domingo, 27 de dezembro de 2009

Postagem com script malicioso

Pedimos desculpas, mas foi introduzido no codigo HTML desta página um script malicioso que foi detectado pelo antivirus em meu computador. Provavelmente outros computadores também detectaram o código. Peço desculpas pois não sei como foi introduzido este código sem minha autorização. Já corrigimos o problema e estaremos mais atentos para evitar novos ataques.

A perenidade da Monarquia e a rotatividade republicana

Um site de variedades publicou uma sequência de fotografias muito interessante: A Rainha Elisabete com 12 presidentes dos Estados Unidos. É a perenidade da Monarquia e a rotatividade republicana.

No One can break this Record.

The same Queen-Elizabeth of England, with 12 presidents of USA!!!

1. Queen Elizabeth with Barack Obama (44th)

Queen-Elizabeth (9)

2. Queen Elizabeth with George W. Bush (43rd)

Queen-Elizabeth (10)

3. Queen Elizabeth with Bill Clinton (42nd)

Queen-Elizabeth

4. Queen Elizabeth with George H. Bush (41st)

Queen-Elizabeth (1)

5. Queen Elizabeth with Ronald Reagan (40th)

Queen-Elizabeth (4)

6. Queen Elizabeth with Jimmy Carter (39th)

Queen-Elizabeth (2)

7. Queen Elizabeth with Gerald Ford (38th)

Queen-Elizabeth (5)

8. Queen Elizabeth with Richard Nixon (37th)

Queen-Elizabeth (3)

9. Queen Elizabeth with John F. Kennedy (35th)

Queen-Elizabeth (6)

10. Queen Elizabeth with Dwight D. Eisenhower (34th)

Queen-Elizabeth (8)

11. Queen Elizabeth with Harry S. Truman (33rd)

Queen-Elizabeth (7)

12. Queen Elizabeth with former President Herbert Hoover in 1957 (31st)

Queen-Elizabeth (11)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Braziliana: A História do Brasil ao alcance de todos.

Mensagem enviada por email pelo Instituto Cultural Dona Isabel I a Redentora. Escelente iniciatíva de resgate da história pátria.

Colégio Brasileiro de Genealogia
Rio de Janeiro

O QUE É A COLEÇÃO BRASILIANA?

Editada originalmente pela Companhia Editora Nacional , a Coleção Brasiliana foi lançada logo após a Revolução de 1930 e a criação do Ministério da Educação, tendo a dirigi-la, por 25 anos, o grande educador Fernando de Azevedo , depois substituído pelo historiador Américo Jacobina Lacombe.

Compõe-se de 415 volumes ( 387 + 26 da série grande Formato + 2 da série Especial) de autores brasileiros e estrangeiros que se debruçaram sobre o Brasil, inclusive a importante contribuição dos viajantes europeus que percorreram o país no século XIX.

Sua abrangência se estende pelas principais áreas do saber, da História à Antropologia, da Ciência Política à Geografia, da Sociologia à Lingüística, da Economia às Ciências Naturais.

http://brasiliana. com.br

O PROJETO BRASILIANA ELETRÔNICA
Em imagem e texto

O projeto Brasiliana Eletrônica apresenta a versão digitalizada da Coleção.

No portal , os livros são oferecidos ao público de dupla forma - como fac-símiles da primeira edição, para serem analisados na feição como vieram à luz, e como textos normalizados e de ortografia atualizada, passíveis de serem editados, selecionados, transcritos e transpostos ("recortados, copiados e colados", no jargão da informática), respeitadas as regras de citação, para estudos, textos, pesquisas e trabalhos escolares e acadêmicos que, felizmente, só fazem crescer no país.

O projeto inclui a apresentação de estudos críticos sobre as principais obras da Coleção, bem como de biografias intelectuais de seus autores, encomendados aos mais renomados especialistas brasileiros. Numa segunda fase, um Conselho Científico, congregando 50 expoentes acadêmicos de todas as regiões do país, irá definir a inclusão de novas obras ao projeto.

http://brasiliana. com.br

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A Bondosa Princesa Isabel substituída por Zumbi

Do blog Viscondessa de Jaú

"As ONGs procuram mitificar a história do Quilombo dos Palmares, apresentando-o como um refúgio de liberdade do negro perseguido. A realidade histórica, entretanto, difere bastante dessa criação mítica. Na verdade, o referido quilombo espalhava terror, mesmo entre muitos negros.

José de Souza Martins denuncia a mistificação do Quilombo dos Palmares ao denunciar a existência da escravidão dentro dele: "Os escravos que se recusavam a fugir das fazendas e ir para os quilombos eram capturados e convertidos em cativos dos quilombos. A luta de Palmares não era contra a iniqüidade desumanizadora da escravidão. Era apenas recusa da escravidão própria, mas não da escravidão alheia. As etnias de que procederam os escravos negros do Brasil praticavam e praticam a escravidão ainda hoje, na África. Não raro capturavam seus iguais para vendê-los aos traficantes. Ainda o fazem. Não faz muito tempo, os bantos, do mesmo grupo lingüístico de que procede Zumbi, foram denunciados na ONU por escravizarem pigmeus nos Camarões" (José de Souza Martins, Divisões Perigosas, p. 99).

Faz parte da propaganda de certos movimentos negros exaltar a figura de Zumbi como sendo o libertador dos escravos. Ora, a ascensão dele se deu após o assassinato do tio: "Depois de feitas as pazes em 1678, os negros mataram o rei Ganga-Zumba, envenenando-o, e Zumbi assumiu o governo e o comando-em-chefe do Quilombo" (Edison Carneiro, O Quilombo dos Palmares, Editora Civilização Brasileira, 3a ed., Rio, 1966, p. 35).

Carneiro confirma o governo despótico de Zumbi: "Nina Rodrigues esclarece que nos Palmares havia 'um governo central despótico' semelhante aos da África na ocasião" (idem, p. 4). Não havia liberdade para sair: "Se algum escravo fugia dos Palmares, eram enviados negros no seu encalço e, se capturado, era executado pela 'severa justiça' do quilombo" (idem, p. 27).

* * *

Libertadora dos escravos, a Princesa Isabel era uma alma cristã e bondosa que aceitou sacrificar o trono em troca da libertação dos escravos. Após ter ela assinado a Lei Áurea, o Barão de Cotegipe vaticinou: "Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono". Um ano e meio depois, o golpe militar de Deodoro derrubava a Monarquia. Ao seguir com sua família para o exílio, lembrando-se da profecia de Cotegipe, a Princesa declarou: "Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil" (http://pt.wikipedia.org/wiki/Princesa_Isabel).

Segundo os atuais movimentos quilombolas, essa harmonia, a miscigenação e a bondade de trato do brasileiro devem acabar. Seria o conflito de raças acrescentado à luta de classes marxista. Para isso, cumpre alterar a História: a bondosa Princesa Isabel, que acabou com a escravidão pelas vias legais e com o sacrifício do próprio trono, deve ser substituída por Zumbi, o líder guerreiro negro, tirano e escravocrata.


Dom Pedro II


 


S.M.I, o Senhor Dom Pedro II

No dia 2 de dezembro do ano de 1825 no Palácio da Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro nasceu o segundo Imperador do Brasil. Sétimo filho e terceiro varão de D. Pedro I e da Imperatriz D. Maria Leopoldina, que morreu quando D. Pedro II tinha apenas um ano de idade. Herdou o direito ao trono com a morte de seus irmãos mais velhos Miguel e João Carlos.


Como seus outros dois irmãos homens tinham morrido ele era o herdeiro do trono brasileiro.Tinha 5 anos quando o pai abdicou e ficou no Brasil sob a tutela de José Bonifácio de Andrade e Silva e, depois (1833-1840) Manuel Inácio de Andrade Souto Maior, marquês de Itanhaémem.


 

Durante sua menoridade o Brasil foi dirigido por uma Regência. Começou a estudar sob a orientação da camareira-mor D. Mariana Carlota de Verna Magalhães Coutinho, mais tarde condessa de Belmonte. Foi aclamado segundo imperador do Brasil, aos seis anos de idade e assumiu o trono aos 15 anos (18/06/1841), um ano depois de ser declarado maior e começar a reinar.


Com diversos mestres ilustres de seu tempo, o jovem imperador instruiu-se em português e literatura, francês, inglês, alemão, geografia, ciências naturais, música, dança, pintura, esgrima e equitação. A um de seus preceptores, o de português e literatura, Cândido José de Araújo Viana, futuro marquês de Sapucaí, atribui-se influência não pequena nas atitudes resolutas do jovem de apenas 15 anos.


 

Quando da revolução da Maioridade, por exemplo, ao receber a delegação parlamentar que lhe fora indagar se desejava esperar mais três anos ou assumir desde logo o poder, respondeu: "Quero já!". No dia 30 de maio do ano de 1843, D. Pedro II casou-se com a princesa napolitana Teresa Cristina Maria de Bourbon, filha de Francisco I, do Reino das Duas Sicílias. Foi pai de quatro filhos, mas só dois sobreviveram: as princesas Isabel e Leopoldina. No seu reinado o Brasil teve um grande desenvolvimento, progrediu grandemente no campo social. No início de seu governo fez viagens diplomáticas às províncias mais conflituadas.


 

Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur e Gobineau, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Durante seu reinado, percorreu quase todo o Brasil, viajou para várias partes do mundo, visitando a América do Norte, a Rússia, a Grécia e vários outros países da Europa e o Oriente Médio (1871-1887), procurando trazer para o Brasil várias inovações tecnológicas.


Apoiado pelo partido Conservador, criou o Conselho de Estado e a reforma do código de processo criminal, o que provocou a revolta dos Liberais (1842), em Minas Gerais e São Paulo, contornada só após o final da guerra dos Farrapos (1845). Em conseqüência desse feito, surgiu a Insurreição Praieira (1848), em Pernambuco. Em virtude destas revoltas iniciou um amplo trabalho de conciliação política apartidária, nas nomeações dos integrantes do Conselho de Estado e dos presidentes de província, sob a coordenação do marquês de Paraná, Honório Hermeto Carneiro Leão, que dobrou a resistência do Partido Conservador, que culminou com a criação da Liga Progressista (1860), que, reduzindo os membros conservadores, permitiu a Zacarias de Góis e Vasconcelos, à frente do Conselho de Ministros, realizar importantes reformas no final do período.


 

Neste período, importantes acontecimentos sociais e econômicos ocorreram, como o declínio do escravismo, sobretudo a partir de 1850, com a extinção do tráfico negreiro e a contratação dos ingleses (1850), para elaborarem e implantarem sistemas de esgotamento para o Rio de Janeiro e São Paulo, a época, as principais cidades brasileiras. Com o final da guerra do Paraguai (1870), os conservadores estavam novamente fortalecidos e as divergências políticas mais agudas, o que fez surgir o Partido Republicano (1870), dando início a decadência política do Império. Na questão religiosa (1872), prendeu os bispos D. Vital e D. Macedo Costa, por desafiarem o poder real.


 

Julgados e condenados pelo Supremo Tribunal (1875), foi-lhes concedida a anistia. Na sua última viagem ao exterior como imperador (1887), com muitos problemas de saúde, visitou a França, Alemanha e Itália (1887) e, em Milão, foi acometido de uma pleurisia e levado para Aix-les-Bains, ondepermaneceu em tratamento, antes de poder voltar ao Brasil (1888).


Na sua ausência, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, sancionada a 13 de maio de 1888, determinando o encerramento de mais um ciclo econômico e acelerando também o fim do regime político. Já enfraquecido, o império foi proclamado a Repúblicano dia 15 de Novembro de 1889 e com isso o império sofreu grande abalo. Foi prisioneiro do paço da Cidade, para onde viera, descendo de Petrópolis.


O governo provisório deu-lhe 24 horas para deixar o país, e assim, deixou o país e foi com a família para Portugal (17/11/1889), dois dias após a proclamação da República, chegando a Lisboa em 7 dedezembro e seguindo para o Porto, onde a imperatriz morreu no dia 28. Viveu então entre Cannes, Versalhes e Paris, onde assiste a espetáculos de arte e participa de palestras e conferências. Viveu até 66 anos, morrendo de pneumonia, no modesto hotel Bedford, em Paris, no dia 5 de dezembro do ano de 1891.

Seus restos, transladados para Lisboa, foram colocados no convento de São Vicente de Fora, junto aos da esposa. Revogada a lei do banimento (1920), foram os despojos dos imperadores trazidos para o Brasil. Depositados de início na catedral do Rio de Janeiro (1921), foram transferidos para a de Petrópolis (1925) e definitivamente enterrados (1939). O ilustre governante passou à história como um intelectual, apreciador da ciência, das artes e da liberdade de informação e como homem tolerante, aberto ao diálogo e às transformações da vida social.



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Fonte: Casa Imperial do Brasil

sábado, 28 de novembro de 2009

Trata-se de uma música da campanha monarquista do plebiscito de 1993. Infelizmente não conheço o nome do autor da letra e de seus intérpretes.

Clique abaixo para ouvir:


Download


Fonte: Blog Sou Sonservador Sim, e daí?
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(Veja, no final, como colocar essa música em seu blog)

Por decreto-lei sou repubricano,
pois quem decretô foi o Floriano.
Voto obrigado uma vez por ano,
capricho nos voto, faço meus prano,
mas no fim das conta entro pelo cano, oiá.

Cada vez que eu voto, voto deferente,
é prá vereador, é prá presidente,
voto num pilantra muito eloqüente
ou num carcareco que me mostra os dentes,
só não abro mão do voto consciente. (Oh! Eleição danada!)

O meu candidato topa desafio,
que promete ponte onde não tem rio,
que promete escola pra educá meus filho
e enchê meus borço que nasceu vazio,
mas depois de eleito fica no macio. (Candidato bão sô!)

O meu candidato é muito preparado,
corre atrás de voto que nem cão danado.
Já foi bem vermeio tá esverdiado.
Sabe despistar o que fáiz de errado.
Mas teu amor de pai é prá todo lado, oiá.

Candidato gosta é de cambalacho,
ele lá em cima, nóis aqui embaixo.
Prá ganhá os voto banca o cabra macho,
mas deixa o povão com cara de tacho.
Quero gente boa, mas eu nunca acho, oiá.

Pago muito imposto e quero melhoria,
nunca tenho vez e sempre entro em fria.
Acabô a verba, a caixa tá vazia,
vai sobrar de monte pro trem da alegria.
E quem sai ganhando é mesmo a quadrilha. (hahá! verba marvada!)

Sobe o candidato e pára o que o outro fez.
Inaugura obra três ou quatro vez,
o preço de uma dá prá mais de três,
vou votar de novo porque sou freguês.
Mas se eu pudesse punha no xadrez, oiá.

Essa tar repúbrica não me tapeia,
enche tanta a cara que já cambaleia.
Anda capengando que nem vaca véia
toda remendada e cada vez mais feia,
Depois de terminar não há quem remedeia. (Aí, republica danada sô!)

Acaba com a repúbrica triunfalista,
Foi nova repubrica, foi getulista,
repubrica veia parlamentarista,
era Brasil novo e já baixou a crista.
Mas o que resorve é ser monarquista!

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Para colocar o áudio em seu blog, copie e cole o seguinte código HTML:


sábado, 21 de novembro de 2009

O custo da "democracia real" brasileira

Artigo publicado na "Folha do Sudoeste" e encontrado em forum monarquista do yahoo. Uma leitura que vale a pena pelas excelentes informações coletadas.

O custo da "democracia real" brasileira

Itamar Cordeiro

Eu ainda sonho - embora esteja convicto de que não passará de utopia - com a volta da monarquia ao regime político no Brasil. Não é megalomania, muito menos hipocrisia; pelo contrário, é lucidez mesmo. É clarividência de quem, embora não seja um ancião, já tenha vivido o bastante para ver e avaliar que o sistema presidencialista, que a democracia, até que me prove em contrário, é apenas engodo; é na verdade, autoritarismo, é farra no poder.
Não. Não estou sendo leviano tampouco extremista, pessimista, muito menos, partidarista - nem filiado a partido político eu sou; meu partido é a moral, a ética, a coerência, o trabalho honesto e árduo, porém, dignificante - mas, fazendo alguns estudos, pesquisas e sobretudo algumas análises para auxiliar a um amigo acadêmico de direito, com um trabalho universitário (aliás, sou bacharel em direito, vê se pode?) me deparei com dados que me deixaram senão intrigado, impotente diante do sistema da "autoritariocracia" que o belo e constitucional sistema político brasileiro (no papel) nos impõe a todos nós, meros súditos - na concepção real do termo -, vassalos de um governo (me refiro aos seus três poderes) que esbanja e faz jus ao verso sábio do nosso majestoso Hino Nacional quando diz: "...deitado em berço esplêndido..."; neste caso, "deitados", por que são tantos...

Com minha singela análise, cheguei à drástica conclusão de que é mais barato manter a família real britânica do que nosso presidente operário. Ele, que recentemente, quando da reunião, em Londres, do G-20 (as 20 maiores potências do mundo - e nós, ironicamente, no meio deles... só se for "maior" em extensão territorial, porque em desenvolvimento e avanço cultural...), bem, o nosso modesto presidente, enquanto Barack Obama, atualmente Nobel da Paz, optou por hospedagem em "solo pátrio", neste caso, a embaixada norte-americana, o presidente brasileiro julgou indignas as acomodações da nossa embaixada instalada em um castelo histórico de construção do século XVIII, onde até a rainha Mary costumava se hospedar, junto com sua família, escolhendo um hotel de luxo com diárias de 7,5 mil euros, equivalentes a R$ 20 mil - enquanto isto, prefeitos brasileiros estão com pires nas mãos "mendigando" míseros repasses de FPM para conseguir gerir suas administrações. Eu preferiria ter que manter a realeza britânica do que a "aristocracia tupiniquim" da "família irreal" brasileira.

Diante desse fato, me interessei por uma pesquisa um pouco mais direcionada e específica - nada muito complicado, como cruzar dados e números no site "Transparência Brasil" com outros de estatísticas do próprio Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e algumas outras fontes particulares... espantoso, o resultado - ou, os resultados obtidos!

As despesas com o gabinete da presidência da República, desde 1995 - primeiro governo FHC - que eram de cerca de R$ 38,4 milhões, pularam para (pasmem) R$ 372,8 milhões em 2004, quando do "primeiro reinado" do atual governo. Nem precisa ser economista ou versado em exatas para concluir que o custo diário da "corte" do "humilde operário apedeuta" chega a R$ 1,5 milhão. Sem contar que, se voltar um pouco atrás, quando do governo do "homem do topete", o número de funcionários regulares do Palácio do Planalto era de 1,8 mil, caindo para 1,1 mil na era FHC e saltando para 3,3 mil desde o início da "dinastia lulista". Sem contar que no Palácio da Alvorada - residência oficial (uma delas) do presidente da República, a informação é de que atualmente são em torno de 75 servidores permanentes - e somente para assistir (na real concepção do vocábulo) o presidente, o número de assessores especiais diretos vai de 27 a 55 pessoas... Como diria meu colega Boris Casoy: "Isto é uma vergonha!"

Diante de "peculiar situação", cruzei um pouco mais de informações chegando à vertiginosa constatação de que o custo de manutenção das chefias de Estado das maiores potências do mundo, como os Estados Unidos da América, que são regime de república, não ultrapassa a US$ 4,6 per capita (o equivalente a US$ 1.100 bilhão); na mais tradicional monarquia do planeta, os ingleses gastam com o governo britânico US$ 1,87 per capita (US$ 104 milhões)... Enquanto isto, na "República Sindical Brasileira", o custo do "império aristocrata" é de US$ 12 per capta, o equivalente a uma fortuna de US$ 1.700 bilhão!!!... É, manter a família real britânica é muito mais em conta.

Itamar Cordeiro é jornalista, cerimonialista e colunista político da FOLHA DO SUDOESTE

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Organizando Ações Monarquistas em 2010

A ação monárquica manifesta-se em diversos setores da opinião pública nacional, seja nas atividades dos Principes da Casa Imperial do Brasil ou de organizações monárquicas, seja em movimentos populares diversos. Muitos monarquistas encontram dificuldades para manifestar sua opção pela monarquia como forma de governo, alguns não tem argumentos, outros não encontram oportunidade de reunir-se com pessoas cujo pensamento é semelhante. O Blog Monarquia em Ação propõe um cadastro de eventos, manifestações, encontros para o ano de 2010. O Formulário ao lado é facilmente preenchido e nos permitirá mostrar o mapa do que acontecerá no próximo ano em matéria de ação monárquica.
Organizar um evento não é simples, e muitos encontram dificuldades. O Monarquia em Ação se propõe a ajudar com orientações, informações e contatos para que você possa organizar em sua cidade, empresa ou comunidade um evento monarquista.
Preencha o formulário e apareça na Agenda Monarquia em Ação de 2010

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Encontro Monárquico em Taubaté

Encontro com a presença de D. Bertrand de Orleans e Bragança, bisneto da Princesa Isabel.
Evento particular, acesse o blog indicado para efetuar sua inscrição.
Domingo, 06 de dezembro de 2009
Abertura 15h00
Gávea Hotel – Taubaté
Av. Juscelino Kubitschek de Oliveira, 380
Dutra saída km 111 – Taubaté
Inscrições e contato:
E-mail: monarquiavale@gmail.com
Site: www.monarquiavale.blogspot.com

PROGRAMA
14h30 Recepção e credenciamento

15h00
Os 200 Anos da Família Real no Brasil
Prof. Geraldo Winter
Sócio da Winter Consultores e editor do boletim Herdeiros do Porvir

- Intervalo para café

15h40

Titulares do Império na cultura valeparaibana e gastronomia regional.
Prof. Ocílio Ferraz
Sociólogo, membro da Academia Brasileira de Gastronomia

16h40 Coffee-break

17h10
Ação Monarquista no Brasil
Dr. José Guilherme Beccari
Advogado e presidente do Pró Monarquia

18h00
Geopolítica brasileira
Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca
Pesquisador e editor do Radar da Mídia

19h00 Encerramento feito por D. Bertrand de Orleans e Bragança

20h00 Jantar de confraternização



Exposição: O Brasil Império pelo olhar francês

Museu Imperial: Exposição retrata o Brasil-Império pelo olhar francês Horário: 10 novembro 2009 às 9:00 a 28 fevereiro 2010 às 16:00
Local: MUSEU IMPERIAL - Rua da Imperatriz, 220, Centro, Petrópolis-RJ
Organizado por: Cláudio Silva Menezes

Descrição do evento:
Museu Imperial: Exposição retrata o Brasil-Império pelo olhar francês
Como parte das comemorações pelo Ano da França no Brasil, o Museu Imperial apresenta, até fevereiro de 2010, a exposição Retratos no estrangeiro: o Brasil Imperial nos ateliês franceses. A mostra, com curadoria das pesquisadoras Maria de Fátima Moraes Argon e Maria Inez Turazzi, reúne imagens assinadas por pintores, gravadores, litógrafos e fotógrafos franceses do século 19.

Entre os destaques da exposição encontram-se retratos de d. Pedro II e da família imperial, exibidos pela primeira vez ao público. São obras de Édouard Vienot, artista que se anunciava em Paris como pintor do imperador do Brasil e também alguns dos primeiros daguerreótipos (fotografias sobre metal) realizados no Brasil.

O museu encontra-se na Rua da Imperatriz, 220, Centro, Petrópolis-RJ. Informações: www.museuimperial.gov.br.

Fonte: IBRAM Boletim eletrônico nº 278 - ano 6 - 29/10/2009

domingo, 1 de novembro de 2009

"Príncipes do Brasil" de Michelly Ribeiro

Uma jovem que está concluindo seu curso de jornalismo na FATEA - Faculdades Integradas Tereza D´avila decidiu, apos ouvir os orientadores, que seu trabalho de conclusão de curso teria como assunto o que depois se transformou no título de um livro que promete muito: "Príncipes do Brasil". A jovem é Michelly Ribeiro e a encontrei (ou fui encontrado por ela, não lembro exatamente) no Twitter mini-blog de informações e notícias diversas. Passei a seguí-la pelo Twitter onde descobri o seu blog http://brasilimperiohoje.wordpress.com/ no qual a jovem jornalista relata os trabalhos e dificuldades para conclusão do seu livro. Abaixo estampo a entrevista e a defesa do TCC publicadas em seu blog.




quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A Bélgica, uma Monarquia Constitucional

Artigo a que se refere o Sr. Gerhard E. Boehme no post abaixo e que merece ser lido por seu resgate da história belga e esclarecimentos sobre a monarquia da Bélgica.

Texto da Chancelaria do Primeiro Ministro – Direção Comunicação Externo
Fonte: http://www.belgica.org.br/Monarquia.htm


Tradução : Embaixada da Bélgica em Brasilia e Consulado Geral de São Paulo – Setembro 2005

Em 1830, a Assembléia Constituinte da Bélgica recém-nascida escolheu a Monarquia como regime político e, mais precisamente, uma monarquia parlamentar, constitucional e hereditária. Cento e setenta e cinco anos depois, este conceito, sob a sua forma inicial, mantém-se praticamente inalterado, mesmo com a evolução do país ao longo dos anos.
Ao optar pela Monarquia, o Congresso Nacional visava certos benefícios (vantagens), tais como a estabilidade, a continuidade e a influência internacional. Ao mesmo tempo, queria-se evitar que o poder político pessoal do chefe do Estado fosse importante demais. "Todos os poderes emanam da nação." - afirma a Constituição.
O artigo 91 da Constituição determina que o Rei “... só toma posse do trono após ter prestado solenemente, no seio das Câmaras reunidas, o seguinte juramento: "Juro cumprir a Constituição e as leis do povo belga, manter a independência nacional e a integridade do território." Este juramento é uma descrição sucinta da função real.
Como chefe do Estado, o Rei exerce as funções políticas que a Constituição lhe atribui. Em seguida, ele é o fiador do funcionamento das instituições.
É igualmente o símbolo da continuidade e da soberania do Estado, representa a Bélgica no estrangeiro e atua como o mais elevado representante da nação e da população.

O Rei e a Política.
Uma ação de influência.
O Rei situa-se acima das correntes políticas e, em conseqüência, não exerce nenhum poder político direto. Em contrapartida, o soberano pode exercer uma influência, apoiando-se sobre sua autoridade e seu prestígio pessoais. A sua ação de influência se manifesta em grande parte nos encontros pessoais. O Rei discute semanalmente com o Primeiro-Ministro. Além disso, encontra regularmente os demais ministros e secretários de Estado, presidentes de partidos, outros personagens políticos, autoridades e representantes de associações de interesses. Ele pode ouvir, dar conselhos, receber e apresentar propostas.
O Rei é o chefe dos Belgas, independentemente das suas opiniões. Por isso, não exprime publicamente sua opinião. O conteúdo das atividades políticas do Rei é mantido confidencial. Mas certos assuntos e linhas de força aparecem nos discursos reais em ocasiões especiais, por exemplo, a festa nacional, as visitas oficiais ou durante a recepção anual que oferece aos organismos constituídos.



Inviolabilidade.
A pessoa do Rei é inviolável; os seus ministros são responsáveis.
Qualquer lei ou decreto que o Rei assina deve igualmente ser rubricado por pelo menos um ministro. O Rei dá à lei uma autoridade constitucional, o ministro assume a responsabilidade.
A inviolabilidade política é estendida a todos os atos do Rei. Estes atos estão sob a responsabilidade do governo federal e passam, portanto, por análise e aprovação.
Esta disposição coloca o Rei acima das considerações ideológicas e religiosas, das opiniões e debates políticos e dos interesses econômicos.
O Rei é igualmente o guardião da unidade e da independência do país.
As Prerrogativas.
No plano político, a Constituição atribui diversas tarefas específicas ao Rei. O soberano pode convocar e dissolver o Parlamento. Assina os projetos de lei. Nomeia e destitui do cargo os seus ministros.
Na prática, o Rei escolhe um informante para a formação de um governo e, em seguida, um formador. A formação do governo deve ser aprovada pelo Parlamento.
Os ministros federais prestam juramento sobre as mãos do Rei.
O Papel Político do Rei.
O Rei está à frente do poder executivo federal. Os funcionários e oficiais são nomeados por decreto real e prestam juramento ao Rei. O soberano é também o Comandante em Chefe das Forças Armadas ele, estabelece a graduação militar.
No plano jurídico, o Rei nomeia e destitui do cargo os oficiais do Ministério Público. A justiça é concedida em nome do Rei. O soberano tem o direito da absolvição. O Rei está igualmente à frente das relações internacionais. Os embaixadores estrangeiros que representam o seu chefe de Estado na Bélgica entregam as suas credenciais ao Rei. O soberano representa a nação e a população, no caso das visitas oficiais ao estrangeiro e recepciona os chefes de Estado em visita à Bélgica.
Por todo o exposto, prevalece o princípio segundo o qual o Rei "reina, mas não dirige". Para quase todas as tarefas, é estabelecido que o soberano exerce a sua função de acordo com o governo.

A Casa Real e a Sociedade.
Na Bélgica, a noção "de Monarquia" tem um significado bem mais amplo que um simples regime constitucional. O soberano é denominado "Rei dos Belgas" e não "o Rei da Bélgica". Indica-se assim que o soberano está à frente de uma sociedade, não de um território. Por esta mesma razão, ele não tem nenhum atributo de poder, como coroa ou cetro.
O Rei é o mais alto representante da nação e da população. A este respeito, os membros da família real ocupam também um lugar específico na sociedade.
Recepções no palácio ou visitas que chegam ao país constituem um aspecto importante do trabalho do soberano e da sua família. Trata-se freqüentemente de incentivar e apoiar iniciativas louváveis. No caso de catástrofes, o Rei exprime a compaixão de toda a população e a consideração pelo trabalho das pessoas que socorrem. Eles participam de cerimônias específicas, como a festa nacional, e das comemorações pelas vítimas de guerra.
O Rei e os membros da família real atribuem regularmente o seu elevado apoio a uma organização. Podem ser projetos permanentes ou temporários em matéria de cultura, de sociedade, de economia, de ciência ou desporto. O Rei concede igualmente distinções e está à frente das ordens nacionais. Ele pode atribuir títulos de nobreza, mas sem associá-los a qualquer privilégio.
Freqüentemente, os incentivos reais tomam a forma de felicitações nos casos de certos aniversários especiais, da atribuição do título de "Real" a uma associação, do apadrinhamento de uma sétima criança seguida do mesmo sexo, etc..
O Rei e a Rainha recebem diariamente centenas de cartas. Constantemente, o soberano é o último interlocutor para pessoas em necessidade. Os pedidos de assistência ou de intervenção são transmitidos aos serviços competentes e acompanhados pelo palácio, com o intuito de uma solução favorável.
Diversas iniciativas reais tornaram-se organizações permanentes em benefício da sociedade. Entre outras, as mais conhecidas são: a Fundação Rei Baudouin, a Fundação Rainha Paola e a Fundação Príncipe Philippe.
A Fundação Rei Baudouin toma iniciativas que visam melhorar as condições de vida da população, tanto nos planos econômico, social e cultural, como científico. No que se refere à Fundação Rainha Paola, é sobretudo o Prêmio Rainha Paola para o ensino que alcançou uma grande notoriedade. A Fundação Príncipe Philippe tem por missão favorecer o diálogo entre as diferentes comunidades do nosso país.
175 Anos de Dinastia Belga.


"E a monarquia constitucional teria evoluído para o Império federalizado, como desejava o Partido Liberal. Mas, partimos para a ruptura do bipartidarismo não obrigatório (Conservadores e Liberais) e para a República, elegendo logo dois militares que se transformaram em descumpridores da única constituição liberal que tivemos (a Provisória e a clonada de 1891)". (Jorge Geisel - jorgegeisel@hotmail.com)

Existem motivos para se comemorar o 15 de novembro? Não, claro que não!

Gerhard E. Boehme desenvolve o assunto numa resposta que redigiu aos comentários feitos pelo Coronel Amarcy de Castro e Araújo Pens. O Brasil perdeu muito tempo com a quartelada que destronou a Família Imperial e interrompeu o processo de crescimento da nação. Restaurar a Monarquia é recuperar o tempo perdido.

Prezado Sr. Coronel
de longe a Monarquia traz maiores vantagens para a gestão de um povo, como bem nos mostram os resultados do que foi o Brasil na sua época, e não tivemos a necessidade de uma Guerra Civil nas proporções que tiveram os norte-americanos. A questão é que o Brasil parou no tempo, senão retorcedeu após 1889, basta ver as nossas ferrovias, as quais estão somente agora ocupando sua devida importância graças à excelente gestão da ALL - América Latina Logística.

Em todo o mundo a monarquia constitucional apresentou e apresenta mais vantagens que o presidencialismo, uma vez que este somente teve sucesso nos páises ditos germânicos e onde o federalismo se faz presente (Alemanha, Áustria, Suíça e Estados Unidos).

A questão não é a volta ao passado, mas a busca de um futuro que nos foi tirado.

Defender a monarquia é uma forma de sairmos do buraco em que nos encontramos, é reconhecer a importância do poder moderador, e a possibilidade de termos um parlamentarismo correto e não às avessas, como atualmente, já que atualmente primeiro elegemos o "primeiro-ministro", para ele então compor a base aliada, ou melhor a "base afilhada". Temos um país ingovernável.

Tivéssemos um Duque de Caixas ainda vivo, a quartelada, que foi a "Proclamação da República", não teria ocorrido.

Concordo contigo que a realidade da época era diferente da atual. Mas veja que 8 das 12 maiores economias são monarquias contitucionais.

Quanto a uma maioria expressiva de incultos, infelizmente nada mudou, também não tivemos a possibilidade de ação de um dos mais ilustres brasileiros de então, o qual seguramente seria um dos homens do III Império: Engenheiro André Pinto Rebouças.

Não devemos por a culpa nos portugueses , índios e negros, a questão é a forma de gestão.

Devemos comemorar com fervor o 7 de Setembro, mas quanto ao 15 de Novembro, nada a comemorar. A "Proclamação da República" foi uma quartelada que não contou com o apoio, nem mesmo dos militares. Na Marinha encontrou tão somente forte oposição. Seus primeiros anos foram caracterizados por uma profunda perseguição que não teve paralelo em nossoa história, nem mesmo durante seus dois mais conhecidos períodos de exceção: O Estado Novo e o Regime Militar. E para tal é fundamental conhecê-la.

O Brasil não nasceu República, com uma quartelada que hoje denominamos de "Proclamação da República" - um golpe, hoje vivemos uma grave distorção, tornamos-nos uma rés-publica (..., ou seria rês-pública? Ou ré-publica?) sem a concordância de qualquer referendo, adiado por cem anos de memórias perdidas e sem a oportunidade de um debate consistente em 1993. No plebiscito de 21 de abril de 1993 a monarquia recebeu, aproximadamente, sete milhões de votos (13% dos votos válidos} e, nesta época uma pesquisa do DATA FOLHA mostrava que 21% da população era monarquista ou simpatizante. Entre os principais adversários, merece destaque aos políticos do PMDB, que ainda hoje se destacam no dominio da política nacional. Para isso é fundamental saber como ocorre o clientelismo e ele se sustenta com base na corrupção.

Houvesse um Duque de Caxias ainda vivo, teríamos a Rainha Isabel, seus descendentes e seus gloriosos homens traçando o futuro promissor do Brasil. Isso sem contar com um plebiscito nacional marcado por erros e falcatruas, como a indevida antecipação para o 21 de abril, quando o programado seria o 7 de setembro.

Com a quartelada o Brasil perdeu seus mais importantes referenciais de Nação (www.monarquia.org.br e www.brasilimperial.org.br Alan Assumpção Morgan - Brasil Imperial E-mail: brasilimperial@brasilimperial.org.br) e o federalismo (www.if.org.br Thomas Korontai - Partido Federalista E-mail: presidencia@federalista.org.br) que ainda está por vir desde que tivemos a sua primeira iniciativa, com os notáveis homens da Princesa Isabel, com destaque para o Engenheiro André Pinto Rebouças, Alfredo Taunay e Joaquim Nabuco – a quem coube o primeiro projeto de lei em favor da federação das províncias, tentando concretizar velha aspiração em respeito ao Princípio da Subsidiariedade no Brasil.

Vale lembrar que nos dois primeiros governos de nossoa República, na composição de seus ministérios, não havia nenhum dos notórios "republicanos", que durante o 2º Império se destacaram na vida política nacional.

Hoje fica apenas como registro histórico o compromisso dos monarquistas assumido no plebiscito realizado em abril de 1993:

"Valorização da missão das Forças Armadas como guardiãs da Nação. No seu prestígio e na sua eficiência repousam a paz social e a segurança interna e externa de nossa Pátria, bem como o merecido realce desta no cenário internacional. Aos seus integrantes devem ser proporcionadas todas as condições para que vivam condignamente, isentos de preocupações materiais que afetem seu moral e os afastem da dedicação integral às lides castrenses."

"Não se conhece nação que tenha prosperado na ausência de regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado." (Prof. Ubiratan Iorio de Souza)

O império consolidou o Brasil como Nação, isso enquanto a América espanhola se esfacelava em uma infinidade de rupubliquetas de bananas que até hoje não se sustentam, exceto o Chile e a Costa Rica. Ou a Argentina antes da Era Peron. O Brasil chegou a figurar entre as nações mais poderosa do mundo, na área econômica foi a que mais se desenvolveu no período. Era um país livre e de oportunidades, obviamente respeitadas as realidades da época.

Quando citamos as diversas "repúblicas de bananas", dois livros são de leitura quase obrigatória: “O Manual do Perfeito Idiota Latino-americano” (http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=4493) e dos mesmos autores "A volta do idiota" (http://rodrigoconstantino.blogspot.com/2007/12/volta-do-idiota.html )

Em 119 anos de Republica, quais foram as vitórias? Vamos aos seguintes pontos, na estabilidade política, até 1889 não tínhamos conseguido isso, tivemos depois da "Proclamação da República" 110 anos de instabilidade política, 9 golpes de estado, 13 ordenamentos constitucionais, 4 assembléias constituintes, 10 "republicas", o Congresso, em nome da LIBERDADE, foi FECHADO 6 vezes, inclusive pelo primeiro Presidente, Marechal Deodoro da Fonseca. Agora temos dois partidos fisiológicos e evangélico$ que se denominam republicanos.

Depois de "proclamada" a República, ocorreram censuras nos meios de comunicação inclusive o fechamento de jornais e periódicos.

Na economia, tínhamos uma moeda forte que era o mil reis, desde 1942 tivemos 8 moedas, a inflação média no império, era 1,58% ao ano, desde o fim do império a inflação chegou a 64,9 quatrilhões de %, tivemos 40 presidentes, se estivesse sido mantida a Monarquia os sucessores de Dom Pedro II, teriam sido apenas 3, gerando grande estabilidade tanto política quanto econômica.

Em uma monarquia o Monarca é o símbolo vivo da Nação onde não há espaço para aventureiros, para o "recebendo que se dá", para negociatas, corrupção, nepotismo e onde a ordem prevalece, um monarca é educado desde criança para reinar, e nunca somos pegos de surpresas, por novos governantes.

O nosso Imperador D. Pedro II, sempre se destacou pela diplomacia sendo arbitro em vários países, a nossa marinha era a 2º marinha de guerra do mundo, o Brasil era tido como um país de 1º mundo junto com a Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha.

Por esses e vários motivos que digo, que mudamos sim, da Monarquia para a Anarquia. Prevaleceu o clientelismo.

Nos tempos do Império do Brasil, sob Dom Pedro II, o Brasil tinha uma moeda estável e forte, possuía a Segunda Marinha de Guerra do Mundo, teve os primeiros Correios e Telégrafos da América, foi uma das primeiras Nações a instalar linhas telefônicas e o segundo país do globo a ter selo postal;

O Parlamento do Império ombreava com o da Inglaterra, a diplomacia brasileira era uma das primeiras do mundo, tendo o Imperador sido árbitro em questões da França, Alemanha e Itália e segunda autoridade moral depois do Papa;

Em 67 anos de Império tivemos uma inflação média anual de apenas 1,58%, contra 10% nos primeiros 45 dias da República, 41% em 1890 e 50% em 1891;

A unidade monetária do Império, o mil réis, correspondia a 0.9 (nove décimos) de grama de ouro, equivalente ao dólar e à libra esterlina;

Embora o Orçamento Geral do Império tivesse crescido dez vezes entre 1841 e 1889, a dotação da Casa Imperial se manteve a mesma, isto é 800 contos de réis anuais? E que D, Pedro II destinou ¼ de seu orçamento pessoal em benefício das despesas da guerra do Paraguai;

800 contos de réis significava 67 contos de réis mensais e que os republicanos ao tomarem o poder estabeleceram para o presidente provisório um ordenado de 120 contos de réis por mês;

Uma das alegações dos republicanos para a derrubada da Monarquia era o que eles chamavam de custo excessivo da Família Imperial?

A verdade é que esta recebia a metade do ordenado do 1º presidente republicano.

Dom Pedro II se recusou a aceitar a quantia de 5 mil contos de réis, oferecida pelos golpistas republicanos, quando do exílio, mostrando que o dinheiro não lhes pertencia, mas sim ao povo brasileiro (5 mil contos de réis era o equivalente a 4 toneladas e meia de ouro? Quantia que o Imperador recusou deixando ao País um último benefício: o grande exemplo de seu desprendimento. Infelizmente esse exemplo não frutificou na República, como seria necessário);

No Império o salário de um trabalhador sem nenhuma qualificação era de 25 mil réis? O que hoje equivale a 5 salários mínimos;

O Brasil era um exemplo de democracia. Votava no Brasil cerca de 13% da população. Na Inglaterra este percentual era de 7%; na Itália, 2%; em Portugal não ultrapassava os 9%. O percentual mais alto, 18%, foi alcançado pelos Estados Unidos. Na primeira eleição após a quartelada que implantou a república em nossa terra, apenas 2,2% da população votou. Esta situação pouco mudou até 1930, quando o percentual não ultrapassava a insignificante casa dos 5,6%.

Sou monarquista, mas me "apaixonei" pela monarquia, em especial pela brasileira, quando comecei a estudar a questão da inovação tecnológica, a começar pelos aspectos históricos no Brasil, uma vez que é neste segmento que procuro atuar profissionalmente, principalmente junto à Fundação CERTI - Fundação Centro de Referência em Tecnologias Inovadoras.

Aqui no Brasil quando se menciona a monarquia, se faz referência a algo como se fosse um atraso, muito pelo contrário: 8 das 12 economias mais fortes do mundo são monarquias. A liberdade está quase sempre presente nos países monárquicos costitucionais.

Mencionar atraso, basta ver o período em o brasileiro mais esteve em contato com inovações foi justamente durante o Império, com destaque para as ferrovias, área naval e a indústria de armas e alimentos. Obviamente respeitadas as particularidades e o estado da arte da época.

As monarquias raramente se prendem ao conservadorismo, podem sim se prender às tradições. Na área jurídica pode-se entender a inovação e o fortaleciemtno da cultura liberal, como bem nos relata os estudos da Gisele Coutinho Rodrigues em "A Formação do Bacharel no Brasil e a sua cultura Jurídica Do séc XIX aos dias atuais", que pode ser acessado através http://www.boletimjuridico.com.br/doutrina/texto.asp?id=671

Quanto a irracionalidade, não há correlação entre ela e a monarquia, mas sim nos regimes totalitários, no passado nas monarquias absolutistas e na atualidade nos regimes autoritários pseudo-monarquícos, como da Coréia e de Cuba, sem nenhuma legitimidade.

No que se refere a inovações, vale lembrar que D. Pedro II sempre se destacou neste campo. Interessado pelas letras e pelas artes, manteve correspondência com cientistas europeus, entre eles Pasteur e Gobineau, sempre protegendo os intelectuais e escritores. Durante seu reinado, percorreu quase todo o Brasil, viajou para várias partes do mundo, visitando a América do Norte, a Rússia, a Grécia e vários outros países da Europa e o Oriente Médio (1871-1887), procurando trazer para o Brasil várias inovações tecnológicas.

Com a quartelada, que muitos chama de "Proclamação da República" houve um enorme retrocesso, na realidade um "retrossesso". Voltado a ser retrospectivo.

Mesmo as idéias inovadoras propostas pelos republicanos durante o 2° Império, não conquistarm espaço, principalemte pelo fato de que foram raros os republicanos que vieram a fazer parte da gestão nos primeiros govenos da República, período voltado muito mais à perseguição política.

A República Velha (1889-1930) foi um período de grande instabilidade política. A difícil situação econômica dos pobres e a insatisfação com o domínio das oligarquias geraram vários movimentos populares. Canudos, Chibata, Contestado, usw. retratam bem esta era "republicana". Instaurou-se o clientelismo que perdura até os dias atuais.

O papel de uma família real é agregador, basta ver como ocorreu a formação dos países na América Espanhola e na Portuguesa. Um dos principais papéis do monarca é o de exercer o poder moderador e representar o povo do país. Possui muitos outros, nos sites www.brasilimperial.org.br e www.monarquia.org.br encontrará não só esta informação, mas as inúmeras vantagens de uma monarquia.

Tem um aspecto interessante, motiva o povo para que o Princípio da Subsidiariedade seja fortalecido, até mesmo como defesa a um possível "absolutismo".

Outro aspecto fundamental, melhor exemplificado no caso da Bélgica. Seria dinamite pura se fosse uma República.

Leia o texto abaixo, mas antes veja como foi formado o povo belga, que outrora já foi uma colônia dos espanhóis. Formados por franceses, alemães, belgas, judeus, usw.. Atrevessou duas guerras mundiais, inclusive sob o jugo do nacional-socialismo.

Veja o caso da Tailândia, veja quais são os países no seu entorno, como foi fundamental a figura da família real, ainda hoje sob o reinado de Bhumibol Adulyadej. Ou olhe para a Jordânia, e os países com os quais convive em seu entorno.

Imagine o Sr. Lula fazendo um juramento similar ao Rei ou Rainha da Bélgica?

"Proclamação da República", nada a se comemora, pois venceu o clientelismo.

Um forte abraço ao amigo,

Gerhard Erich Boehme

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Dom Bertrand em Itu

Matéria divulgada pelo excelente blog Monarquia Já

Dom Bertrand profere palestra em Itu, veja a propaganda:


http://www.youtube.com/watch?v=GHOLQwNE3wk


Depois de
visitar a cidade de Itu em março deste ano, o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança retorna à cidade para proferir uma palestra na Solenidade de Abertura da Semana de Estudos do CEUNSP - Centro Universitário Nossa Senhora do Patrocínio em Itu, no dia 20 de outubro, às 19 horas.

A palestra, intitulada "Brasil, uma nação predestinada á um futuro glorioso" será ministrada no Salão Nobre "Imaculada Conceição" e abordará o passado do Brasil e sua potencialidade para o futuro, mostrando um panorama histórico e político-social brasileiro.

O evento é aberto ao público que estiver interessado e é realizado através de uma parceria entre a Ação Jovem e o CEUNSP.

Fonte: Itu.com.br

terça-feira, 13 de outubro de 2009

D. João VI, um estadista de grande envergadura

Excelente escritor monarquista, Armando Alexandre dos Santos descreve neste artigo traços do grande estadista que foi D. João VI. Artigo publicado no site http://www.jbcultura.com.br/Armando/dvi.htm ainda durante as comemorações do bicentenario da vinda da Família Real para o Brasil, merece ser lido com toda atenção.


D. João VI, um estadista de grande envergadura

Armando Alexandre dos Santos (*)

Estamos ainda no ciclo comemorativo dos 200 anos da chegada da Família Real portuguesa ao Brasil, fato que haveria de produzir uma cadeia de conseqüências benéficas para nossa Pátria. Infelizmente, num país em que 75 % dos formalmente alfabetizados são, de fato, analfabetos funcionais incapazes de ler e interpretar um texto de dez linhas, há muita ignorância e desinformação sobre o período dito colonial da História brasileira.

Recordo que, há poucos anos, um dos principais redatores de um grande jornal paulistano, escrevendo sobre as origens do Brasil, referiu-se desinibidamente às "três naus da frota cabralina", em evidente confusão com as três embarcações de Colombo. E um colega seu precisava, eruditamente, que Cabral havia partido "da foz do rio Tagus". Na realidade, foi com treze embarcações que Cabral partiu de Lisboa, aqui chegando com doze, e a partida foi de Belém, à foz de um rio que em bom português se chama Tejo...

As gaffes desses jornalistas são bons exemplos da ignorância que campeia por estas bandas sobre um período da nossa História que durou nada menos do que 322 anos, e do qual a maior parte dos brasileiros não tem senão noções muito genéricas, superficiais e distorcidas.

Lamentavelmente, a historiografia oficial brasileira ─ em especial a posterior à proclamação da República, em 1889 ─ com freqüência subestima os grandes benefícios que trouxe ao Brasil a civilização portuguesa, ou é flagrantemente injusta com relação à Mãe-Pátria, faltando com a verdade por vezes de modo grotesco.

Felizmente não faltam historiadores sérios que, em estudos bem documentados e bem escritos, que resistem a qualquer crítica malevolente, fazem justiça àqueles heróis povoadores e missionários que deixaram as delícias e as comodidades do "jardim da Europa à beira-mar plantado", para virem "dilatar a Fé e o Império" nestas plagas então inóspitas e cheias de riscos.

É verdade que seus livros nem sempre têm toda a divulgação que mereciam ter. Mas eles existem, estão bem conservados nas estantes das bibliotecas, e de futuro poderão atestar que em nenhum momento deixou de haver bons brasileiros gratos ao que nos trouxe Portugal.

Personagem particularmente visado pelos pseudo-historiadores é D. João VI, o monarca posto pelas circunstâncias no leme da nau do Estado luso-brasileiro numa hora particularmente trágica, na qual, sem deixar de ser um homem bondoso, clemente, até um tanto bonacheirão, foi um grande rei e soube desempenhar seu papel histórico à altura das gloriosas tradições que representava.

Uma Europa em crise

Quando foi decapitado em Paris o Rei Luís XVI, em 1793, Portugal, então governado pelo Príncipe-Regente D. João, e a Espanha, na qual reinava Carlos IV, tendo como todo-poderoso ministro Manuel de Godoy, declararam guerra à República Francesa. Na mesma entente figurava a Inglaterra. Portugal enviou, para o Roussillon, região sul da França, uma divisão composta por seis regimentos de infantaria; essa divisão lá permaneceu quase dois anos, combatendo, com alguns sucessos apreciáveis, lado a lado com os espanhóis, contra os princípios da Revolução Francesa. Mas estes acabaram se impondo em Madri, com a traição de Godoy (o chamado "Príncipe da Paz"), e o governo espanhol fez a paz em separado com a França revolucionária e passou a defender os interesses desta na Península. Traindo os compromissos assumidos, voltou-se contra os aliados da véspera, chegando a declarar guerra, sucessivamente, à Grã-Bretanha e a Portugal. Estabelecida em 1801 uma paz iníqua e precária, prosseguiu o mesmo trabalho de sapa por parte de Godoy, que parecia empenhado não só em eliminar a independência de Portugal, mas também em autodemolir o próprio trono de seu país.

Essa política de Godoy, levada habilmente por ele durante mais de 12 anos, conduziu às invasões napoleônicas na Península. Foi nesse contexto que as tropas napoleônicas atravessaram o território espanhol e se precipitaram, em três hordas sucessivas ─ chefiadas por Junot, Soult e Massena ─ sobre Portugal. A reação que tiveram então os povos ibéricos, na defesa das suas liberdades e das suas tradições, foi heróica e grandiosa.

A resistência lusa contra os invasores franceses

No tocante à resistência portuguesa à primeira invasão revolucionária, o historiador austríaco João Batista Weiss assim descreve o levantamento nacional contra as tropas de Junot:

"Os portugueses desfraldaram a sua bandeira nacional, ao repicar dos sinos, com júbilo festivo e fogos de artifício na cidade [do Porto]. Como um fogo em erva seca correu este movimento pelo país; a 11 de Junho de 1808 o antigo Governador de Trás-os-Montes proclamou soberano o Príncipe Regente, e chamou às armas os habitantes. Nas cidades e aldeias respondeu o povo: 'Viva o Príncipe Regente! Viva Portugal! Morra Napoleão!'

"A 17 de Junho a mesma aclamação ressoou em Guimarães, a 18 em Viana, a 19 o Arcebispo de Braga fez retomar as prerrogativas pela Casa Real de Bragança, com grande concorrência do povo; osculou a antiga bandeira, e abençoou o povo, que cantou o Te Deum laudamus. Elegeu-se a seguir uma Junta, de que foi presidente o Bispo.

"Em Coimbra ardia a juventude estudantil a favor da libertação da pátria, e o templo da ciência converteu-se em arsenal de guerra. No laboratório de química preparava-se pólvora. Os estudantes espalhavam-se pelas aldeias, para incitar os trabalhadores manuais a armar-se; eram recebidos com o repique dos sinos, fogos de artifício e clamores de júbilo. Todos se armavam; os trabalhadores brandiam as suas gadanhas, desenterravam-se canhões que se tinham enterrado na última guerra de Espanha; frades com o crucifixo na mão iam à frente das tropas. O clero era todo fogo e chamas pelo levantamento nacional, mas impedia as crueldades que se tinham cometido na Espanha contra os inimigos.

"A situação dos franceses tornou-se grave. Junot conhecia toda a grandeza do perigo, não podia receber auxílio da França, nem por mar, porque os cruzeiros ingleses o dominavam e vigiavam ao longo de toda a costa, nem por terra, pois a Espanha estava toda em armas e todos os correios eram interceptados. Com 24.000 homens não podia dominar a sublevação de todo um povo" (História Universal, Barcelona, 1931, pp. 262-263).

Sobre o conjunto das operações militares entre os anos de 1808 e 1814, escreve o Pe. Joaquim José da Rocha Espanca:

"Este ano de 1814 foi o último da guerra. Ganhou o exército anglo-luso 16 batalhas que foram as do Vimieiro, Corunha, Talaveira, Buçaco, Fuentes de Honor, Albuera, sítios de Ciudad Rodrigo, Badajoz e Salamanca, batalha de Vitória, dos Pirineus, sítio de S. Sebastião de Biscaia, Nivelle, Nive, Ortez (27-2-1814) e Toulouse (12-4-1814, quando Napoleão já tinha abdicado). Para que se veja num pequeno quadro quanto nos foi penosa a Guerra Peninsular, copio de um artigo de Augusto Pinho Leal o seguinte resumo das operações desta luta gigantesca: 'Desde a invasão de Junot até ao fim da guerra, o exército português entrou em 16 batalhas gerais, 210 combates, 14 cercos, 18 assaltos, 6 bloqueios e 12 defesas de praças. Total: 276 ações' (Veja-se o jornal A Esperança, n° 352 de 13-3-1879)" (Memórias de Vila Viçosa, t. 14, 1984, pp. 11-12).

Evitando a triste sorte da Espanha, enganou Napoleão.

O Príncipe-Regente D. João, não podendo resistir in loco, teve o bom senso de transferir-se com toda a sua Corte para o Brasil ─ executando, aliás, plano muito antigo já esboçado desde o século XVI ─ onde desenvolveria uma ação benéfica extraordinária, com a qual muito lucraria o Brasil. Menos feliz foi o Rei Carlos IV, da Espanha, que não conseguiu realizar projeto similar de se transferir para o México, e acabou caindo, juntamente com seu filho Fernando (depois Fernando VII), nas mãos de Napoleão.

Certos autores modernos criticam injustamente a D. João VI, acusando-o de covardia. Postas as coisas como estavam, ele fez o que de melhor poderia ter feito. A transferência para o Brasil foi um lance político muito sagaz, que não só evitou a Portugal os vexames que sofreu a Espanha, reduzida a protetorado francês com José Bonaparte no seu trono durante mais de 5 anos (de Junho de 1808 a Setembro de 1813), mas também proporcionou consideráveis vantagens ao Brasil.

Vale a pena lembrar, a tal respeito, o depoimento do próprio Napoleão Bonaparte. No Mémorial de Sainte-Hélène, o ex-todo-poderoso senhor da Europa fez justiça a D. João VI, reconhecendo que sem a transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil a Inglaterra não teria podido romper o apertado bloqueio em que se encontrava e tornar-se o agente principal da derrota final napoleônica (cfr. João Ameal, História de Portugal, Porto, 2ª ed., pp. 566-567).

Os tão comentados lances de hesitação de D. João nos dias que precederam o embarque, ridicularizados e caracaturizados por certos autores, foram, na realidade, um recurso teatral que iludiu os franceses que não estavam esperando por aquilo e ficaram, literalmente, a ver navios... D. João precisava agir como agiu, fingindo estar hesitando entre as duas alianças possíveis ─ a da Inglaterra e a da França ─ porque havia, em Portugal, uma poderosa e influente facção favorável a Napoleão. Também essa “quinta-coluna” foi iludida.

Tudo isso está bem documentado nas atas do Conselho de Estado português, que comprovam que a transferência para o Brasil não foi uma decisão precipitada e intempestiva, mas correspondeu a um plano magistral, longamente ─ e dissimuladamente ─ executado. Em conferência pronunciada no dia 26 de março último, no salão-nobre da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, sustentou documentadamente essa tese, diante de um auditório de mais de 800 pessoas. Falaram na mesma sessão, e aduziram argumentação conclusiva, a esse respeito, o historiador português D. Marcus de Noronha da Costa, Conde de Subserra, membro da Academia Portuguesa da História e do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro; a Profa. Dra. Nelly Martins Ferreira Candeias, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo; e o Prof. Dr. João Grandino Reis, diretor da Faculdade de Direito da USP. Essa sessão, que se revestiu de um brilho excepcional nos anais da própria Faculdade de Direito, foi, acima de tudo, um ato de justiça prestado à memória de D. João VI. Nela falou também, prestando homenagem a D. Pedro I, o filho primogênito de D. João VI, o Prof. Dr. Daniel Serrão, médico e cientista português de renome internacional, membro da Academia Portuguesa das Ciências e da Pontifícia Academia de Ciências do Vaticano.

É hora de se fazer justiça a D. João!

De fato, já é bem hora de recolocar no seu devido lugar histórico o injustiçado D. João VI, que aqui chegou como Príncipe-Regente, em 1808; que aqui foi coroado Rei, em 1815; que aqui assentou as bases de um grande Império luso-brasileiro; e que aqui teria permanecido até o fim de seus dias, se as circunstâncias lho tivessem permitido.

São ridículas e carentes de qualquer fundamento histórico e são, mais ainda, aberrantes do bom senso elementar, muitas das asserções freqüentemente feitas contra ele.

Pasmem os leitores com o seguinte trecho, extraído de um livro corrente no Brasil, a descrever o dia-a-dia de D. João VI: "Seu dia de trabalho começava às 6 horas da manhã. Quase sempre vestia um velho casaco sujo, puído, de grandes bolsos. Só em ocasiões especiais trocava o paletó pela farda vermelha com as condecorações. Depois das orações matinais, D. João quebrava o jejum com frangos e torradas. Então, guardava no bolso alguns pedaços de frango que comia enquanto concedia audiências aos fidalgos mais íntimos e ao pessoal da administração" (Grandes Personagens da Nossa História, Abril Cultural, S. Paulo, 1972, vol. II, p. 281).

É espantoso que dislates desses sejam postos ao alcance de qualquer leitor!

Os depoimentos isentos de estrangeiros que privaram nessa fase com D. João VI vão em sentido diametralmente oposto. Vejam-se, por exemplo, para citar apenas umas poucas fontes insuspeitas, o livro "O Rio de Janeiro visto por dois prussianos em 1819", de Theodor von Leithold e Ludwig von Rango (Cia. Editora Nacional, Série Brasiliana n° 328, São Paulo, 1966, tradução de Joaquim de Sousa Leão Filho) e o relato "A vinda da Família Real portuguesa para o Brasil", publicado inicialmente em inglês, em 1810, pelo oficial irlandês Thomas O'Neill, e cuja tradução acaba de ser lançada no Brasil pela Editora José Olympio.

Na realidade, D. João VI, talvez não tenha sido um homem excecionalmente brilhante, mas foi um monarca que soube condignamente, e até exemplarmente, desempenhar seu papel histórico. Uma das grandes vantagens da monarquia é que não requer necessariamente homens brilhantes, pois tal é a força da instituição e da continuidade que, como nota Marie-Madeleine Martin em "Le Roi de France, ou Les grandes journées qui ont fait la Monarchie", até mesmo monarcas medianos cumprem suas funções históricas de modo admirável.

Mas D. João VI não era apenas mediano. Ele estava muito acima da média e conseguiu, numa fase muito difícil da História luso-brasileira, resultados excelentes.

Entre outros, fizeram justiça a D. João VI historiadores sérios e conceituados como Oliveira Lima, Pandiá Calógeras e Hélio Vianna.

Na realidade, D. João, Príncipe-Regente e depois Rei, soube transformar em apenas 13 anos um Brasil vice-Reino, que encontrou provinciano e acanhado em 1808, num Reino-Unido a Portugal, estuante de vitalidade e de virtualidades que até hoje, decorridos dois séculos, ainda não foram suficientemente exploradas e ainda estão muito longe de se esgotar. Mais do que isso, soube prever a separação do Brasil de sua antiga Metrópole ─ intencionalmente não falo de independência, uma vez que o Brasil desde 1815, quando foi elevado à condição de Reino Unido a Portugal e aos Algarves, já não era dependente de Portugal à maneira de uma colônia ou mesmo de uma província.

D. João VI sentiu que essa separação era inevitável, sentiu que as circunstâncias a estavam tornando iminente. Soube prepará-la da melhor forma possível, deixando seu filho como nosso primeiro Imperador. Conta-se que, ao partir para Lisboa, em 1821 ─ aliás, a contragosto, pois pretendia ficar mais tempo no Rio de Janeiro, consolidando sua imensa obra de criação de um império ─ teria dito ao filho: "Pedro, apanha essa coroa e põe-na sobre tua cabeça antes que algum aventureiro lance mão dela".

O aguerrido e impetuoso Pedro I seguiu à risca o conselho paterno. Sem a permanência da dinastia brigantina no Brasil, teríamos tido o mesmo destino da América espanhola: ter-nos-íamos fragmentado numa série de repúblicas e republiquetas, dominadas por caudilhos e aventureiros.

(*) Jornalista profissional e escritor, diretor de publicações do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. E-mail: aasantos@uol.com.br

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pedido do Principe Dom Bertrand a todos os Monarquistas

Caro(a) monarquista
Peço sua particular atenção para o documento que envio no arquivo anexo. Diz respeito a crucial questão do momento, a saber, o inexplicável envolvimento do governo brasileiro no caso hondurenho.
Transformando nossa embaixada em Honduras no quartel general do legalmente deposto - por flagrante violação da Constituição e desacato às leis do país - Presidente Zelaya, o Brasil intervém indevidamente no processo político daquela nação centro-americana e coloca-se ao serviço do expansionismo ideológico do venezuelano Hugo Chávez, com grave prejuízo para o interesse nacional e a imagem de nossa diplomacia.
A consideração serena dos fatos e das razões expostas no documento conduz, como lógica conseqüência, a pedir ao Ministro Celso Amorim que ponha termo à presença de Zelaya em nossa embaixada. Isto pode ser feito no link indicado ao final.
Conto com sua participação nessa mobilização de esforços para que cesse o quanto anos a situação anômala e cheio de riscos criada em Honduras.
Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança

sábado, 26 de setembro de 2009

O Chanceler Brasileiro e a ditadura das esquerdas

O blog Monarquia em Ação, ao longo dos meses que se seguiram sua criação, publicou artigos focados na questão Monarquia x República, ações monarquistas no Brasil e no Mundo, e raramente, um ou outro artigo de natureza diversa. Hoje, apresento um artigo retirado do blog http://7diasemrevista.blogspot.com/ e postado por meu amigo Helio Viana, analista político muito objetivo. É importante estarmos alertas, pois, a República poderá se transformar numa ditadura esquerdista em que só haverá liberdade para aqueles que são... de esquerda. Passo a palavra a Helio Dias Viana:


Pérolas do chanceler

Nós, brasileiros, devemos estar alerta para não incorrermos no mesmo processo dos venezuelanos, ou seja, quando menos esperarmos, estarmos imersos num regime virtualmente comunista. Uma das primeiras medidas para evitá-lo é reagir diante das declarações e atitudes inusitadas de nossas autoridades nessa direção.

Tivemos dois exemplos recentes partidos do chanceler Celso Amorim. O primeiro foram seus depoimentos recolhidos por Deborah Berlinck (Brasil defende sanções econômicas como pressão – “O Globo”, 7/7/2009), a propósito de Honduras, quando ele declarou que “não vê contradição com o fato de o Brasil defender o fim do embargo a Cuba, [pois] Cuba ‘foi uma revolução’, enquanto Honduras ‘foi um golpe de Estado típico de uma direita que não tem mais lugar na América Latina’”. E o segundo foi sua entrevista concedida a Eliane Cantanhêde, publicada na “Folha de S. Paulo” do dia 2 do corrente mês de agosto, na qual ele abordou, entre outras coisas, o estabelecimento de uma base americana na Colômbia.

Na primeira entrevista, Amorim prescreve sanções econômicas contra Honduras, apesar de o novo governo deste país ser constitucional – o presidente deposto violou vários dispositivos da Carta Magna – e contar com o apoio da esmagadora maioria de sua população. Mas, para ele, tratou-se de “um golpe de Estado típico de uma direita que não tem mais lugar na América Latina”.

Em outras palavras, para o chanceler Amorim a democracia só vale se beneficiar a esquerda. Assim, quando um presidente com esta orientação assume democraticamente o poder, ele pode fazer o que bem entender, mesmo ao arrepio da Constituição, sem direito a ser removido. Pois se tal acontecer, será um inaceitável golpe de direita. Foi o caso de Zelaya em Honduras.

Contudo, na Bolívia, quando se tratou de derrubar o presidente de centro-direita Sánchez de Lozada para forçar as eleições que cederiam seu lugar a Evo Morales, o governo brasileiro não poupou esforços: exerceu toda sorte de pressões, inclusive enviando o chanceler-paralelo Marco Aurélio Garcia a La Paz para exigir sua saída. Peço aqui ao chanceler Amorim uma qualificação para essa atitude. Golpe, evidentemente, não pode ter sido, já que apesar de não ter violado nenhum dispositivo constitucional, o presidente derrocado era de centro-direita...

Mais grave. Na sua política de dois pesos e duas medidas, o chanceler Amorim justifica o próprio regime tirânico e sanguinário que há cinqüenta anos se assenhoreou de Cuba, disseminou a revolução armada no continente e mantém seus súditos sob a mais estrita vigilância, sem direito sequer a eleições livres. Onde, segundo famosa letra de carnaval dos anos sessenta, quem “andou na contramão, vai descansar no Paredão!”, o terrível lugar de execução sumária dos opositores do regime. Pois, na lógica de Celso Amorim, em se tratando de um regime comunista oriundo de uma revolução e não de um golpe, apesar de seus atropelos e de a população lhe ser contrária, não tem problema: está justificado e deve ser apoiado!

Eis a monstruosa lógica do chanceler petista e da política interna e externa brasileira! Da política interna também, pois não tendo mais lugar na América Latina, a direita deve ser simplesmente banida.

Na sua entrevista com Eliane Cantanhêde, entre outras considerações, o chanceler Amorim arremete-se contra a Colômbia pelo acordo que esta fez com os EUA para o estabelecimento de uma base militar americana no seu território sem prévia consulta ao governo brasileiro! Após conceder a ululante obviedade de que aquele país é livre de escolher seu próprio destino, o chanceler se mostra sumamente irritado, dizendo que Hugo Chávez está muito contrariado com a medida.

E como não poderia estar? Ficam ou não contrariados os narcotraficantes quando a polícia se interpõe no seu caminho? Do mesmo modo Hugo Chávez – que comprou da Rússia um enorme arsenal militar; que convidou e obteve, no início deste ano, que navios atômicos daquele país realizassem manobras em nossas águas continentais; que está sendo acusado de dirigir um narco-estado e de fornecer potentes armas de fabricação sueca à guerrilha das FARC; e que reiteradas vezes ameaçou a Bolívia, a Colômbia e a Honduras de invasão – só pode ficar contrariado em face da proximidade de uma força capaz de lhe opor!

Nesta entrevista, o chanceler Amorim não faz qualquer alusão à referida presença dos navios atômicos russos – que provavelmente não lhe tirou o sono –, nem ao nexo dessa presença com a orientação e o crescente armamentismo do governo venezuelano chavista; nem tampouco às alarmantes acusações de narco-estado e de aliado das FARC feitas a Chávez. Entretanto preocupa-o o simples fato de a Colômbia abrir seu território para uma base norte-americana. E depois ainda aponta esse fato como sendo contraditório com as declarações do presidente Uribe de que as FARC estão praticamente extintas. Se elas se acham nessa situação, tal se deve aos ingentes esforços do governo e do povo colombianos, nem sempre compreendidos, que entre outras coisas enfrentaram a oposição de quase todos os governos latino-americanos – inclusive do brasileiro – quando do golpe mortal assestado contra o guerrilheiro Raúl Reyes.

Mas as FARC estão sendo substituídas na sua ação revolucionária e desestabilizadora por um poderio muito superior: o atual regime venezuelano, armado até os dentes, amordaçando a oposição e ameaçando invadir outros países que contrariem seus ditames.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Monarquistas, Uni-vos!

O Jornal O Estado de S. Paulo publicou a nota abaixo.

24.09.09

Monarquistas, uni-vos!
por diretodafonte

Em pleno debate pré-sal e compra de caças, soou no Rio um grito retumbante da monarquia brasileira. Coube ao príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, herdeiro de um regime que sumiu há 120 anos, brindar o País com um ideário atualizado da casa imperial - oito parágrafos nos quais adverte o País contra “múltiplos fatores” que ameaçam “corroer no seu âmago a nossa vida como nação independente”.

Foi no 20º Encontro Monárquico, semana passada. Encimado pela coroa imperial, o manifesto Brasil, 2009: Para Onde Vamos? denuncia “vozes políticas... que apelam a uma refundação do País”. Menciona “estranhas doutrinas sociológicas, antropológicas, ambientalistas e até religiosas” capazes de “desagregar nossa organização político-social”.

Uma das preocupações dos monarquistas: o “extremado apartheid cultural”, que confina os índios “a uma estagnação deteriorante”. Outra, a “revolução quilombola”, que desrespeita a propriedade. E ainda a política de “classificação de raças, que tenta subverter a identidade nacional”.

Na diplomacia, avisa dom Luiz, a adesão ao “eixo bolivariano” tem trazido “duríssimos golpes” ao Brasil.
A saída? “Trabalhar ativamente, dentro dos limites da legalidade, para evitar tais descaminhos.”

Sem perder a nobreza jamais, é claro.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Blog Monarquia Já publica fotos do XX Encontro Monárquico

Já temos publicado aqui em Monarquia em Ação algumas colaborações de



O XX Encontro Monárquico (12 de setembro de 2009) teve lugar no Hotel Mundo Novo e contou com a presença de muitos monarquistas. Discorreu-se sobre assuntos de interesses históricos, culturais e políticos.







No Domingo, dia 13 de setembro, ocorreu a Missa em homenagem ao Centenário de nascimento de Dom Pedro Henrique (falecido em 1981) e pelo trancurso dos 95 anos de Dona Maria, de jure Imperador e Imperatriz do Brasil.

Cortejo: à frente D. Luiz e D. Bertrand; no lado esquerdo da fotografia: D. Antonio Alberto e D. Pedro Alberto (filhos de D. Alberto), D. Fernando, D. Alberto, D. Rafael; ao fundo: D. Gabriel (filho de D. Pedro de Alcântara); no lado direito: D. Antonio João e D. Maria Gabriela. Foto: Mário Sérgio.


Público presente na Missa na Antiga Sé Catedral, no Rio de Janeiro. Foto: Mário Sérgio.


Dom Rafael, Dona Maria Gabriela, Dom Antonio, Dom Bertrand e Dom Luiz, juntamente com grupo de religiosos da Santa Missa. Foto: Mário Sérgio.



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Agradecemos Mário Sérgio (Presidente da FMB), Rafael Cruz e demais amigos que mandaram informações e imagens.