sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Monarquistas devem sair às ruas e atuar!



Publicado em: 15/09/2010

Em entrevista, o presidente do IBI, comendador Antonyo da Cruz, faz um balanço das atividade e projeta o crescimento do movimento no País:

Comendador, qual o balanço que o senhor faz dos trabalhos realizados nesta nova fase do Instituto Brasil Imperial?

Comendador Antonyo da Cruz É um trabalho árduo, mas recompensador. Estamos conseguindo ampliar nossos contatos Brasil afora com metas concretas. E quais são essas metas? Divulgar a verdadeira história do nosso País, que ao longo desse período republicano a história foi recontada de uma forma covarde sobre o período imperial. Todas as informações foram readequadas aos interesses do regime republicano.

É possível mudar isso?
Comendador Antonyo da Cruz Claro que sim! Sempre que dou uma palestra ou converso com pessoas interessadas, vejo que há uma surpresa quando falo do período imperial. Isso é muito bom. Não vamos esmorecer não!

E o IBI, como está?
Comendador Antonyo da Cruz Estamos formando núcleos nos municípios, temos um novo site e queremos formar uma militância que vá para as ruas. Os monarquistas precisam partir para a militância nas ruas! Contar a verdade ao maior número possível de pessoas.

E como é a relação com a Casa Imperial?
Comendador Antonyo da Cruz Excelente. D.Luiz,  D.Bertrand, D.Antonio, D. Rafael e D.Ana acompanham nosso trabalho e sempre colaboram. Estamos em contato com a Pró-Monarquia e discutimos ações conjuntas. Isso vai crescer ainda mais.

E a situação política do País?
Comendador Antonyo da Cruz Agora, mais do que nunca, os monarquistas precisam se posicionar. Precisamos usar os exemplos de D. Pedro II, D. Isabel, democratas que legaram um País livre. Curioso que o Partido Republicano agia normalmente durante o Império. Quando os republicanos tomaram o poder a força, não permitiram a ação dos monarquistas. Isso continua até hoje. Além disso, os países do mundo que têm uma Monarquia Constitucional tem os melhores índices de desenvolvimento humano.

O resgate da história é importante para isso, não é?
Comendador Antonyo da Cruz Sem dúvida. É importante falar a sociedade que o período onde a imprensa teve mais liberdade foi durante o período de D.Pedro II. Porque ninguém fala isso? Quem mais foi confrontado, alvo de caricaturas e nunca pensou em perseguir jornalistas? Hoje vemos agressões diárias a liberdade de opinião. Vivemos um período difícil, mas temos como superar. O IBI quer ajudar nesse processo.

Qual os próximos passos do IBI?
Comendador Antonyo da Cruz Queremos ampliar nossa ação nos municípios e atrair um número maior de participantes que nos ajude a fazer um trabalho ainda melhor. Queremos que acompanhem o nosso site, mandem notícias, artigos. Como já disse, é hora de se posicionar. O Brasil pode caminhar para um regime de exceção, aliás comum no período republicano. A democracia é um valor da monarquia constitucional. O povo precisa saber disso.

Dom António concede entrevista ao Portal Instituto Brasil Imperial



Publicado em: 01/07/2010

O Príncipe Imperial D. Antonio João Maria José Jorge Miguel Rafael Gabriel Gonzaga de Orleans e Bragança é o sétimo filho do  Príncipe D. Pedro Henrique de Orleans e Bragança (Chefe da Casa Imperial do Brasil até 1981, ano do seu falecimento) e da Princesa D. Maria da Baviera de Orleans e Bragança; é bisneto da Princesa Isabel, trineto de D. Pedro II., tetraneto de D. Pedro I, e irmão e segundo sucessor do Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, atual Chefe da Casa Imperial do Brasil.

Assim, por linha paterna, descende o Príncipe D. Antônio, dos monarcas da Casa de Bragança, que reinaram em Portugal de 1640 a 1910, e no Brasil, de 1822 a 1889. Ainda pela mesma linha, provém ele da Casa Real da França, unida à Casa Imperial do Brasil pelo casamento do Príncipe Gastão de Orleans, Conde D'Eu com a Princesa Isabel. Por linha materna é bisneto do Rei Luiz III da Baviera, da Casa Real de Wittelsbach, una das mais antigas da Europa.
Brasileiro, nascido em Rio de Janeiro a 24 de Junho de 1950, casou-se em 25 de setembro de 1981 com D. Cristina de Ligne, nascida em Beloeil (Bélgica) em 11-VIII-55, filha do Príncipe Antônio de Ligne e da Princesa Alice de Luxemburgo. Do matrimônio nasceram-lhe quatro filhos: D. Pedro Luiz, Da. Amélia, D. Rafael e Da. Maria Gabriela. É diplomado em Engenharia Civil, Área de Projetos de Grandes Estruturas, pela Universidade de Barra do Piraí, ligada ao complexo da Companhia Siderúrgica Nacional, em 1976.

No dia 6 de junho, após a  Missa de Ação de Graças realizada na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora do Outeiro, na Glória (Rio de Janeiro), em comemoração ao 72º aniversário do Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Antonio concedeu entrevista ao IBI:

Gostaria que o senhor falasse sobre o nosso chefe da Casa Imperial do Brasil, D. Luiz de Orleans e Bragança.
D.Luiz representa não só para a família como para todos que o conhecem uma figura boníssima e um Chefe de Estado ideal. É de uma boa vontade imensa, um católico fervoroso e muito corajoso. Nunca teve medo de expor suas opiniões quanto a situação atual do País. Certa vez uma senhora portuguesa perguntou a um amigo qual era o perfil dos príncipes brasileiros. Ele falou sobre a imparcialidade de D.Luiz e a defesa da Nação que faz. Ela, então, respondeu: esse é o perfil ideal de um líder para qualquer país do mundo.

Como o senhor vê o atual momento da política nacional?
Nós vemos um descalabro por todos os lados, uma falta de respeito a população, uma falta de respeito as leis. O próprio presidente descumpre a legislação, como no caso da propaganda eleitoral antecipada.  Ele, como Chefe de Estado, deveria ser o primeiro a dar exemplo e isso não acontece. Temos um lindo e rico País e se vê tentativas de destruição dele. Atualmente no Brasil há um desrespeito a separação dos poderes com o presidente tentando influenciar a todos de forma negativa. Falta a figura do Imperador, do Poder Moderador, que está acima dos partidos. O Imperador já nasce com a responsabilidade. É um sacrifício que nós, da Família Imperial, fazemos com grande prazer. O Monarca, desde o nascimento, tem uma responsabilidade imensa com a Nação. Desde criança é preparado para considerar o País a sua família. O interesse maior dele, portanto, é o bem da sua Nação, da sua família.  

Os países com melhores resultados de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo são monarquias. Podemos dizer que os países democráticos, como mais justiça social, são conduzidos por monarcas?
Perfeito. Para uma democracia funcionar é preciso o respeito as leis e alguém acima, no caso o Monarca, é fundamental para que sejam cumpridas. O Poder Moderador sempre previu isso. A autoridade moral do Monarca traz em si o respeito às instituições.

Como o senhor acha que os movimentos monarquistas devem se posicionar neste momento do País?
Temos que preparar o País para uma eventual volta a Monarquia com uma mudança radical. Temos que combater várias tendências como, por exemplo, o PNDH-3 (Plano Nacional de Direitos Humanos) que subverte toda a Constituição do País. É uma constituição soviética feita por decreto que não respeita a livre iniciativa, principalmente o agronegócio, e a tradição católica dos brasileiros ao permitir o aborto e proibir símbolos religiosos nas repartições públicas. Eu gostaria de saber o que eles fariam com o Cristo Redentor? É um plano imposto, um golpe marxista, anti-cristão e anti-família.

O que o senhor acha do ensino de história no Brasil?
Quando eu estudei história falava-se muito pouco da Monarquia. Já com os meus filhos, quando via os trabalhos que os professores passavam eu me irritava de tal maneira com as mentiras, com a maneira jocosa, com os anti-valores que a tendência socialista trouxe para o ensino. Eu lia os livros e falava aos meus filhos que estavam totalmente errados. Os cursos de história atualmente são inteiramente falsos, tentando passar uma visão única, que é a visão socialista. Mas estou tranquilo quanto ao futuro do movimento monárquico. D.Rafael, na missa em memória do irmão, assumiu o compromisso de seguir os mesmos passos. Ele está se preparando para liderar e ser um grande Chefe de Estado.