domingo, 16 de abril de 2017

Feliz e Santa Páscoa

A todos os amigos, colaboradores, leitores e patrocinadores desejamos Feliz e Santa Páscoa com bênçãos de Cristo Ressuscitado! A Fé vence as trevas da ignorância e do pecado revelando a verdade e o bem. Que as bênçãos de Maria Santíssima estejam com todos vocês! 



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Jornalista Comendador Mauro Demarchi
Twitter: @maurodemarchi @monarquiaja
Membro-Fundador da Academia de Letras do Brasil - Capital das Nascentes




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terça-feira, 28 de março de 2017

O Império do Brasil e a futura Capital das Nascentes

​​O Império do Brasil (1822 a 1889) unificou as fronteiras, deu identidade à nação e iniciou uma fase de grande crescimento e progresso do povo brasileiro.

Bem no centro da atenção imperial em terras catarinenses estava a Colônia Militar Santa Thereza, criada pelo decreto nº 1266 de 8 de Novembro de 1853. Outra colônia militar, também denominada Santa Thereza e  cuja criação serviu de modelo para a nossa,  hoje é a grande cidade de Imperatriz no Maranhão. A disposição de colônias militares em pontos estratégicos do território brasileiro teve por objetivo proteger moradores, tropas e o livre acesso entre as províncias.

Nem Dom Pedro II e nem mesmo Luís Alves de Lima e Silva, futuro Duque de Caxias (responsável direto pela criação da Colônia, enquanto Ministro da Guerra) estiveram em Alfredo Wagner, porém, sua atenção e cuidados com este pedacinho do império eram grandes.

Consta que a Imperatriz Dona Tereza Cristina enviou objetos sacros para a Capela dedicada a Santa Tereza, fato que até o momento não consegui identificar sua fonte histórica. Porém, a história oral também é fonte de fatos e informações e tem seu valor.

A história deste período é rica e variada e pode ser pesquisada em documentos oficiais do Império e notícias em jornais. O Império do Brasil tinha uma política muito transparente e todas as suas resoluções eram publicadas em jornais cotidianos da capital federal (o Rio de Janeiro) ou nas capitais das províncias. Através destas publicações pode-se ter um relatório do dia-a-dia da vida oficial do Império.

A Colônia Militar Santa Thereza (hoje Catuira) frequentemente entrava nos noticiários devido a importância de sua posição estratégica entre a Capital do Estado, Nossa Senhora do Desterro, e a cidade mais importante (naquele momento) do interior catarinense, a Villa de Nossa Senhora dos Prazeres, hoje Lages.

Através de noticias publicadas em jornais como "A Regeneração", "A Verdade", "O Conservador", "O Despertador", etc, é possível acompanhar o desenvolvimento da colônia militar. Pouco a pouco ela vai crescendo em importância e população, forçando mesmo a abertura da futura BR 282, para que sua produção pudesse ser comercializada na capital do Estado.

No período de 1870 a 1879 encontramos 161 ocorrências em 7 jornais e 21.978 páginas para o termo Colônia Militar Santa Thereza. Eis um exemplo interessante:

À directoria geral da fazenda provincial, n. 289 – À Ramires Jose Ferreira, colono da colonia militar de Santa Thereza, mande, vmc. pagar a quantia de 16$000 rs. constante da inclusa guia, devida pela conducção da mala do correio entre esta capital e a cidade de Lages, no corrente mez.

São muitas as informações que podemos obter sobre a Colônia Militar Santa Thereza nos documentos e jornais do período imperial.

O Império caminhava passo-a-passo, e nossa Colônia o acompanhava, em direção ao progresso institucional, econômico e material que o golpe militar de 1889 interrompeu drasticamente.

A Colônia Militar Santa Thereza, por ser instituída oficialmente como um local do Exército Brasileiro, recebia subvenção do Estado, os soldados-colonos recebiam pagamento mensal e terras para cultivar, cuja propriedade eram passadas a seus nomes após um certo período de tempo. Muitas notícias nos informam que o Governo enviava também para as colônias militares (incluindo a futura Catuíra) sementes e mudas para o plantio.

O ponto onde foi fundada era estratégico: quem vinha pelas Demoras (um dos trajetos mais usados) descia cerca de 300 metros até o vale do Rio Itajaí do Sul e quando se dirigia para Lages, seguindo o Barro Branco ou em direção ao Campinho, subindo outros 300 m. A instalação da colônia neste vale, afastou o risco de ataques indígenas para caravanas e tropas.

O sucesso da Colônia Militar Santa Thereza era tanto que foi apresentada em livro publicado especialmente para a participação do Brasil na Exposição Universal de Filadélfia, nos Estados Unidos, com descrição de sua produção, localização, aspectos físicos etc.

Como historiador e pesquisador da história de Alfredo Wagner, após ler centenas de jornais da época, chego a conclusão que a proclamação da República não foi apenas péssima para o Brasil, foi também péssima para o Estado de Santa Catarina e para a futura Capital das Nascentes.

A implantação da República foi traumática em todo país e principalmente aqui em Santa Catarina. A fortaleza de Anhatomirim  foi testemunha do fuzilamento de 185 presos-políticos monarquistas, assassinados por ordem do republicano  Floriano Peixoto pelo coronel António Moreira Cesar.

O município de São José (a que pertencia a Colônia Militar Santa Thereza) e cuja liderança monarquista fora toda assassinada em Anhatomirim, foi desmembrado e dividido, ficando reduzido a um pequeno pedaço a beira-mar. A Colônia Militar foi extinta poucos anos depois e a localidade renomeada para Catuíra, passando a pertencer ao município de Bom Retiro.

Pouco depois, a estrada Desterro/Lages foi desviada para caminhos "melhores", levando a antiga colônia ao abandono e marasmo.

Nossos índios também foram muito prejudicados e perseguidos nesse período de implantação da República. Durante o Império havia uma relação de amizade, vigilância e cuidado, nunca de ataque e perseguição, mas de defesa e manutenção da ordem, apesar de muitos fugitivos e desertores se aliarem aos índios e os instigarem contra os colonos.

A República trouxe a perseguição sangrenta contra os índios através de um de seus descendentes diretos: Martinho Bugreiro, ele mesmo bugre e desejando vingar seus familiares mortos pelos índios. Natural da nossa região, Martinho Bugreiro representou, para os índios, o que Floriano Peixoto representou para os monarquistas catarinenses: a morte inexorável.

Apesar do grande fluxo de tropeiros indo e vindo com tropas e mercadorias, a República, transformou a futura Capital das Nascentes em mera passagem, cuja vocação era atender bem os visitantes, e lhe deu um nome dos mais comuns para a região: Barracão. Uma pesquisa em jornais da época aponta a denominação para centenas de localidades na região litorânea e serrana de Santa Catarina.

Fundada e povoada por gente da têmpera dos bandeirantes, os colonizadores que ocuparam Alfredo Wagner, souberam se adaptar mais uma vez e marcar a história desta porção do Estado por sua acolhida e gastronomia.

Pouco a pouco o povo alfredense vai recuperando seu lugar na história, se afirmando enquanto acolhedor e empreendedor e vai definindo sua característica: receber bem os visitantes.


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Jornalista Comendador Mauro Demarchi
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terça-feira, 21 de março de 2017

Dom Bertrand em São Vicente

Príncipe Imperial do Brasil visitou São Vicente nesta segunda-feira

Dom Bertrand teve um encontro com autoridades e fez uma palestra na cidade. 
Dom Bertrand de Orleans e Bragança é bisneto da Princesa Isabel.

Principe Dom Bertrand de Orleans e Bragança (Foto: Divulgação/Prefeitura de São Vicente )Principe Dom Bertrand de Orleans e Bragança
(Foto: Divulgação/Prefeitura de São Vicente )

O Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, esteve em São Vicente, no litoral de São Paulo, nesta segunda-feira (20). O Príncipe se encontrou com o prefeito Pedro Gouvêa, autoridades da região, fez a abertura de uma exposição e uma palestra no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (IHGSV).

Segundo a Prefeitura de São Vicente, o príncipe visitou o prefeito Pedro Gouvêa, no Paço Municipal. O vice-governador Márcio França e demais autoridades também estiveram presentes.

O Príncipe também inaurugou placa alusiva à visita no Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente (IHGSV). Na sequência, abriu a exposição "Clássicos no Museu II", com obras de grandes pintores brasileiros e estrangeiros. Paralela à exposição acontece a mostra de armas medievais da Empresa Ibéria, a mais antiga e tradicional fábrica do gênero, cuja sede fica em São Vicente.

No IHGSV, por volta das 19h, Dom Bertrand ministrou a palestra "Brasil, passado glorioso e futuro promissor". O evento foi organizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura, em comemoração aos 52 anos dos títulos "Cidade Monumento da História Pátria" e "Cellula Mater da Nacionalidade", conferidos ao município.

Dom Bertrand Maria José Pio Januário Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança, Príncipe Imperial do Brasil e bisneto da Princesa Isabel e Gastão de Orleáns, é o segundo na linha sucessória ao trono do Brasil. Na linha sucessória, é o atual príncipe imperial do Brasil pelo Ramo de Vassouras desde 5 de julho de 1981, quando seu irmão mais velho, Luís Gastão, que não tem filhos, assumiu o posto de Chefe da Casa Imperial Brasileira, herdado do pai.


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Jornalista Comendador Mauro Demarchi
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quarta-feira, 15 de março de 2017

Príncipe Imperial visita Orleans

Um príncipe realiza o sonho de conhecer a região

D. Bertrand, um dos herdeiros do trono do Brasil, esteve com o prefeito Jorge Koch

Denis Luciano
Jornalista | Portal Engeplus

ÉDIO ANTÔNIO / DIVULGAÇÃO

Em 15 de novembro de 1889, rebeldes liderados pelo marechal Deodoro da Fonseca derrubavam do trono o imperador D. Pedro 2º e ali encerravam a Monarquia no Brasil, instaurando a República. Os herdeiros de D. Pedro, porém, mantiveram a Casa Imperial ativa, com a sucessão respeitada sob o sonho de, um dia, restaurar o regime monárquico.

Atualmente, o trineto de D. Pedro, D. Luiz de Orleans e Bragança, é o imperador de jure. Seria o comandante da Nação caso o trono estivesse mantido. Seu irmão e segundo na linha sucessória, o príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, visitou o prefeito de Orleans, Jorge Koch, ontem à tarde. Em recente entrevista à Rádio Eldorado, em novembro de 2016, Bertrand já havia manifestado a intenção de conhecer a região.

"O encontro foi muito interessante, falamos sobre educação e cultura. E relembramos passagens históricas de Orleans", comentou o prefeito, após audiência com o príncipe D. Bertrand esteve acompanhado dos professores Celso de Oiveira Souza e Edna Rampinelli mais membros do Instituto Histórico e Geográfico das Terras dos Condes das Encostas da Serra Geral.

Visitar a região, um antigo sonho

"Já estive em Laguna e Torres", lembrou D. Bertrand, citando os lugares mais próximos da região de Criciúma onde havia estado. "Gostaria de conhecer Orleans, pelos vínculos que a família real já teve aí", recordou. Desejo realizado. As terras que hoje formam o torrão orleanense serviram de dote do imperador D. Pedro à sua filha, princesa Isabel - bisavó de D. Bertrand -, quando do casamento dela com o Conde d´Eu, de tradicional família francesa.

A construção da Ferrovia Tereza Cristina, ligando Orleans e Lauro Müller até Imbituba para deslocar carvão, foi a primeira grande obra do Império na região, batizada com o nome da mãe da princesa, a imperatriz do Brasil. Em dezembro de 1884 o Conde d´Eu vistoriou a futura cidade, e incentivou o planejamento das ruas do núcleo urbano. E teria dito, na visita: "Aqui nasce a sede da parte meridional da colônia Grão Pará e terá o nome de Orleans em homenagem à minha família na França".

Críticas fortes à República

Na aludida entrevista à Rádio Eldorado, por ocasião dos 127 anos da Proclamação da República, citada pelos monarquistas como "golpe militar", o príncipe faz duras críticas ao regime vigente. "A República provou, com roubos, golpes, instabilidade e corrupção que é da Monarquia que o Brasil depende", afirmou. "Os príncipes existem para servir à Nação, e é para isso que fomos ensinados desde que nascemos", contou.

Escandalizada pelos episódios de corrupção, a família real tem no príncipe D. Luiz, herdeiro da coroa, a referência mencionada pelo príncipe e irmão. "Em um reinado, por exemplo, de meu irmão Dom Luiz, não haveria corrupção por uma simples razão: rei não rouba, e não deixa roubar".

Clique aqui e ouça a entrevista do príncipe D. Bertrand.

Aqui, confira um documentário da TV Alesc sobre a participação dos Orleans e Bragança na fundação do município de Orleans.


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Jornalista Comendador Mauro Demarchi
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Quero o Império de Volta

 ​Pró Monarquia

QUERO MEU IMPÉRIO DE VOLTA

Quero meu Brasil como primeira economia do mundo, como caminhava rapidamente para ser no Império. Quero a média do crescimento econômico em 8,81% ao ano, como no Império. Quero poucos e baixos impostos, como no Império. Quero a média da inflação em 1,08% ao ano (ou 0,09% ao mês), como no Império. Quero a moeda brasileira com o mesmo valor do dólar e da libra esterlina, como no Império.

Quero o Brasil como o maior construtor de navios e estradas de ferro do mundo, como no Império. Quero que a média nacional do salário de policiais e professores do Ensino Fundamental equivalha a R$ 8.958,00, como no Império. Quero que a imprensa seja totalmente livre, como no Império.

Quero um Monarca que tire do próprio bolso o dinheiro para custear suas viagens, como no Império. Quero um Monarca que doe 50% de sua dotação anual para instituições de caridade e incentivos à educação, como no Império. Quero um Monarca que tenha 90% de aprovação, como no Império.

Quero um Monarca com o prestígio internacional do Imperador Dom Pedro II, que, só na Filadélfia (EUA), recebeu 4 mil votos espontâneos nas eleições presidenciais de 1876. Quero um Monarca que, numa época em que não se falava em ecologia ou desmatamento, endividou-se para comprar e reflorestar áreas degradadas, como o atual Parque Nacional da Tijuca.

ENFIM, QUERO MEU BRASIL GRANDE NOVAMENTE!


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Jornalista Comendador Mauro Demarchi
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