quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Fwd: Esporte da época dos Romanov e arte contemporânea na Olimpíada em Sochi

Esporte da época dos Romanov e arte contemporânea na Olimpíada em Sochi

Rússia, exposição, história

Foto: RIA Novosti

Ver a bicicleta do último imperador russo Nicolau II e o vestido de equitação de Catarina, a Grande, essas e muitas outras coisas podem ser vistas pelo público na original exposição "Esporte e a família imperial", inaugurada em 21 de dezembro no Museu de Arte de Sochi em antecipação dos Jogos Olímpicos de Inverno. Mais de duas centenas de artefatos raros, incluindo fotografias da família real no passeio da tarde, chegaram à capital Olímpica do Museu Peterhof. Visitantes poderão também sentir o espírito do esporte na exposição "Esportes-arte-Sochi", realizada no mesmo museu. Seus organizadores já a chamaram de "verdadeiro hino da Olimpíada".

O tema dos Romanov e esportes nunca antes tinha sido considerado como uma exposição separada. Embora haja mais que suficiente material para discussão e estudo. Foi justamente graças aos Romanov que na Rússia começaram a se desenvolver tais esportes como o tênis, esgrima, remo, ciclismo. A partir do século XVIII, todos os membros da dinastia real se interessaram em esportes e prestavam muita atenção a sua forma física, diz a diretora-geral do Museu Peterhof Elena Kalnitskaya:

"A princípio eram jogos fora de casa. Depois, sob Pedro, o Grande foi introduzido o treinamento físico obrigatório em todas as escolas militares. No século XIX, na Europa já se desenvolveu o ciclismo, começaram a ser construídas quadras de tênis. Algo veio da Inglaterra, algo da França. E a própria palavra "esporte" vem do francês antigo "de sport". Todos os grandes príncipes se preocupam com sua saúde. As mulheres também se interessavam por tênis, caiaque, croquet. E a caça no século XVIII era considerada um esporte. Muitas imperatrizes russas gostavam de caça, especialmente Anna Ioannovna."

A apaixonada caçadora Anna Ioannovna, que chegou ao poder em 1730 para substituir o neto de Pedro, o Grande, sempre tinha pendurada na parede uma espingarda carregada. Se para sua desgraça algum pássaro passava junto do palácio, a imperatriz atirava sem hesitação. Simplesmente para se divertir. Ela atirava também contra objetos comuns – os visitantes da exposição vão poder avaliar a precisão da imperatriz no exemplo de uma placa perfurada por balas do palácio Monplaisir de Peterhof, um artefato único da coleção. A placa crivada é apenas uma das muitas raridades. Quase 90% da exposição serão mostrados pela primeira vez.

A exposição vizinha "Esporte-arte-Sochi" segue o posterior desenvolvimento da cultura física na Rússia, reunindo mais de 200 obras de autores de todo o país. Evidentemente, o principal tema da exposição são esportes de inverno. Os fãs do lendário jogador de hóquei soviético Valeri Kharlamov certamente se interessarão pelo retrato da vedeta da Supersérie de 1972. Os amantes da arte poderão admirar os patinadores retratados com cera quente sobre tecido. Esta exposição é uma das maiores do mundo em gêneros e tipos de arte representados, nota uma das curadoras da exposição Svetlana Faizulina:

"A exposição é muito diversa. Foi compilado um grande – como nunca – bloco temático de escultura. As belas artes literalmente cantam um hino à Olimpíada. Afinal, aqui estão apresentados não só diferentes gêneros e materiais, mas também vários tipos de arte: desenho, pintura, escultura, artesanato, e assim por diante."

Visitar a exposição está ao alcance de qualquer um – a entrada para todos os museus da cidade durante os Jogos Olímpicos será absolutamente gratuita. É um presente que os organizadores dos Jogos fizeram para seus convidados. E haverá muito para ver. O museu Nikolai Ostrovsky vai apresentar uma exposição de obras do famoso artista Sergei Andriaka, mestre de pintura em aquarela e fundador de sua própria escola. Suas naturezas-mortas e paisagens foram muitas vezes exibidas em grandes museus europeus. Achados arqueológicos únicos podem ser vistos no Museu de História na exposição "Antigo Ouro de Kuban e do Mar Negro", onde o artefato mais antigo tem mais de 5.000 anos.

Fwd: Volta da monarquia é desejada pelo Brasileiro!

O brasileiro deseja a volta da monarquia

Por  em 25/11/2013

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O brasileiro deseja a volta da monarquiaO brasileiro decidiria pela volta da monarquia se pudesse escolher novamente o regime de governo do país, pelo menos este foi o resultado de uma enquete realizada pelo Portal Terra. Após 20 anos do plebiscito que decidiu pelo Republicanismo presidencialista o cidadão brasileiro parece começar a confirmar a ideia de que o plebiscito não demonstrou o verdadeiro desejo da nação. Feito às pressas e com uma campanha confusa e pouco informativa o brasileiro voto no presidencialismo, mas se mostra arrependido.

A pesquisa mostrou que a imensa maioria dos participantes desejaria o retorno do sistema monárquico parlamentarista que vigorou no Brasil entre 1822 e 1889. A mudança de regime no Brasil não foi algo que teve o aval popular, e isso é claro, na realidade nossa república foi implantada com um golpe militar, o primeiro de nossa história.

O Plebiscito de 1993

Após a queda da ditadura em 1985 o Brasil entrou num turbulento debate político sobre que caminho seguir a partir de então, inclusive foi reaceso o debate sobre manter a república ou voltar a ser uma monarquia. Com a constituição de 1988 ficou acertado a realização de um plebiscito popular para que fosse decidido o regime de governo que vigoraria no Brasil a partir de então. Mesmo com este acordo foram realizadas eleições presidenciais, os defensores das diretas já defendiam que era importante estas eleições para assegurar a estabilidade política no Brasil.

Em 1989 foram realizadas então as eleições presidenciais e Fernando Collor foi eleito. Não é preciso lembrar que seu governo foi um fracasso e este sofreu o impeachment em 1992, mas habilmente renuncia em 29 de dezembro do mesmo ano para não ser condenado. Com a saída de Collor assume a presidência da república Itamar Franco.

Logo após tomar posse, Itamar Franco promulga a Lei 8.624 de 04 de fevereiro de 1993 que regulamentava a realização do plebiscito para a escolha do regime de governo. E o que se viu a partir daí foi uma manipulação de datas e campanhas para que o regime republicano não fosse vencido, impedindo assim que o processo fosse democrático de fato.

Estava previsto a realização do plebiscito no dia 7 de setembro, tendo então 7 meses de campanha para a conscientização da população, mas o processo foi arbitrariamente alterado logo após pesquisas iniciais que demonstravam que o regime monárquico possuía cerca de 30% do eleitorado. A data do plebiscito então foi altera para 21 de abril daquele ano, mais de 4 meses antes da data inicial. Por estes e outros acontecimentos o regime entrou para a história como legal mas não legítimo.

A Pesquisa recente

Portal Terra realizou uma enquete em que procurava saber se o povo pudesse votar novamente no regime de governo do país 20 anos após a realização do plebiscito de 1993 se o regime republicano presidencialista se sustentaria, e o resultado foi espantoso, a esmagadora maioria escolheu a Monarquia como regime acompanhado pelo parlamentarismo. Confira o resultado.

- Monarquia – 82 %
- República – 03 %
- Parlamentarismo – 11%
- Presidencialismo – 04%

Total de votos: 7.475 – Link original da pesquisa no Portal Terra

Artigo publicado originalmente no site parceiro Moral Política

*Jhonnatha Fernandes é blogueiro e mora na cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro.