domingo, 6 de fevereiro de 2011

Comunicado do Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança

A propósito das calamidades na região serrana do Estado do Rio

Comunicado de D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil

Ainda estão gravadas na memória de todos nós as imagens de devastação e pavor causadas pelos deslizamentos, enxurradas e enchentes que flagelaram particularmente a região serrana do Rio de Janeiro.

A dor e a desolação de nossos irmãos, que assim perderam seus entes mais queridos, suas residências e seus bens, suscitaram em nossas almas esse sentimento tão brasileiro de comiseração, de piedade e de ajuda. De todo o Brasil, começaram a afluir para a região sinistrada auxílios dos mais diversos.

Nos primeiros momentos desta tragédia, o anseio veemente de meu coração pesaroso era poder de alguma forma levar a todos esses atingidos o consolo material e sobretudo espiritual de que mais necessitavam naqueles instantes, mitigando de alguma forma a dor que em diversos modos e graus os atingia. Motivo pelo qual, antes de mais, devotei minhas preces a Deus Nosso Senhor a rogar pelo eterno descanso dos falecidos e pelo conforto de todas as vítimas desta catástrofe natural, potencializada infelizmente por certo descaso humano. Seguindo o exemplo de meus maiores – e recordo aqui com afável emoção a figura determinada e bondosa de minha bisavó a Princesa Isabel – era também meu desejo poder fazer chegar a esses brasileiros uma ajuda material que de alguma forma lhes servisse de amparo e lhes proporcionasse ânimo para um reerguimento.

Ao comunicar estes meus anseios aos que comigo convivem mais de perto, foi possível, graças à diligência e operosidade de devotados monarquistas, organizar a coleta de alimentos, roupas e bens de primeira necessidade. Assim, um caminhão com quatro toneladas destes bens, fruto da generosidade desprendida de tantos, partiu do interior do Estado de São Paulo e chegou no último dia 2 à região atingida. Meu irmão, o Príncipe Dom Antonio – diante da impossibilidade de eu o fazer pessoalmente – se encarregou em Petrópolis da destinação desses bens. Nesta hora, a Família Imperial sente-se especialmente unida no sofrimento, mas também no cristão sentimento de esperança, a todos aqueles física ou moralmente feridos por tão calamitosos eventos.

Rogo, pois, a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira de nossa Nação, que vele por todos maternalmente e faça o Brasil reerguer-se do impacto destes flagelos naturais que o atingiram, bem como dos flagelos morais que vão dilacerando nossa sofrida sociedade.
                                                                       
                                               
                                          São Paulo, 4 de fevereiro de 2011
                                          Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança
                                          Chefe da Casa Imperial do Brasil
















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Mauro Demarchi
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