crises financeiras, crises econômicas, crises políticas, crises institucionais e, mais que tudo, crises morais.

Criticar a república é inútil e desnecessário – os fatos falam por si e, nós brasileiros, sentimos na pele o mal a que estamos submetidos.

Nesta oportunidade, os monarquistas dirigem-se a todos os brasileiros para propor uma séria reflexão sobre o futuro do Brasil, onde hão-de viver nossos filhos e netos.

Valerá a pena continuar com o atual regime que tanto mal fez e faz à Nação com o empobrecimento de todos, com a imoralidade eleita como atividade pública, com a submissão da vontade nacional a países estrangeiros, com o desemprego avassalador ou, ao reverso, melhor será retomar o caminho que conhecemos, sem aventuras, e que já demonstrou no passado o seu vigor e a sua excelência?

Aqueles que amam o Brasil já têm a sua resposta: sabem que a república é uma fonte de iniqüidades, desmoralização e enfraquecimento nacional.

O retorno à monarquia é uma imposição de sobrevivência.

São princípios basilares da Monarquia o Amor da Pátria, o respeito e o orgulho à sua Tradição histórica e a defesa e proteção da Família.

Com a Monarquia retomará o País o seu nome de origem: Império do Brasil. O monarca será o chefe da nação com o título de Imperador (ou Imperatriz) e, por ocasião da restauração será aquele (ou aquela) que, no ramo brasileiro dos Bragança, detiver a chefia da Casa Imperial.

O Império do Brasil assume a feição parlamentarista bicameral, com uma Câmara dos Deputados e um Senado eleitos pelo voto popular direto e terá como chefe de governo
um primeiro ministro escolhido pelos partidos majoritários, mantidos os direitos de ir e vir, livre credo religioso, nos moldes do século XIX quando as outras religiões foram tratadas com cordialidade e sem qualquer repressão, livre associação política, plena liberdade de imprensa e de expressão científica e artística e habeas corpus, com os partidos já existentes e os que vierem a se constituir conforme a lei eleitoral.

O Império do Brasil será regido por uma Constituição Imperial, jurada pelo Imperador, respeitada a legislação em vigor, enquanto esta perdurar.

A Constituição Imperial será elaborada e votada pela primeira legislatura eleita após a restauração em amplo e livre debate nacional.

Aos três poderes clássicos: executivo, legislativo e judiciário será somado o Poder Moderador, privativo da pessoa do Imperador e só por ele exercido, cujos limites e abrangência serão definidos na constituição.

O Governo Imperial respeitará os legítimos compromissos financeiros contraídos pela república.

Será o Imperador o Chefe da Nação e reinará sobre todo o território nacional, tal como existente.

Não pertencendo o Imperador a nenhum partido político, exercerá o Poder Moderador e a sua função de Chefe da Nação com total imparcialidade e visando sempre o bem comum.

Sendo perene a Nação e transitórios os governos, estarão afetos diretamente ao Imperador, assessorado por suas Casas Civil e Militar e por seu Imperial Conselho, todas as questões de Estado.

Assim: a defesa do território nacional e suas fronteiras, não só quanto à sua soberania, mas também no que respeita à proteção de suas riquezas naturais, as Forças Armadas e a política externa, serão áreas da competência exclusiva do Imperador.

Não teremos, pois, um Imperador meramente ornamental ou protocolar. O Imperador do Brasil estará diuturnamente empenhado nas suas funções de Chefe de Estado, desonerando o Chefe de Governo e seu Gabinete, de tais encargos, permitindo-lhes a melhor administração da Coisa Pública.

Nestas condições, a nomeação e a exoneração dos ministros militares e das Relações Exteriores serão atribuições exclusivas do Imperador.

Será o Imperador o Comandante-em-Chefe das Forças Armadas com as patentes de Grande Marechal, Grande Almirante e Grande Major Brigadeiro do Ar. Terá o Imperador assento permanente no Estado Maior das Forças Armadas a cujas reuniões presidirá, quando estiver presente, exercendo o voto de desempate, sempre que necessário.

As Forças Armadas, como parte integrante da Nação deverão ser satisfatoriamente remuneradas, deverão ter seus efetivos aumentados e imediatamente reequipadas e modernizadas.

Será, desde logo, extinto o Ministério da Defesa, estranho aos nossos costumes e criado para atender pressões externas e reinstaurados os Ministérios da Marinha, Guerra e Aeronáutica.

O Governo Imperial não reconhecerá qualquer patente obtida por meio de biopirataria, ou seja, nenhuma patente obtida através de material vegetal ou animal subtraído ou contrabandeado do território nacional.

A Monarquia deplora e repudia a divisão do território nacional e a criminosa criação de enclaves, sejam indígenas ou de qualquer outra etnia.

Entende a Monarquia que a Nação é de todos os brasileiros, ou seja, de todos os nascidos no Brasil e considera lesiva aos interesses e Soberania nacionais a criação de territórios destinados a povos ou pessoas.

Assim, fica bem clara a intenção de extinguir todas as reservas ou enclaves criados em verdadeiro crime contra a Nação, entendida esta como instituição perene e indivisível.

Não obstante, não criará o Governo Imperial quaisquer transtornos às comunidades indígenas porque será programa de orientação nacional (e não apenas programa de governo) a proteção extremada das populações autóctones e o respeito aos seus usos e costumes.

O serviço público será total e integramente profissional, comprometendo-se os monarquistas a lutar contra qualquer brecha legislativa que permita a admissão de pessoal sem concurso, já que serão extintos e rigorosamente proibidos os chamados cargos de confiança, responsáveis pelo nepotismo e pela desordem administrativa.

Assim, o servidor público adequadamente remunerado, será admitido por concurso de provas ( e não de títulos ) e terá carreira própria com ampla possibilidade de ascensão conforme a sua capacidade, assiduidade e empenho profissional.

No entanto, nomeações serão permitidas para os cargos de Ministro de Estado, secretário geral de cada ministério, diretoria das empresas estatais, Banco do Brasil, Banco Central, Conselho Imperial, Casas Civil e Militar e eventuais secretarias de comunicação, nomeações essas a serem feitas pelo Imperador e pelo Primeiro Ministro em cada área de sua competência.

Da maior importância, o Conselho Imperial será órgão de assessoria, consultoria e aconselhamento direto da pessoa do Imperador.

Seus componentes, escolhidos pelo Imperador serão recrutados entre aqueles que se destacarem por seus conhecimentos, experiência e virtudes.

Como funcionará o Conselho?

Quantos membros terá?

Serão eles vitalícios ou não?

Se vitalícios, serão demissíveis?

Serão remunerados ou atuarão graciosamente?

Quando e onde se reunirá o Conselho?

Em datas previamente estabelecidas ou quando convocado pelo Imperador? Ou em ambos os casos?

Poderão participar do Conselho estrangeiros residentes no País ou só brasileiros o poderão compor?

A resposta a todas estas perguntas ( e ainda a outras ) só o Imperador a dará, pois só ele terá o poder de organizar o seu Conselho como quiser e como as circunstâncias políticas o indicarem.

A política industrial, a dívida externa, a política energética e a questão previdenciária são preocupações constantes dos monarquistas que sobre as mesmas têm opinião formada que irão expressar quando necessário.

A verdadeira política agrária que incentive o imenso potencial produtivo nacional,será , de imediato implementada.

Serão ainda atribuições do Governo, a Saúde, Educação, Agricultura, Transportes, Obras Públicas, Segurança Interna, Economia, Finanças, Proteção Ambiental, Justiça, Comercio, Indústria, Infra-estrutura, Previdência, Banco do Brasil, Banco Central, Estatais e todas as demais aéreas da competência exclusiva do executivo em cuja política o Imperador não deverá intervir.

Embora ausente das questões político-partidárias será o Imperador o grande advogado do Povo junto ao Governo, agindo sempre em sua defesa e fazendo chegar ao Gabinete as suas críticas aspirações e desejos.

Será o principal instrumento de tais atribuições a Fala do Trono, discurso proferido pelo Imperador na abertura anual dos Trabalhos Legislativos, quando este se dirige às duas Casas Legislativas sublinhando os interesses e as necessidades do Povo e da Nação.

Finalmente, sabem os monarquistas que a restauração não se fará sem traumas. Tentativas de desqualificação e a reação daqueles muitos que se servem das contradições da república ( sem obrigatoriamente ser republicanos ) serão fortemente opostas às nossas idéias. Exatamente por isso, estão os monarquistas prontos para um amplo debate nacional onde se discuta o futuro do Brasil e onde possam demonstrar o valor do ideal monarquista, sonho e anseio de verdadeiros patriotas.


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Publicado com a gentil concessão.


"O Correio Imperial, o mais antigo veículo monárquico do Brasil, é dentre os veículos de divulgação da boa causa monárquica, o pioneiro e o maior da mídia eletrônica. Hoje, pela Internet alcança, principalmente, o Brasil, Portugal e outras terras lusófonas, e também, em escala menor, outros países por todo o mundo. Este crescimento somente tem sido possível com o seu apoio".

Correio Imperial

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Mãe do Chefe da Casa Imperial completa 95 anos!

O jovem monarquista Dionatam da Silveira editor do blog http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com redigiu a matéria que publicamos abaixo:

Dona Maria completa 95 anos


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Hoje, dia 9 de setembro de 2009, completa 95 anos de idade a Princesa Dona Maria da Baviera, nossa Imperatriz Mãe de direito. O blog parabeniza nossa grande Imperatriz, que mesmo discretamente, se fez presente na sociedade brasileira, no auxílio à caridade e na promoção dos mais puros valores cristãos.
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Dona Maria com Dom Pedro Henrique, dias após o casamento.
Dona Maria e Dom Pedro Henrique.

Dona Maria e Dom Pedro Henrique no sítio Santa Maria.

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No dia 13 de setembro de 2009, na Antiga Sé Catedral irá ser rezada missa em ação de graças pelo aniversário da Augusta Imperatriz de jure Dona Maria do Brasil e em comemoração aos 100 anos do nasciemnto de Dom Pedro Henrique , de jure Dom Pedro III do Brasil (in memoriam).