sábado, 30 de junho de 2012

921 - Despojos de Pedro II chegam ao Brasil 08/01/2008 - 06:00 | Enviado por: Lucyanne Mano

Interessante notícia encontrada no arquivo do Jornal do Brasil de 9 de janeiro de 1921 relata a chegada dos despojos de Dom Pedro II e dona Tereza Cristina.

921 - Despojos de Pedro II chegam ao Brasil

Jornal do Brasil: Domingo, 9 de janeiro de 1921 - página 5


"Pedro II e D. Thereza Christina vêm dormir o último sono, afinal, no solo da pátria. Recebendo os despojos dos seus ex-soberanos, com este movimento enorme do carinho nacional, o Brasil só demonstra que o sentimento de justiça ainda é a flor mais delicada da sua alma generosa e cavalheiresca". Jornal do Brasil

Trinta e dois anos após Pedro II e sua esposa, Thereza Cristina, partirem para o exílio, chegaram ao Rio de Janeiro os seus restos mortais. A iniciativa partiu do Presidente Epitácio Pessoa. Tendo promovido no Congresso a aprovação da lei que revogava o decreto de banimento da ex-família real, que ainda pesava sobre seus descendentes, o presidente quis completar a grandeza do ato com outro de gratidão nacional: em reconhecimento à figura moral de ambos, propôs que seus restos mortais viessem a ser depositados em terras brasileiras, mandando vir do exílio os despojos dos ex-monarcas.

O encouraçado São Paulo, da Marinha Brasileira, recebeu no Rio Tejo, em Lisboa, as duas urnas funerárias e com elas chegou às águas da Guanabara, de onde, após desembarcadas no Cais Mauá, seguiram para o átrio da Catedral. Acompanharam os restos mortais durante a viagem, o Conde D'Eu e D. Pedro de Orleans e Bragança — genro e neto de D. Pedro II.

O cerimonial revestiu-se de grande magnitude. Nem mesmo a tempestade que desabou no momento em que os ataúdes eram desembarcados conseguiu dispersar a multidão que ao longo de todo o cortejo aplaudia incansavelmente.

Sepultados, provisoriamente, na Catedral Metropolitana do Rio de Janeiro, em 5 de dezembro de 1939 os restos mortais do imperador e de sua esposa foram trasladados para a Catedral da Cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro. Lá repousam até hoje.

Pedro II e Thereza Cristina. Reprodução/CPDoc JB
Banimento e morte no exílio

Um dos primeiros decretos do governo provisório da República, datado de 15 de novembro de 1889, proibia à família imperial de residir no país.

D. Pedro II acatou prontamente a decisão e dois dias depois seguiu para o exílio com a família, encerrando assim os 67 anos de regime monárquico no país.


No dia 28 de dezembro do mesmo ano, Thereza Cristina morreu em Lisboa. Pouco antes do falecimento, teria confidenciado: "Eu não morro de doença. Morro de dor e de desgosto" . Pedro II mudou-se então para Paris, onde faleceu dois anos depois, sem coroa nem pátria, triste e esquecido.

domingo, 17 de junho de 2012

XXII Encontro Monárquico

Pró Monarquia

São Paulo, junho de 2012.

Prezado(a) Monarquista

No dia 30 de junho de 2012, sábado, realizar-se-á na Cidade do Rio de
Janeiro, no Windsor Florida Hotel, o XXII Encontro Monárquico.
Conto com sua grata presença, bem como a de familiares e amigos que
deseje convidar.
A gênese da Monarquia no Ocidente, as pesquisas arqueológicas sobre
nossos primeiros Imperadores na cripta do Ipiranga em São Paulo, o
Jubileu da Rainha Elizabeth II, o Brasil ante a pressão ambientalista,
serão temas abordados por qualificados conferenciastas.
O evento será honrado com a presença de Príncipes da Família Imperial
brasileira.
No arquivo anexo estão o programa do Encontro e informações sobre
hospedagem; em outro envio segue o formulário de Inscrição.
Com calorosos cumprimentos, subscrevo-me

Cordialmente,
Gustavo Cintra do Prado
Diretor Secretário Geral


Rua Itápolis, 873 - Pacaembu - 01245-000 São Paulo-SP - (11) 3822-4764
eventos@monarquia.org.br

Para efetuar sua inscrição queira por favor preencher, nesta mesma
página, o formulário abaixo, encaminhando-o a
eventos@monarquia.org.br; ou imprimir, preencher e enviá-lo por
Correio ao endereço postal indicado ao final.

XXII ENCONTRO MONÁRQUICO


Rio de Janeiro, 30 de junho de 2012
Windsor Florida Hotel
Rua Ferreira Viana, 81 - Flamengo
(21) 2195-6800

Formulário de Inscrição

[ ] Sim, quero participar do XXII Encontro Monárquico - Rio de
Janeiro, 30 de junho de 2012

Taxa de inscrição [ ] R$ 100,00 (incluindo almoço e chá da tarde)

[ ] R$ 70,00 (incluindo chá da tarde)

Mediante depósito identificado (nº do CPF) do valor acima indicado, no Banco:

[ ] BRADESCO AG 0614 CC 5900-2 [ ] ITAÚ AG 0347 CC 24408-9 PRÓ
MONARQUIA CNPJ 62.269.121-90

NOME COMPLETO:
ENDEREÇO:
CEP / CIDADE / UF:
TELEFONES:
E-MAIL:
OCUPAÇÃO:

Pró Monarquia / Rua Itápolis, 873 - Pacaembu / 01245-000 São Paulo-SP
(11) 3822-4764

Fwd: Aniversário do Chefe da Casa Imperial do Brasil: Convite Missa e almoço, dia 1º de julho no Rio de Janeiro

CONVITE
 
 
Pró Monarquia e Associação dos Amigos
da Família Imperial têm o prazer de convidar V. Sa.
e Exma. Família para a Santa Missa em Ação de Graças
pelo 74º aniversário de
 
S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança,
Chefe da Casa Imperial do Brasil,
 
que farão celebrar na Igreja da Imperial Irmandade
de Nossa Senhora da Glória do Outeiro,
no dia 1º de julho de 2012, domingo, às 12:30 horas.
 
 Seguir-se-á almoço de adesão
em homenagem ao natalício de Sua Alteza,
no Hotel Windsor Florida
— Rua Ferreira Viana, 81 – Flamengo.
  
 
R.S.V.P.  eventos@monarquia.org.br                         Traje: Passeio completo
Fone (11) 3822-4764                                                 Adesão: R$ 125,00/pessoa
 
Depósito identificado (ou enviar cópia do comprovante de depósito): 
Banco Bradesco  AG 614-9  CC 59000-2  /  Banco Itaú  AG 0347  CC 24408-0
 
 
Pró Monarquia — Rua Itápolis, 873 – 01245-000 São Paulo-SP — CNPJ 62.269.121/0001-90

--
Mauro Demarchi
Twitter: @maurodemarchi @monarquiaja
http://www.familia.demarchi.nom.br 
http://www.monarquia-ja.blogspot.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

El prestigio de la monarquía

TRIBUNA LIBRE - Monarquia Confidencial
Por José Apezarena 04 de junio del 2012

El prestigio de la monarquía


La celebración del jubileo de Isabel II en el trono de Inglaterra ha desatado un especie de euforia monárquica en el Reino Unido que está asombrando a propios y extraños.

A estas alturas del siglo XXI, resulta que una institución tan aparentemente arcaica como la monarquía mantiene en aquel país toda su pujanza en prestigio y valoración de los ciudadanos. Como digo, para sorpresa de tantos.

No voy a detenerme en detallar la historia de la monarquía inglesa, y tampoco la personalidad de su titular, Isabel II, porque son conocidas. Sólo quiero reseñar el dato de que, por lo visto, la modernidad (y, por supuesto, la plena democracia) no es incompatible con la monarquía.

Voy a citar otro caso: Francia. En aquel país, republicano como pocos, la institución monárquica mantiene un elevado prestigio político y social. Basta ver el trato que dan a las tres familias reales que allí conviven, que tienen un puesto de honor en actos y protocolos: los Borbón (encabezados por Luis Alfonso de Borbón), los Orleans y los Napoleón.

Es menos conocido que, a mediados de los años cincuenta del siglo pasado, cuando empezó por vez primera a pensar en abandonar el poder, el general De Gaulle se planteó seriamente implantar la monarquía en Francia. Es más, llegó a hablar con Enrique de Orleáns, aunque finalmente el plan no se llevó a cabo. Pero De Gaulle lo pensó.

Como otros muchos españoles, conozco algo de Francia, donde he pasado algunas temporadas. Y el prestigio que mantiene allí la institución monárquica (aunque sigan siendo profundamente republicanos) nace de una reflexión: gran parte de las glorias de Francia, de las que se sienten tan orgullosos como país, tienen que ver con la monarquía.

Si nos trasladamos a España, ese pensamiento resulta también válido: gran parte de las glorias de España como nación están vinculadas a la monarquía.

Otra cosa es que, según mi punto de vista, aquí nos hemos olvidado de las glorias de España. Que las tiene. Y más altas que la mayor parte de las naciones europeas. Aquí casi nadie se acuerda, ni las valora, ni se siente orgulloso de ellas. Pero eso es otro asunto.--


sexta-feira, 8 de junho de 2012

A Coroação e o Jubileu

Por que o nosso mundo pobre e igualitário se empolgou com o fausto e a majestade da coroação?

"Catolicismo" Nº 31 - Junho de 1953

A D V E R T Ê N C I A

Se o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira estivesse entre nós, certamente pediria que se colocasse explícita menção a sua filial disposição de retificar qualquer discrepância em relação ao Magistério da Igreja. É o que fazemos aqui constar, com suas próprias palavras, como homenagem a tão belo e constante estado de espírito:

"Católico apostólico romano, o autor deste texto  se submete com filial ardor ao ensinamento tradicional da Santa Igreja. Se, no entanto,  por lapso, algo nele ocorra que não esteja conforme àquele ensinamento, desde já e categoricamente o rejeita".

As palavras "Revolução" e "Contra-Revolução", são aqui empregadas no sentido que lhes dá o Prof. Plínio Corrêa de Oliveira em seu livro "Revolução e Contra-Revolução", cuja primeira edição foi publicada no Nº 100 de"Catolicismo", em abril de 1959.

Por ocasião da posse do General Eisenhower no cargo de Presidente da República dos Estados Unidos, escrevemos algumas considerações que despertaram interesse entre os leitores de CATOLICISMO. Prometemos, então, analisar igualmente as cerimônias da coroação da Rainha da Inglaterra, Elisabeth II. É deste compromisso que nos vimos desobrigar.

MONOGRAFIA SOCIAL DE PALPITANTE INTERESSE

A esplêndida cerimônia proporcionou uma visão de conjunto - num plano simbólico apenas, mas que precisamente por ser simbólico traduz melhor do que qualquer outro alguns aspectos da realidade - da Inglaterra com tudo quanto ela é, possui e pode nos dias de hoje. As instituições inglesas, seu significado íntimo, seu passado, suas presentes condições de existência, as tendências com que caminham para o futuro, a situação atual da Grã Bretanha na Commonwealth e no mundo, as perspectivas favoráveis e também as brumas espessas que se delineiam para ela nos horizontes diplomáticos, tudo enfim se refletiu de algum modo na coroação, e nas cerimônias que a antecederam e seguiram. Há pois em todas estas uma tal riqueza de aspectos, capaz cada um, de despertar tantas considerações, que não seria demais se uma equipe de especialistas, nesta época de investigações sociológicas, consagrasse às cerimônias, manifestações e solenidades de que a coroação foi o ponto central, um inquérito acurado, que formaria por certo alguns grossos volumes.

Nossas aspirações, evidentemente, têm de ser mais limitadas. Não queremos tratar de todos os aspectos das festas da coroação, e nem sequer intentamos enumerá-los. Queremos considerar tão somente uma faceta deste vasto assunto.

A IGUALDADE, ÍDOLO DE NOSSO SÉCULO

Em todos os domínios da vida hodierna se manifesta a influência avassaladora do espírito de igualdade. Outrora, a virtude, o berço, o sexo, a educação, a cultura, a idade, o gênero de profissão, as posses, outras circunstâncias ainda, modelavam e matizavam a sociedade humana com a variedade e a riqueza de mil relevos e coloridos, influíam de todas as maneiras nas relações entre os homens, marcavam a fundo as leis, as instituições, as atividades intelectuais, os costumes, a economia, e comunicavam a toda a atmosfera da vida pública e particular uma nota de hierarquia, de respeito, de gravidade. Nisto estava um dos traços espirituais mais profundos e típicos da sociedade cristã. Haveria exagero em se afirmar que hoje todos estes relevos e matizes foram abolidos. Seria entretanto impossível não reconhecer que muitos desapareceram de todo, e que os poucos que restam vão minguando e desbotando dia a dia.

Sem dúvida, a vida é uma transformação constante de tudo quanto não é perene. Que muitos dos matizes de outrora desaparecessem, e outros se formassem, seria normal. Mas em nossos dias não há por assim dizer uma só transformação que não tenha por efeito um nivelamento, que não favoreça direta ou indiretamente o caminhar da sociedade humana para um estado de coisas absolutamente igualitário. E quando os de baixo relaxam a "poussée" igualitária, são os de cima que se encarregam de a levar por diante. Este fenômeno não está circunscrito a uma nação, nem a um continente, e parece impelido por um vento que sopra no mundo inteiro. O tufão nivelador retifica aqui e acolá - na Ásia, por exemplo, e em certas regiões hipercapitalistas do Ocidente - abusos intoleráveis, impondo em outros lugares mudanças admissíveis, destruindo em outros, enfim, direitos incontestáveis e ferindo a fundo a própria ordem natural das coisas. Em todos estes casos, porém, o que importa notar é que este tufão igualitário, de amplitude cósmica, não cessa de soprar. Feita uma reforma justa, ele tende a continuar sua faina niveladora e passar para o que é duvidosamente justo, e uma vez atingido este ponto, entra com ímpeto crescente para o terreno do que é francamente injusto. Esta sede de igualdade só se sacia no nivelamento completo, total, absoluto. A igualdade é a meta para a qual tendem as aspirações da massa, a mística que governa a ação de quase todos os homens, o ídolo sob cuja égide a humanidade espera encontrar a idade de ouro.

UM FATO DESCONCERTANTE: A POPULARIDADE DA COROAÇÃO

Ora, enquanto este tufão sopra com uma força sem precedentes, em pleno desenvolvimento deste imensoprocessus mundial, uma Rainha é coroada segundo ritos inspirados por uma mentalidade absolutamente anti-igualitária. Este fato não irrita, não provoca protestos, e pelo contrário é recebido com uma imensa onda de simpatia popular. O mundo inteiro festejou a coroação da jovem soberana inglesa, quase como se as tradições que ela representa fossem um valor comum a todos os povos. De toda a parte afluíram para Londres pessoas desejosas de se embevecer com espetáculo tão anti-moderno. Diante de todos os aparelhos de televisão, se aglomeraram ávidos, sedentos de ver a cerimônia, homens, mulheres, crianças de todas as nações, falando todas as línguas, exercendo as mais variadas profissões, e, o que é mais extraordinário, professando as mais diversas opiniões. Neste imenso movimento de alma da humanidade contemporânea, há algo de surpreendente, de contraditório, de desconcertante talvez, que exige uma análise detida. E é este o objeto do nosso estudo.

ALGUMAS EXPLICAÇÕES

Este fato chamou a atenção de diversos comentaristas, que propuseram algumas explicações. Uns lembraram que, à medida que a igualitarização se alastra e os reis se vão fazendo raros, uma coroação também se vai tornando mais singular, mais estranha, mais interessante. Outros, mal satisfeitos com estas razões, procuraram motivo diverso. A beleza das cerimônias, consideradas em seu aspecto meramente estético, atrairia a atenção dos amadores do gênero. A debilidade destas explicações é óbvia. Tudo, no noticiário da coroação, demonstrou que as massas se comoveram com ela, não por um simples impulso de curiosidade, para ver a reconstituição de uma cena histórica ou o desenrolar de um espetáculo artístico, mas por um imenso movimento de admiração quase religiosa, de simpatia, de ternura mesmo, que envolveu não só a jovem Rainha, mas tudo aquilo que ela e a instituição monárquica da Inglaterra simbolizam. Se a coroação tivesse sido para os que a viram um simples espetáculo histórico, uma mera curiosidade artística, que tão bem ou melhor poderia ter sido apresentada por atores profissionais, como explicar o frêmito de alegria, o renovar de esperanças de um porvir melhor, as manifestações apoteóticas, as aclamações sem fim, dos dias da coroação ?

O Sr. Menotti del Picchia aventou outra explicação. O homem mostrou em todos os tempos, em todos os lugares, uma fraqueza: o gosto pelas honrarias, pelas distinções, pela gala. Ora, o igualitarismo racional e austero de nossos dias não alimenta em nada esta fraqueza. E, assim, quando uma oportunidade como a coroação a isto dá ensejo, o homem sente todo o deleite que a satisfação de suas fraquezas costuma proporcionar-lhe.

A nosso ver, há muita ganga nesta opinião, mas há também um filão de ouro. O filão está em reconhecer que há na natureza humana uma tendência profunda, permanente, vigorosa, para o que é gala, honraria, distinção, e que o igualitarismo hodierno comprime esta tendência, gerando uma nostalgia profunda que explode sempre que para isto encontra uma ocasião. A ganga está em considerar esta tendência uma fraqueza. Que o gosto pelas honrarias e pelas distinções dê origem a muitas manifestações da pequenez humana, não há quem o negue. Deduzir daí que este gosto seja em si mesmo uma fraqueza, que erro! Como se a fome, a sede, o desejo de repouso, e tantas outras tendências naturais ao homem, e em si muito legítimas, devessem ser consideradas más, errôneas, ridículas, pelo simples fato de que dão ocasião a excessos e mesmo a crimes sem conta! Até os sentimentos mais nobres do homem podem levá-lo a fraquezas. Não há sentimento mais respeitável do que o amor materno. Entretanto, a quantos erros pode conduzir, a quantos já tem conduzido, a quantos ainda, conduzirá de futuro...

UMA VIRTUDE ESSENCIAL: O BRIO

O gosto do homem pelas honrarias, pelas distinções, pela solenidade, não é senão a manifestação do instinto de sociabilidade, tão inerente à nossa natureza, tão justo em si mesmo, tão sábio quanto qualquer outro dos instintos com que Deus nos dotou.

Nossa natureza nos leva a viver em sociedade com outros homens. Mas ela não se contenta com um convívio qualquer. Para as pessoas de uma estrutura de espírito reta, e portanto feita exceção dos excêntricos, dos atrabiliários, dos neuropatas, o convívio humano só realiza perfeitamente seus objetivos naturais quando baseado no conhecimento e na compreensão recíproca, e quando desse conhecimento e compreensão nasce a estima, a amizade. Em outros termos, o instinto de sociabilidade pede, não um convívio humano baseado em equívocos, eriçado de incompreensões e de atritos, mas uma contextura de relações pacíficas, harmoniosas e amenas.

Antes de tudo, queremos ser conhecidos pelo que efetivamente somos. Um homem que tenha qualidades tende naturalmente a manifestá-las, e deseja que essas qualidades lhe granjeiem a estima e a consideração do meio em que vive. Um cantor, por exemplo, tende a fazer-se ouvir, e a despertar no auditório o gosto que as qualidades de sua voz merecem. Pela mesma razão, tende um pintor a expor suas telas, um escritor a publicar seus trabalhos, um homem culto a comunicar o que sabe, etc. E por motivo análogo enfim o homem virtuoso se preza em ser havido por tal. A indiferença omnímoda em relação ao conceito que tem de nós o próximo, não é virtude mas falta de brio.

Claro está que o reto e comedido desejo de boa reputação pode facilmente corromper-se, como tudo quanto é inerente ao homem. É uma conseqüência do pecado original. Assim também o instinto de conservação pode facilmente degenerar em medo, o razoável desejo de alimento em gula, etc. No caso concreto da sociabilidade, é muito fácil que cheguemos ao excesso de considerar o aplauso de nossos semelhantes um verdadeiro ídolo, o objetivo de todos os nossos atos, o motivo de nosso procedimento virtuoso; que para alcançar este aplauso simulemos predicados que não temos ou reneguemos nossos princípios mais sagrados ( quem saberá jamais quantas almas o respeito humano arrasta ao inferno! ); que levados por esta sede cometamos crimes para galgar postos e situações eminentes; que fascinados por este objetivo damos uma importância ridícula aos menores fatores capazes de nos pôr em relevo; que sintamos ódios violentos, exercitemos vinganças atrozes contra quem não reconheceu em toda a sua pretensa amplitude os méritos que imaginamos ter. A História pulula literalmente de tristes exemplos de tudo isto. Mas, insistimos, se com este argumento devassemos concluir que é intrinsecamente mau o desejo do homem de ser conhecido e estimado pelos seus semelhantes pelo que verdadeiramente é, deveríamos condenar todos os instintos, a nossa própria natureza.

É certo também que Deus exige que em relação ao nosso bom conceito junto ao próximo, sejamos desapegados interiormente, como em relação a todos os outros bens da terra, a inteligência, a cultura, a carreira, a formosura, a fartura, a saúde, a própria vida. A alguns Deus pede um desapego não só interior, mas exterior da consideração social, como a outros pede não só a pobreza de espírito mas a pobreza material efetiva. É preciso então obedecer. E daí o fato de regurgitarem as hagiografias de exemplos de Santos que fogem das mais justas manifestações de apreço de seus semelhantes. Tudo não obstante, é legitimo em si mesmo que o homem deseje ser estimado por aqueles com quem convive.

UMA CONDIÇÃO DE EXISTÊNCIA DA SOCIEDADE: A JUSTIÇA

Esta tendência natural está em consonância aliás com um dos princípios mais essenciais da vida social, que é a justiça, segundo a qual se deve dar a cada qual, não só em bens materiais, mas também em honra, distinção, estima, afeto, aquilo a que faz jús. Uma sociedade baseada sobre o desconhecimento total deste princípio seria absolutamente injusta. "Pagai a todos o que lhes é devido: a quem imposto, imposto; a quem tributo, tributo; a quem temor, temor; a quem honra, honra", diz-nos S. Paulo ( Rom. 13,7 ).

Acrescentemos que estas manifestações se devem rigorosamente não só aos méritos pessoais, mas também à função, cargo ou situação que uma pessoa possui. Assim o filho deve respeitar seu pai ainda que mau, o fiel deve reverenciar o Sacerdote ainda que indigno, o súdito deve venerar seu soberano ainda que corrupto. São Pedro manda aos escravos que acatem seus senhores ainda que díscolos ( 1 Ped. 2, 18 ).

E de outro lado é preciso também saber honrar num homem a estirpe ilustre de que descenda.

Este ponto é particularmente doloroso para o homem igualitário de hoje. É entretanto assim que pensa a Igreja. Leiamos o ensinamento profundo e brilhante de Pio XII:

"As desigualdades sociais, inclusive as que são ligadas ao nascimento, são inevitáveis; a natureza benigna e a benção de Deus à humanidade, iluminam e protegem os berços, beijam-nos, porém não os nivelam. Atendei mesmo para as sociedades mais inexoravelmente niveladas. Nenhum artifício logrou jamais ser bastante eficaz a ponto de fazer com que o filho de um grande chefe, de um grande condutor de multidões, permanecesse em tudo no mesmo estado que um obscuro cidadão perdido no povo. Mas se tais disparidades podem, quando vistas de maneira pagã, parecer uma inflexível conseqüência do conflito das forças sociais e da supremacia conseguida por uns sobre os outros segundo as leis cegas que se supõe regerem a atividade humana, e consumar o triunfo de alguns, bem como o sacrifício de outros; pelo contrário, tais desigualdades não podem ser consideradas por uma alma cristãmente instruída e educada, senão como disposição desejada por Deus pelas mesmas razões que explicam as desigualdades no interior da família, e portanto com o fim de unir mais os homens entre si, na viagem da vida presente para a pátria do céu, ajudando-se uns aos outros, da mesma forma que um pai ajuda a mãe e os filhos" ( Alocução ao patriciado e nobreza romana, "Osservatore Romano", 5-6 de janeiro de 1942 ).

O BRIO E A JUSTIÇA IMPÕEM A FORMAÇÃO DO PROTOCOLO

Vimos até aqui, que a própria natureza exige que no convívio social sejam tomados na devida consideração todos os valores humanos, que se diferenciam uns dos outros quase ao infinito.

Como aplicar na prática este princípio? Como conseguir que um valor seja visto e reconhecido por todos os homens, e que cada qual sinta exatamente em que medida esse valor deve ser reverenciado? Mais concretamente, como ensinar a todos que a virtude, a idade, o talento, a estirpe ilustre, o cargo, a função, devem ser honrados? Como indicar a medida exata de respeito e de amor que a cada qual se deve? Em todos os tempos, em todos os lugares, a própria ordem natural das coisas foi resolvendo o problema com o auxílio do único meio plenamente eficaz: o costume.

SABEDORIA PROFUNDA DO PROTOCOLO DA COROAÇÃO

Assim, usando os mesmos modos de tratar, para as pessoas de situação idêntica, o bom senso, o equilíbrio, o tacto das sociedades humanas foi criando ponto por ponto, em cada país ou em cada zona de cultura, as regras de polidez, as fórmulas, os gestos, quase diríamos os ritos adequados para definir, ensinar, simbolizar e exprimir o que a cada pessoa se deve, segundo sua situação, em matéria de veneração e estima.

Sob o bafejo da Igreja, a Civilização Cristã levou ao apogeu esta bela arte dos costumes e dos símbolos sociais. Veio daí a maravilhosa distinção e afabilidade de maneiras do europeu, e por extensão dos povos americanos nascidos da Europa; os princípios da Revolução de 1789 se incumbiram de a golpear fundamente.

Os títulos de nobreza, os sinais da heráldica, as condecorações, as regras do protocolo, não foram outra coisa senão meios admiráveis, cheios de tacto, de precisão e de significado, para definir, graduar e modelar as relações humanas dentro dos quadros políticos e sociais então existentes. A ninguém ocorreria ver nisto mera vaidade. A própria Igreja, que é mestra de todas as virtudes e combate todos os vícios, instituiu títulos de nobreza, distribuiu e distribui condecorações, elaborou para si todo um cerimonial de uma admirável precisão no definir todas as diferenças hierárquicas - que a lei divina e a sabedoria dos Papas foi criando em seu grêmio ao longo dos séculos. Sobre as condecorações, disse o Bem-aventurado Pio X:

  "As recompensas concedidas ao valor contribuem poderosamente para suscitar nos corações o desejo de ações relevantes, porque glorificam os homens notáveis que bem mereceram da Igreja ou da sociedade, e, com isso, arrastam os outros pelo exemplo a percorrer o mesmo caminho de glória e de honra. Com esta sábia intenção, os Pontífices Romanos, Nossos Predecessores, cercaram de um amor especial as Ordens eqüestres, como estimulantes de glória" ( Breve sobre as Ordens eqüestres, pontifícias, de 7 de fevereiro de 1905 )

Que haja pois uma insígnia para o cargo supremo do Estado, insígnias próprias para as pessoas de estirpes mais ilustres, trajes de gala para os dignitários incumbidos das funções de maior importância política, que todo o aparato destes símbolos seja utilizado na cerimônia de posse do Chefe do Estado, em tudo isto não há mascarada, nem concessões a fraquezas. Há apenas a observância de regras de procedimento inteiramente conformes com a ordem natural das coisas.

MODERNIZAÇÃO ESTÚRDIA

Mas, dirá alguém, não seria conveniente modernizar todos estes símbolos, atualizar todas estas cerimônias? Por que conservar ritos, fórmulas, trajes do mais remoto passado?

A pergunta é de um simplismo primário. Os ritos, as fórmulas, os trajes, para exprimirem situações, estados de espírito, circunstâncias realmente existentes, não podem ser criados ou reformados bruscamente e por decreto, mas sim gradualmente, lentamente, em geral imperceptivelmente, pela ação do costume. Ora, este processus de transformação, a Revolução Francesa com toda a sua seqüela de acontecimentos o tornou impossível. Pois a humanidade se deixou fascinar pela miragem de um igualitarismo absoluto, votou desprezo e até ódio a tudo quanto, no terreno dos costumes, exprime desigualdade, e instituiu uma ordem de coisas nova, baseada sobre a tendência para o nivelamento inteiro, a abolição de todas as etiquetas e todas as pragmáticas. Imbuída deste espírito, ela perdeu a capacidade de tocar nas coisas do passado para outro fim, senão para as destruir. Se o homem contemporâneo fosse reformar ritos e instituir símbolos, como a Revolução Francesa criou nele a adoração da lei e o desprezo do costume, ele procuraria, ademais, fazê-lo por decreto. E ainda uma vez, nada é mais irreal, mais caricato, em muitos casos mais perigoso, do que as realidades sociais que se imagina poder criar por lei. A corte de opereta, rutilante, farfalhante, e profundamente vulgar de Napoleão o demonstrou bem.

DESTRUIR POR DESTRUIR

Mas, é preciso acrescentar que o simples fato de um rito ou símbolo ser muito antigo, não é motivo para o abolir, mas antes para o conservar. O verdadeiro espírito tradicional não destrói por destruir. Pelo contrário, ele conserva tudo, e só destrói aquilo que há motivos reais e sérios para destruir. Pois a verdadeira tradição, se não é uma esclerosação, uma fixação hirta no passado, ainda muito menos é uma negação constante deste. A este propósito, permita-se-nos citar mais uma página magistral de Pio XII. Dirigindo-se à Nobreza e ao Patriciado Romano ( "Osservatore Romano" de 19 de Janeiro de 1944 ), e referindo-se à tradição que a aristocracia da Cidade Eterna ali representava, disse o Pontífice: 

"Muitos espíritos, mesmo sinceros, imaginam e crêem que tal tradição não seja mais do que a lembrança, o polido vestígio de um passado que não existe mais, que não pode voltar, e que quando muito é relegado, com veneração se tanto e com reconhecimento, à conservação de um museu, que poucos amadores ou amigos visitam. Se nisto consistisse e a isto se reduzisse a tradição, e se importasse em recusa ou desprezo do caminho do porvir, seria razoável negar-lhe respeito e honra, e seria para se olharem com compaixão os sonhadores do passado, retardatários face ao presente e ao futuro, e com maior severidade aqueles que, movidos por menos respeitáveis e puras intenções, mais não são do que desertores dos deveres da hora que se mostra tão lutuosa.

"Mas a tradição é coisa muito diferente de simples apego a um passado desaparecido, é justamente o contrário de uma reação que desconfie de todo são progresso. O próprio vocábulo, etimologicamente, é símbolo de caminho e marcha para a frente; sinonímia, e não identidade. Com efeito, enquanto o progresso indica somente o fato de caminhar para a frente, passo a passo, procurando com o olhar um incerto porvir, a tradição indica também um caminho para a frente, mas um caminho contínuo, que se desenvolve ao mesmo tempo tranqüilo e vivaz de acordo com as leis da vida, escapando à angustiosa alternativa: "si jeunesse savait, si vieillesse pouvait", semelhante àquele Senhor de Turenne do qual foi dito: "il a eu dans sa jeunesse toute la prudence d'un age avancé, et dans un age avancé toute la vigueur de la jeunesse" ( Fléchier, Oração Fúnebre, 1676 )

"Por força da tradição, a juventude, iluminada e guiada pela experiência dos anciãos, avança com passo mais seguro, e a velhice transmite e consigna confiantemente o arado a mãos mais vigorosas, que continuam o sulco já iniciado. Como indica com seu nome, a tradição é um dom que passa de geração em geração; é a tocha que o corredor a cada revezamento põe na mão e confia a outro corredor, sem que a corrida pare ou arrefeça de velocidade. Tradição e progresso reciprocamente se completam com tanta harmonia que, assim como a tradição sem progresso se contradiria a si mesma, assim também o progresso sem tradição seria um empreendimento temerário, um salto no escuro.

"Não, não se trata de subir contra a correnteza, de retroceder para formas de vida e de ação de idades já passadas, mas sim de, aceitando e seguindo o que o passado tem de melhor, caminhar ao encontro do futuro com o vigor de imutável juventude".

NOSTALGIA DE UMA SÃ ORDEM NATURAL

Ora, foi precisamente com esta tradição que o mundo contemporâneo rompeu, para adotar um progresso nascido, não do desenvolvimento harmônico do passado, mas dos tumultos e dos abismos da Revolução Francesa. Num mundo nivelado, paupérrimo em símbolos, regras, maneiras, compostura, em tudo que signifique ordem e distinção no convívio humano, e que a todo momento continua a destruir o pouquíssimo que disto lhe resta, enquanto a sede de igualdade se vai saciando, a natureza humana, em suas fibras profundas, vai sentindo cada vez mais a falta daquilo com que tão loucamente rompeu. Alguma coisa de muito interior e forte dentro dela me faz sentir um desequilíbrio, uma incerteza, uma insipidez, uma pavorosa trivialidade de vida, que tanto mais se acentua quanto mais o homem se enche dos tóxicos da igualdade.

A natureza tem reações súbitas. O homem contemporâneo, ferido e maltratado em sua natureza por todo um teor de vida construído sobre abstrações, quimeras, teorias vácuas, nos dias da coroação se voltou embevecido, instantaneamente rejuvenescido e repousado, para a miragem deste passado tão diferente do terrível dia de hoje. Não tanto por nostalgia do passado, quanto de certos princípios da ordem natural que o passado respeitava, e que o presente viola a todo momento. Eis a nosso ver a explicação mais profunda e mais real do entusiasmo que empolgou o mundo durante as festas da coroação.


60 anos mais tarde...

Londres, 3 de junho de 2012 - Jubileu de Diamante da Rainha Elisabeth II: percorrendo o Tâmisa acompanhada de 1.000 barcos

Vídeo



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Mauro Demarchi
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terça-feira, 5 de junho de 2012

Fwd: [New post] O Brasil Imperial (… ou porque sou monarquista)

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O Brasil Imperial (… ou porque sou monarquista)

by joanisval

Agora um post mais ameno, para terminar a noite de maneira aprazível. Perguntam a razão de eu ser monarquista. Já disse, e repito, preliminarmente, que não conheço ninguém da Casa Imperial do Brasil e não estou formalmente vinculado a nenhuma organização monarquista (ao menos ainda). Sou monarquista, primeiro, porque creio que uma boa democracia se desenvolve em regimes parlamentaristas e, no Paralmentarismo, entendo que o melhor modelo é o monárquico, não o republicano. Repúblicas parlamentaristas são imperfeitas e o Presidente nunca consegue representar a totalidade da nação como o Chefe de Estado deve fazer (vide o recente caso alemão).

Ademais, parece-me que o único lugar onde o Presidencialismo realmente deu certo foi nos EUA, onde eles criaram o modelo, e no qual a instituição "presidência" é sagrada. Por aqui pela América Latina, o que se viu foram republiquetas instáveis, com caudilhos lutando pelo poder, golpes de Estado e instabilidade político-institucional marcada por aspirantes vorazes a ditador ou megalômanos que chegavam ao palácio presidencial sem estarem realmente preparados para ocupar a posição de primeiro mandatário.

Outra razão pela qual sou monarquista é que acho que à época do Império tínhamos instituições mais sólidas e valores mais consistentes. A figura do monarca ajuda nisso - por mais que pessoalmente ele possa ser cheio de imperfeições (senão não seria humano), como figura pública é um símbolo nacional, com valores que devem ser seguidos e servirem de exemplo à população. O povo precisa de heróis, o povo precisa de referenciais, e um soberano é muito útil para compor positivamente esse imaginário.

Antes que venham os comentários pacóvios: monarquias são menos suscetíveis à corrupção que repúblicas, a começar pelo prórprio Chefe de Estado. Um monarca não precisa roubar do erário. A afinal, se o fizesse, estaria tirando do próprio bolso e não faria o menor sentido degradar um patrimônio que ele iria deixar para seus filhos. E se roubasse, qual seria o sentido? Onde, quando e como gastaria o butim? Presidentes, por outro lado, têm que fazer seu pé de meia, para quando deixarem o poder...

A monarquia, ao contrário do pensam alguns, é muito mais barata que uma República. Saibam que a Presidência de um país como o Brasil gasta muito mais que qualquer Casa Real. E, ainda que as despesas fossem mais altas para manter uma família real (melhor manter uma família permanentemente que várias famílias de presidentes por sucessivos anos), alguém já pensou no custo do presidencialismo em termos de gastos com campanhas eleitorais periódicas?

Não quero convencer ninguém para minha causa. Escrevi este texto porque este é meu site e publico nele o que bem entender e como entender. Se você não gostar do que escrevi, não perca seu tempo e procure outra freguesia, simples assim. Escrevo para aqueles que, ao menos, tenham um mínimo de discernimento e sensatez para considerarem opiniões divergentes das suas, e que não sejam obtusos a ponto de simplesmente se fecharem a qualquer argumento que não tenham facilidade de compreender ou que pensem ser contrário a sua maneira de ver o mundo.

Monarquia é sinônimo de estabilidade. Refiro-me a monarquias constitucinais, que fique bem claro. É instituição moderna (ao contrário do que muitos pensam) e tem aspectos muito positivos. Depois escrevo mais sobre minhas razões para preferir ser súdito do Império do Brasil a cidadão desta (ou de qualquer outra) república...

O Regime Imperial

Em 115 anos de Republica, quais foram as vitórias? Vamos aos seguintes pontos, na estabilidade política, até 1988 não tínhamos conseguido isso, tivemos em 110 anos, 9 golpes de estado, 13 ordenamentos constitucionais, 4 assembléias constituintes, 10 republicas, o Congresso, em nome da LIBERDADE, foi FECHADO 6 vezes, inclusive pelo primeiro Presidente, Marechal Deodoro da Fonseca.

Ocorreram censuras nos meios de comunicação inclusive o fechamento de jornais e periódicos.

Na economia, tínhamos uma moeda forte que era o mil reis, desde 1942 tivemos 8 moedas, a inflação média no império, era 1,58% ao ano, desde o fim do império a inflação chegou a 64,9 quatrilhões de %, tivemos 40 presidentes, se estivesse sido mantida a Monarquia os sucessores de Dom Pedro II, teriam sido apenas 3, gerando grande estabilidade tanto política quanto econômica. Saiba mais

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Lançada versão online do Jornal Alfredo Wagner

Foi lançado em março passado a versão online do Jornal Alfredo Wagner. Inicialmente lançamos apenas para os colunistas e após definir o formato e a diagramação do site, começamos a divulgar através de facebook, twitter, orkut, etc.
A versão online surpreendeu a todos nós. Mais de quinhentos acessos em pouco tempo.
Uma das páginas mais acessadas foi a biografia de Olívio Maffei escrita pela filha dele. A entrevista feita pelo JAW com a Adriana Mariani também está entre as mais acessadas.
Pesquisando no Google por Jornal de Florianópolis, o Jornal Alfredo Wagner aparece em quinto lugar entre 131.000 resultados apresentados.
O site pode ser acessado de celular, ipad, tablet, iphone, etc.
Utilizamos nesta edição o recurso QR trata-se de um leitor de código de barras especial e de fácil utilização. Você pode baixar o leitor do site http://qrcode.kaywa.com/ Instale em seu celular e fotografe os códigos especiais apresentados nesta edição. O leitor lê o código e acessa a página com a matéria, imagem ou o video.
Curta a página do Jornal no Facebook, no Twitter, Orkut, etc.
Fazendo isso você estará divulgado as boas notícias de nosso município para o Brasil inteiro.
Cada colunista tem seu próprio email @jornalaw.com.br podendo ser contactado pelos leitores do jornal.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Mais sobre o Jubileu da Rainha Elizabeth

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Mais sobre o Jubileu

by joanisval

Para terminar o domingo, notícia sobre o Jubileu de Diamante de Sua Majestade, Elizabeth II. O dia foi repleto de imagens das comemorações na Grã-Bretanha, em uma clara demonstração do quanto os britânicos amam sua rainha e da importância da monarquia como instituição naquele país. Tudo bem organizado e nos padrões civilizatórios que são a marca daquele Império. Diverti-me até mesmo com as imagens dos "efusivos" protestos contra as comemorações (afinal, o direito de protestar é sagrado em uma democracia!): meia dúzia de manifestantes com homogêneos pequenos cartazes impecáveis e todos bem comportados... Isso é civilização! God Save the Queen!

Back to Queen's Diamond Jubilee

BBC.UK - 3 June 2012 Last updated at 19:59 GMT

Diamond Jubilee Thames Pageant cheered by crowds

More than one million rain-soaked people have watched the Queen's 1,000-boat Diamond Jubilee pageant weave its way along the Thames, organisers say. The Queen's barge travelled among the flotilla of tugs, steamers, pleasure cruisers, dragon boats and kayaks. The London event was the highlight of the Jubilee weekend, but a fly-past was cancelled because of the weather. Saiba mais

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domingo, 3 de junho de 2012

Publicações sobre o Beato Carlos e a Serva de Deus Zita da Áustria

Divulgando as iniciativas do Carmelo de Cotia, São Paulo, e do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro
 
 
Tem crescido no Brasil a devoção ao Beato Carlos da Áustria (1887-1922), último Imperador da Áustria e Rei Apostólico da Hungria, modelo de governante, de militar, de pai de família. É de lembrar que ele é descendente do nosso imperador D. Pedro I, através de sua filha, a rainha D. Maria II de Portugal. É de recordar igualmente que a cura milagrosa atribuída à intercessão do Imperador Carlos, que permitiu sua beatificação pelo Papa João Paulo II em 2004, ocorreu justamente em nosso país (Curitiba).
Tem crescido igualmente a devoção à esposa do Beato Carlos, Zita da Áustria (1892-1989), cuja causa de beatificação foi aberta oficialmente em dezembro de 2009 na França, tendo então o título de Serva de Deus. Nascida princesa de Bourbon de Parma, é de notar ser ela também descendente do rei D. João VI de Portugal, através de seu filho o rei D. Miguel I. É tia avó da princesa D. Cristina de Ligne de Orleans e Bragança.
Cartaz de divulgação elaborado pela Livraria Lumen Christi

Para divulgar os aspectos religiosos da vida do Beato Carlos, as Edições Lumen Christi, do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, acabam de lançar o livreto "A vida religiosa do Beato Carlos da Áustria – Último Imperador da Monarquia Austro-húngara" (62 páginas, $ 10,00). Trata-se de um trabalho de autoria da Dra. Giovanna Brizi, estudiosa italiana e admiradora do Beato, colaboradora da Congregação para a Causa dos Santos. O livreto foi publicado já há alguns anos, de forma artesanal, no Carmelo de Cotia. Este Carmelo, nas proximidades da capital paulista, tem se distinguido pela propagação da devoção do Beato Carlos, sendo ali inclusive venerada uma relíquia do mesmo. A tradução para o português é da Irmã Joana da Cruz, OCD.
O Carmelo de Cotia lança uma primeira publicação em português sobre Zita. Trata-se do livreto de 28 páginas, "Zita, Imperatriz da Áustria e Rainha Apostólica da Hungria, Esposa e Mãe de Família – Traços biográficos" ($ 10,00). Trata-se de texto extraído de site dedicado a promover a beatificação da Serva de Deus.
 
Os livretos

 
O Carmelo de Cotia continua divulgando mais quatro pequenos livretos:

1) Mons. Dr. Reinhard Knittel (editor),"Novena pedindo a intercessão e canonização do Beato Imperador Carlos da Áustria" (R$ 10,00).
 
2) Irmão Nathan Cochran, OSB, "Beato Carlos da Áustria – Uma pequena biografia" (R$ 7,00).

3) Beato Carlos da Áustria – Textos (alocução de João Paulo II na beatificação, artigos do cardeal Schonborn, arcebispo de Viena, de Ir. Nathan Cochran, da dra. Maria Habacher, da Liga de Orações do Beato Carlos, árvore genealógica da Casa de Habsburgo, Vida e cura da Irmã Maria Zita Gradowska, miraculada pela intercessão do Beato Carlos) (R$ 8,50).

Todas estas obras são encontradas na Livraria Lumen Christi, que acaba de inaugurar sua nova loja há poucos metros da Igreja e do Mosteiro de São Bento (Rua Dom Gerardo, 68 – Centro / Rio de Janeiro RJ / CEP 20090-030). Telefone: (21) 2206-8283 e (21) 2206-8327. E-mail: lumen@osb.org.br. Pedidos de fora da cidade do Rio de Janeiro podem ser pagos por boleto bancário (a livraria envia os boletos com os dados fornecidos pelos clientes) e com cartão VISA.



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Mauro Demarchi
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