terça-feira, 25 de dezembro de 2012

"Feliz Natal e Ótimo 2013"


quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Golpe militar de 1889 – Proclamação da República

Golpe militar de 1889 – Proclamação da República

by justicaeliberdade
Todo ano, no dia 15 (quinze) de novembro “comemoramos” o golpe militar de 1889, conhecido pelos simpatizantes como “Proclamação da República”. Aprendemos que, naquela ocasião, após a guerra do Paraguai, os brasileiros que lá estiveram em campanha, deslumbraram-se com a forma de governo republicano vigente naquele país, por ser mais moderno, democrático e decidiram implantá-lo também no Brasil, único país monárquico das Américas.
Pois bem. Ainda que aceitemos como verdadeira a ideia de que o vencedor tenha querido imitar o, por ele, vencido e que foi preciso uma guerra para conhecermos detalhes da forma de governo de um país que sempre nos fora vizinho, é bom que tenhamos por respondida algumas perguntas:
Em que o regime republicano paraguaio era diferente do regime monárquico brasileiro?
- De acordo com a constituição de 1824 o governo brasileiro era uma monarquia constitucional o que significava que:
  • O governo era exercido pelo presidente do conselho de ministros, indicado pelo parlamento cujos membros eram eleitos democraticamente.
  • Mesmo os analfabetos podiam votar desde que atendida a condição censitária.
  • O imperador tinha poder limitado, já que representava a nação e assegurava a harmonia entre os demais poderes mas quem administrava o país era o presidente do conselho de ministros, chefe delegado do poder executivo enquanto o poder legislativo ficava a cargo do parlamento.
  • Os membros da família imperial não podiam ocupar cargo no governo nem por ele serem remunerados.
  • O serviço militar era voluntário.
- O Paraguai vivia uma ditadura sob Solano Lopez que forçou o congresso a alegê-lo, em 1862, chefe de governo e de estado do Paraguai por um mandato de 10 anos. Sob seu governo:
  • O Presidente era dono de quase todas as terras paraguaias e, consequentemente da base da economia do país à época (madeira e chá-mate).
  • O presidente era o lider máximo do país, sendo chamado pelo povo por “El Supremo”.
  • A escravidão era sistemática e o povo trabalhava para o governo, nas terras do governo, que era detentor dos lucros, devendo ainda pagar impostos sobre a produção.
  • Não houveram eleições durante o governo de Solano Lopes.
  • A maior parte da receita do estado era gasta para comprar armementos franceses, contratar generais alemães e técnicos inglêses para formar um poderoso exército, afim de invadir o sul do Brasil, leste da Argentina e o Uruguai.
  • O povo era obrigado a se alistar no exército, chegando ao ponto de recrutar mulheres e crianças para defender Solano Lopes, ao fim da guerra.
Por que o Brasil era o único país monárquico das Américas?
- O Brasil nunca foi o único país monárquico das Américas. À época do golpe de 1889, existiam ou haviam existido no continente americano as seguintes monarquias:
  • Em 1641, o tratado de Killen, entre a Espanha e os índios da nação Mapuche dava a autoridade sobre sobre suas terras ao lider da Mapuche, formando o Reino da Patagônia e Araucânia. Entretanto, com suas terras ocupadas pela Argentina e pelo Chile, o tratado nunca foi cumprido e o reino, vive um governo de exílio em Paris, até hoje, sob o príncipe Felipe.
  • O Haiti, primeiro país do mundo a abolir a escravidão, em 1794, tornou-se o segundo país americano independente em 1804, tendo o ex-escravo Jean Jacques Dessalines como imperador. Manteve o regime monárquico por 55 anos quando era imperador o também ex-escravo Faustin I, que dissolvera a aristocracia branca, criara uma nobreza negra e foi derrubado após tentativa de conquistar a República Dominicana.
  • O México tornou-se independente em 1821 após sucessivas vitórias do exército comandado por Augustin de Iturbide que em 1822 tornou-se o imperador Augustin I. Após um período de instabilidades, e sucessivas trocas de governo e de regime, a monarquia foi restaurada sob Maximiliano I mas este, por ser de tendência liberal, foi preso, julgado e executado pela maioria conservadora do país em 1867.
  • O Canadá já era um domínio autônomo inglês desde 1867, tendo como soberano e chefe de estado o Monarca da Gran-Bretanha. Em 1931, o Estatuto de Westminster reconheceu a independência do Canadá, que manteve o regime monárquico sob a coroa britânica e é hoje um dos mais prósperos países do mundo.
Como se deu o golpe militar de 1889?
- Os conservadores, representantes da aristocracia cafeeira, eram maioria no parlamento brasileiro e, passaram a defender o fim da monarquia pelo graças ao descontentamento com as seguintes medidas da família imperial:
  • Abolição da escravatura através da Lei Áurea, sancionada pela Princesa Isabel;
  • Proposta de reforma agrária com o assentamento dos escravos libertos em terras devolutas pelo imperador Dom Pedro II, conforme a última Fala do Trono;
  • Intenção de profissionalizar e indenizar os escravos libertos promovendo sua inserção social;
  • Recusa da indenização pedida pelos ex-donos de escravos que alegavam terem sido prejudicados pela Lei Áurea.
Em contra-partida, o conselho de ministros era presidido por um liberal, o Visconde de Ouro Preto, que elaborou em meados de 1889 um programa de reformas, que incluía:
  • Liberdade de culto público, já que o culto doméstico e a opção religiosa já eram livres;
  • Autonomia para as províncias;
  • Temporariedade do Senado, já que os mandatos dos senadores eram vitalícios;
  • Liberdade de ensino;
  • Redução das prerrogativas do Conselho de Estado;
  • Redução do efetivo das forças armadas;
  • Reorganização das polícias e da guarda nacional; entre outras medidas.
As propostas de Ouro Preto foram vetadas pela maioria conservadora que constituía a Câmara dos Deputados. Não obstante, um golpe militar começou a ser tramado para depô-lo, motivado pelos seguintes motivos:
  • A revolta dos fazendeiros de café, antes proprietários dos escravos libertos pela Lei Áurea que exigiam indenização;
  • A insatisfação da maioria conservadora diante do pacote de reformas liberais proposto por Ouro Preto;
  • O descontentamento com a elite militar diante da proposta de diminuir o efetivo das forças armadas em detrimento do aperfeiçoamento das polícias;
  • O medo da Guarda Negra que se formara a partir de escravos libertos e defendiam com grande entusiasmo a monarquia e a família imperial, especialmente a Princesa Isabel.

Então, os conspiradores espalharam a falsa notícia de que Ouro Preto pretendia prender o marechal Deodoro da Fonseca e Benjamim Constant e estes organizaram uma “quartelada”.
No dia 15 de novembro de 1889, um pequeno grupo de soldados, comandados por Deodoro da Fonseca, tomaram o quartel, depois o ministério da guerra e depuseram o ministério e seu presidente, o visconde de Ouro Preto.
Deodoro e Floriano Peixoto pretendiam a composição de um novo ministério, já que eram leais ao imperador, mas os republicanos escravocratas passaram a tentar convencê-los a proclamar a república.
Aos 17 dias do mês de novembro a família imperial era expulsa do país para cumprir seu exílio na Europa. O embarque se deu por volta de 1 (uma) hora da madrugada, sob a alegação de que pretendiam evitar qualquer manifestação de apoio popular ao imperador Dom Pedro II, já que este e principalmente a princesa Isabel, gozavam de grande prestígio popular. Fato é que a população ficou, por muito tempo, sem saber que seu imperador não estava mais entre ela e sequer tinham conhecimento do novo governo implantado.
As primeiras medidas do governo de Deodoro foram:
  • Extinguir a religião católica como oficial do estado;
  • Abandonar o projeto de assentamento e profissionalização dos escravos libertos;
  • Instituição da censura à imprensa;
  • Reajustar seu próprio salário em 120 contos de réis e dobrar o dos ministros;
  • Conceder direito de expropriação para empresas estrangeiras realizarem empreendimentos em território nacional;

À medida em que o povo foi tomando conhecimento do acontecido, movimentos pela volta da família imperial começaram a eclodir por todo o Brasil. O governo republicano os destroçou com punho de ferro. Somente nas guerras de Canudos e do Contestado, ambas reivindicantes do retorno à monarquia, mais de meio milhões de pessoas foram massacrados pelas tropas do governo republicano. E é este o regime de governo que se estende até os dias de hoje.
(Artigo publicado originalmente no blog do secretário-geral do CMJ - Nelmar Nepomuceno)

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O maior Brasileiro.

Três nomes estão disputando a final. Votarei naquela que representa as mulheres. A princesa Dona Isabel sacrificou o próprio trono em benefício da raça negra e tinha planos de indenizar a todos fazendo a maior reforma agrária que se tem notícia na história. A distribuição de terras devolutas do Estado Imperial iria ser entregues aos negros libertos. A República proclamada pelos militares e fazendeiros escravocatas abortou o sonho Isabelino. Eu votaria também em Santos Dumont, mas ele mesmo foi um dos muitos e muitos artistas, pesquisadores e cientistas patrocinados pela família Imperial. Santos Dumont, diretamente recebeu patrocínio da nossa Princesa Isabel. Ele, certamente votaria nela. Chico Xavier nem merece ser mencionado... ele fez uma meleca entre Jesus Cristo e Alan Kardec bem ao gosto de algumas almas indecisas. Não gosto dele e aconselho que não votem no cidadão.
--
Mauro Demarchi
Twitter: @maurodemarchi @monarquiaja
http://www.familia.demarchi.nom.br 
http://www.monarquia-ja.blogspot.com

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Mauro enviou-lhe o seguinte abaixo-assinado.

Meus Amigos,

Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online:

«Manifesto Cozinhista Brasileiro»

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28605

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que também concordaras.

Assina o abaixo-assinado aqui http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28605 e divulga-o por teus contatos.

Obrigado.
Mauro

Esta mensagem foi enviada por Mauro (maurodemarchi@gmail.com), através do serviço http://www.peticaopublica.com.br em relação ao abaixo-assinado http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N28605

terça-feira, 31 de julho de 2012

BICENTENÁRIO DE NASCIMENTO DA IMPERATRIZ DONA AMÉLIA DO BRASIL

Mais um excelente artigo publicado no site monarquista http://imperiobrasileiro-rs.blogspot.com.br


1812 - 2012
A Imperatriz Dona Amélia na juventude


Nascida Princesa Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Beauharnais em Milão, à 31 de julho de 1812, Princesa de Leuchtenberg, era a quarta filha do General Augusto Beauharnais e da Princesa Augusta da Baviera. Seu pai era filho adotivo de Napoleão Bonaparte e Vice-Rei da Itália, e sua mãe era filha do Rei Maximiliano I José da Baviera e da Rainha Augusta, nascida Princesa de Hesse-Darmstadt. Embora tivesse uma configuração familiar diferenciada, haja vista seu parentesco próximo com Napoleão e a repulsa de todos por este, Dona Amélia possuía em seu sangue as mais caras tradições, descendendo de grandes Famílias Reais e Principescas. Hoje, 31 de julho de 2012, portanto, comemora-se seu bicentenário de nascimento. 

Em 1826, tendo falecido a Imperatriz Dona Leopoldina, Dom Pedro I achou por bem casar-se novamente e incumbiu o Marquês de Barbacena para que buscasse esposa a altura nos Reinos da Europa, observando nascimento, beleza, virtude e cultura. A Princesa Amélia de Leuchtenberg era reconhecida por todos estes requisitos, além da refinada educação e dos mais belos modos. O jornal London Times, a época do casamento, publicou que ela era umas das Princesas mais bem educadas e preparadas da Alemanha. 

O casamento foi arranjado. A convenção matrimonial foi assinada na Inglaterra em 30 de maio de 1829, ratificada em 30 de junho, em Munique. Em 30 de julho daquele ano, foi confirmado, no Brasil, o tratado do casamento de Sua Majestade com a Princesa Amélia de Leuchtenberg. Ao confirmar-se o casamento, Dom Pedro I instituiu a Ordem da Rosa, cujo lema é "Amor e Fidelidade". A cerimônia do casamento foi realizada por procuração em Munique, na capela do Palácio de Leuchtenberg, a 2 de agosto daquele ano. Dom Pedro I havia enviado a sua representação legal em Munique, uma considerável quantia para que se fizesse um casamento que condissesse com a situação dos noivos, porem Dona Amélia insistiu em doar a um orfanato de Munique a apreciável quantia enviada por Dom Pedro I, fazendo-se uma cerimônia simples.  Durante sua viagem ao Brasil, trazendo uma comitiva, Dona Amélia incumbiu aos presentes que lhe instruíssem sobre o novo país, o marido, a língua portuguesa, os costumes e tradições brasileiras.  

Dona Amélia chegou a Brasil em 15 de outubro de 1829, na fragata Imperatriz, vinda da Bélgica e que trazia também a Princesa Dona Maria da Glória vinda da Inglaterra, por motivos de segurança, pois seu tio, Dom Miguel havia lhe usurpado o Trono de Portugal. Ainda no dia de sua chegada ao Rio de Janeiro, Dona Amélia recebeu a bordo além do marido, os filhos do primeiro casamento deste, a quem recebeu com muito carinho e amor filial. No dia seguinte, com forte chuva, Dona Amélia fez o desembarque e foi calorosamente recebida com grande procissão, rumando para a Capela Imperial, para receberem as bênçãos nupciais. A delicadeza de modos e educação da noiva deixou a todos com muito boas impressões. Dona Amélia compareceu aquelas cerimônias com um fino vestido branco e um manto bordado em prata que lhe serviam para reforçar sua beleza. Seguindo a celebrações religiosas, houve uma cerimônia pública e todos foram convidados a se servirem no grande banquete de Estado. Somente em janeiro de 1830 o Imperado r ofereceu um grande baile para apresentação oficial da Imperatriz à Corte. Depois do baile o casal passou cerca de um mês em lua de mel na Fazenda do Padre Correa, na antiga Serra da Estela, onde então seria, alguns anos mais tarde, erguida a cidade de Petrópolis.  

Os anos que se seguiram no Brasil, pouco mais de 2, foram de intenso trabalho para a Imperatriz. Dona Leopoldina havia falecido e o palácio se encontrava sobre as ordens das damas da Corte, não possuindo o brilho e a pompa de antes. Os pequenos Príncipes estavam sendo educados sem a vigilância de seus pais, haja vista as funções do pai como Imperador do Brasil. Dona Amélia foi responsável por modernizar, trazer a pompa e a circunstância próprias a um Palácio Imperial à Quinta da Boa Vista. Quanto as crianças, Dona Amélia as tratou como verdadeira mãe, cumprindo seu valoroso papel, cuidando pessoalmente da educação das Princesas. O ambiente familiar voltou a Quinta.  

Em 1831, Dom Pedro I abdicou o Trono em favor de seu filho, o futuro Imperador Dom Pedro II, ocasião em que a Imperatriz, tendo que deixar o pequeno Dom Pedro no Barsil, suplicou as mães brasileiras: "Mães brasileiras, vós que sois meigas e carinhosas para com vossos filhinhos, supri minhas vezes: adotai o órfão coroado, dai-lhe, todas vós, um lugar na vossa família e no vosso coração. Entregando-o a vós, sinto minhas lágrimas correrem com menor amargura". A Imperatriz Dona Amélia seguiu com o marido para a Europa, onde este empreendeu uma guerra civil contra o usurpador Dom Miguel. Em Paris Dona Amélia deu a luz a Princesa Dona Maria Amélia e, ali fixando residência, educou a Princesa Dona Maria da Glória até que fosse coroada Rainha de Portugal, bem como a filha reconhecida de Dom Pedro I, Dona Isabel Maria, Duquesa de Goiás, a que também teve a incumbência de educar, casando-a com um nobre alemão.  

Vencido o usurpador Dom Miguel, Dona Maria da Gloria foi reconhecida como legítima Rainha de Portugal e Dom Pedro I – na ocasião - Duque de Bragança, acompanhado da Família, foi viver em Portugal, primeiramente na Quinta do Ramalhão e depois no Palácio Real de Queluz, onde então Dom Pedro I faleceu de tuberculose a 24 de setembro de 1834.  

De 1834 em diante, ou seja, até a data de sua morte, Dona Amélia dedicou-se a caridade e as orações. Parte de seu tempo era tomado pela educação da filha Dona Maria Amélia. Dona Amélia passou a requisitar por parte do governo brasileiro a pertença de sua filha a Família Imperial do Brasil, sendo reconhecida como tal em 1841, na maioridade do Imperador Dom Pedro II. Privada das liberdades outrora abundantes, bem como das felicidades que se tinha com o marido, o destino se encarregou a 4 de fevereiro de 1853 de lhe levar seu maior bem, a filha Dona Maria Amélia. Morta nas mesmas condições do pai, era desfecho que uma longa luta que a levou para ao Funchal, onde permaneceram por considerável tempo, na busca pelo tratamento, porem nada adiantou. Dona Maria Amélia, então com 22 anos de idade estava se encaminhando para um casamento com o futuro Imperador do México Maximiliano, que a ela devotava grande amor e que jamais a esqueceria. No Funchal, Dona Amélia, em memória de sua filha, fundou um hospital para o tratamento de pessoas tuberculosas na Ilha da Madeira, "o Hospício Princesa Dona Maria Amélia", mantido até os dias de hoje com recursos de descendentes de sua Família, no caso atual, da Família Real da Suécia, descendente de sua irmã, a quem deixou em testamento esta incumbência.  

De volta a Lisboa, morando então no Palácio das Janelas Verdes, faleceu em 26 de janeiro de 1876, deixando expressamente em seu testamento a vontade de que retornasse ao Brasil todos os documentos e objetos referentes ao país. Ao Príncipe Maximiliano, deixou uma propriedade na Baviera e à sua irmã, a Rainha da Bélgica, responsável por manter vivas as suas obras de caridade, deixou joias, dinheiro e a Tiara Bragança.  

Dona Amélia foi sepultada em São Vicente de Fora, de onde foi transladada para o Brasil em 1982, estando atualmente sepultada na Capela Imperial do Monumento a Independência, em São Paulo. 

Em 31 de julho de 2012, celebra-se o bicentenário de nascimento da Imperatriz Dona Amélia, esta grande Dama que em pouco tempo foi responsável por orientar a educação de nosso futuro Imperador Dom Pedro II, influenciando nos destinos do país nos longos anos de reinando deu filho postiço. Foi Dona Amélia uma grande mulher de seu tempo. Forte em sua personalidade, piedosa, amorosa e caridosa. Em sua vida, marcada pelas tristezas, não se pode lembrar da amargura e do rancor.  

Sobre Dona Amélia, Dom José Palmeiro Mendes, Abade Emérito do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, em sua homilia, no dia 17 de outubro de 2009, em missa na Igreja Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé Catedral, antiga Capela Imperial, onde foi oficiado o casamento da Imperatriz com o Imperador, e onde este religioso celebrava a missa de ação de graças pelos 180 anos deste casamento, afirmou: "Sobre Dona Amélia, tem que se reconhecer que humanamente ela levou uma vida de muitos sofrimentos. Com 11 anos perdeu o pai; imperatriz do Brasil por ocasião do casamento, perde este título com a abdicação do marido três anos depois; passa um largo tempo exilada e longe do marido, só indo com ele encontrar-se em 1833. No ano seguinte perde o esposo amado (viúva com apenas 22 anos) e poucos meses depois o irmão, o príncipe Augusto, que tinha casado com D. Maria II. Verifica-se um estremecimento de relações com a enteada rainha. Vive para a filha Maria Amélia, princesa belíssima e prendada, mas de 1850 a 1853 acompanha a lenta e implacável doença da filha, que morre com edificante piedade cristã na ilha da Madeira com apenas 21 anos. No mesmo ano morre D. Maria II. Fica Dona Amélia muito ligada ao neto, o rei D. Pedro V e sua esposa D. Estefânia, mas ambos tem morte prematura. Sua profunda fé cristã porém sempre a acompanhou. Dedicava-se muito a obras de caridade. Viveu retirada no chamado Paço das Janelas Verdes, em Lisboa, que tinha mais de convento religioso do que de palácio real. Ali vai receber a visita do conde d´Eu a caminho do Brasil, onde casará com a Princesa Imperial; ali depois recebeu a neta Dona Isabel em viagem de núpcias e enfim, em 1871 o filho Dom Pedro II, com quem sempre se correspondia. Cercada de meia dúzia de incansáveis amigos, ali morre no início de 1873. Será sepultada no Panteon da Casa de Bragança na Igreja de São Vicente de Fora, ao lado de D. Pedro I. Desde 1982 seus restos repousam no Brasil, no Monumento do Ipiranga, em S. Paulo, junto aos de D. Pedro I e de D. Leopoldina."   

No dia 31 de julho de 2012, serão oferecidos jantares em comemoração ao bicentenário da Imperatriz Dona Amélia. Em São Paulo o jantar ocorrerá ás 19h45 no Restaurante Monet, à Rua Fradique Coutinho, 37 – Pinheiros. No Rio de Janeiro, o evento será realizado  às 19h30min no Restaurante Siqueira Grill, à  Rua Siqueira Campos, 16-b, Copacabana, ocasião em que o Professor Otto de Alencar de Sá Pereira dará palestra como o título "Dona Amélia, a Imperatriz da Rosa".

A Imperatriz Dona Amélia em idade avançada - 1861

quarta-feira, 4 de julho de 2012

XXII Encontro Monárquico

No dia 30 de junho de 2012, realizou-se na Cidade do Rio de Janeiro, no Windsor Florida Hotel, o XXII Encontro Monárquico.

A gênese da Monarquia no Ocidente, as pesquisas arqueológicas sobre nossos primeiros Imperadores na cripta do Ipiranga em São Paulo, o Jubileu da Rainha Elizabeth II, o Brasil ante a pressão ambientalista, foram os temas abordados por qualificados conferencistas.

O Evento foi honrado com a presença dos Príncipes da Família Imperial brasileira.

No dia seguinte, 1º de julho de 2012, às 12hs e 30 min, houve Santa Missa em Ação de Graça pelo 74º aniversário de S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, celebrada na Igreja da Imperial Irmandade de Nossa Senhora da Glória do Outeiro.

Após a Missa, seguiu-se o almoço em homenagem ao natalício de S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil.
Texto de Cristina Froes
Fotos de Cristina Froes 










INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO BRASILEIRO - IHGB RESGUARDA A MEMÓRIA NACIONAL

Por Jean Menezes do Carmo 

Capa da mais recente aquisição do IHGB
Capa da mais recente aquisição do IHGB
O Presidente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro - IHGB, Prof. Arno Wehling, salvou uma preciosa coleção de 50 jornais brasileiros de 1891, todos referentes à morte do Imperador Dom Pedro II em Paris - que este ano completa 121 anos - de irem parar na Biblioteca do Congresso Americano. Ele adquiriu de um colecionador para o Instituto - que foi fundado em 1838, com o apoio do Imperador Dom Pedro II. E para se ter uma idéia da raridade adquirida, o Museu Imperial de Petrópolis, em seu acervo, possui apenas um jornal do ano de 1891, referente à morte do Imperador. É bom lembrar que o Imperador Dom Pedro II morreu exilado em Paris, em 1891 (levando do Brasil, apenas terra Brasileira para descansar a cabeça no caixão) no Hotel Bedford, que existe até hoje e que é visitado por admiradores de Dom Pedro II e monarquistas de modo geral. 
Exemplares da aquisição do IHGB.
Acima, o Jornal do Commércio, editado em Porto Alegre, de 11 de dezembro de 1891.
Abaixo, em destaque a reportagem do mesmo jornal 

Abaixo a listagem dos jornais adquiridos, referentes ao falecimento do Imperador Dom Pedro II – sendo a grande maioria brasileiros.

Notícias de Jornais Sobre a Morte de
S. M. o Sr. D. Pedro II
Imperador do Brasil
  •      1) Correio de Campinas
  •  6 de  dezembro de 1891 - domingo
  •      2) Mercantil – nº 94
  •          9 de  dezembro de 1891 - quarta feira
  •         3) L´ Etoile du Sud
  •         18 de  dezembro de 1891 - sexta feira
  •         4) Le Brésil Republicaine Journal Bi – Hebdomedaire nº 185
  •   9 de  dezembro de 1891 - quarta feira
  •         5) Le Brésil Republicaine
  •              16de dezembro de 1891 - quarta feira
  •         6) Le Brésil Republicaine  nº 1 8 6
  •             12 de dezembro de 1891 - sábado
  •         7) Le Brésil Republicaine - nº 1 8 9
  •              23 de dezembro de 1891 - quarta feira
  •         8) Gazeta de Angra-nº48
  •             06de dezembro de1891 - domingo
  •         9) Amazonas  Manaus - nº 3433
  •             22 de dezembro de 1891 - terça feira
  •        10) Amazonas Manaus - nº 3432
  •              20 de dezembro de 1891 - domingo
  •        11) Mercantil – Porto Alegre - Rio Grande do Sul nº 281  
  •              5 de dezembro de 1891 - sábado
  •        12) Diário de Santos -  São  Paulo - nº 4 9   
  •               8 de dezembro de 1891 - terça feira
  •        13) Diário de Santos - nº    5 2  
  •              12 de dezembro de 1891 - sábado
  •        14) Artista – Rio Grande do Sul - nº    2 8    
  •               5 de dezembro de 1891 - sábado
  •        15) Diário do Commércio -  Rio de Janeiro - nº 03
  •              6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       16) Diário de Pernambuco - nº  280     
  •              8 de dezembro de 1891 - terça feira
  •       17) Gazeta de Notícias –     Rio de Janeiro - nº  340      
  •              6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       18) Gazeta de Notícias       Rio de Janeiro - nº  341     
  •              7 de dezembro de 1891 - segunda feira
  •       19) Gazeta de Notícias       Rio de Janeiro - nº  342     
  •              8 de dezembro de 1891 - terça feira
  •       20) Diário de Notícias         Rio de Janeiro - nº2339     
  •              6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       21) Diário de Notícias - Rio de Janeiro - nº2340     
  •              7 de dezembro de 1891 - segunda feira
  •       22) Diário de Notícias         Rio de Janeiro - nº2344   
  •             11 de dezembro de 1891 - sexta feira
  •       23) Jornal do Commércio   Porto Alegre - nº  321     
  •              6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       24) Gazeta da Tarde      Capital Federal - nº 337   
  •              5 de dezembro de 1891 - sábado
  •       25) Gazeta da Tarde      Capital Federal - nº 338    
  •              6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       26) Jornal do Commércio  Porto Alegre - nº 326  
  •             11 de dezembro de 1891 - sexta feira 
  •       27) Jornal do Commércio  Porto Alegre - nº 330   
  •             15 de dezembro de 1891 - terça feira
  •       28) O Paíz - Rio de Janeiro - nº 3510   
  •              6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       29) O Paíz - Rio de Janeiro - nº 3511   
  •              7 de dezembro de 1891  - segunda feira
  •       30) O Paíz - Rio de Janeiro - nº 3512   
  •              8 de dezembro de 1891 - terça feira
  •       31) Estado da Bahia – Orgão do Partido Nacional - nº 267  
  •             10 de dezembro de 1891 - quinta feira
  •       32) Estado da Bahia – Orgão do Partido Nacional - nº 271  
  •             15 de dezembro de 1891 - terça feira
  •       33) Diário da Bahia - Salvador - nº 276   
  •             10 de dezembro de 1891 - quinta feira
  •       34) Estado da Bahia – Orgão do Partido Nacional - nº 268  
  •             11 de dezembro de 1891 - sexta feira
  •       35)  Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - nº 243     
  •              7 de dezembro de 1891 - segunda feira
  •       36) Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - nº 244     
  •              8 de dezembro de 1891 - terça feira
  •       37) Diário da Bahia – Salvador - nº 278    
  •             12 de dezembro de 1891 - sábado
  •       38) Jornal do Brasil - Rio de Janeiro - nº 242      
  •             6 de dezembro de 1891 - domingo
  •       39) Jornal do Recife – Recife - nº 278      
  •             6 de dezembro de 1891 - domingo
  •      40) La Patria Italiana – Buenos Aires
  •             6 de dezembro de 1891 - domingo
  •      41) Diário do Commércio             
  •              6  de dezembro de 1891 - domingo
  •      42) Jornal do Commércio - Porto Alegre - nº 339       
  •             6 de dezembro de 1891 - domingo
  •      43) Jornal do Commérvio - Porto Alegre - nº 340       
  •             7 de dezembro de 1891 - segunda feira
  •      44) Jornal do Commércio    Porto Alegre - nº 341       
  •             8 de dezembro de 1891 - terça feira
  •      45) Jornal do Commércio - Porto Alegre - nº 342       
  •             9 de dezembro de 1891 - quarta feira
  •      46) L ´Illustration - nº 2442
  •             samedi decembre 1889
  •      47) Le Journal Illustré       
  •             20 de dezembro de 1891 - domingo
  •      48) L´ Univers Illustré – nº 1811         
  •             7 de dezembro de 1889
  •      49) L ´Illustration –  nº 2318
  •             samedi 30 juilet 1889
  •      50) L ´Illustration – nº 2338
  •             samedi 17 deciembre 1887
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Mauro Demarchi
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